A arte de gastar
Posted by henriquewint on
January 31, 2008
Mas gastar de forma saudável.
Depois de muito sentir saudades da leitura, e ficar mais animado após o post do Santaum sobre algumas dicas de leitura, fui a caça. Durante à tarde pesquisei alguns títulos que me interessariam, procurei na internet, haviam bons preços.. mas eu queria algo para JÁ, para hoje, não gostaria de ficar esperando alguns dias até que a encomenda chegasse aqui nos confins do RS.
Fiz uma listinha e fiquei aguardando com ansiedade o final do expediente, pois então eu iria comprar meus livros novos, saciar minha fome de leitura e com isso, poderia ter novas idéias revolucionárias para postar aqui.
Ao chegar na papelaria, peço a moça que verifique os livros que eles dispunham, para minha surpresa e do mesmo modo, desânimo, somente 1 dos 6 livros e mais um autor que eu selecionei, tinham na loja. Esse é um dos grandes problemas de se morar em uma cidade pequena, raramente se encontram coisas ditas ‘de nicho’. Creio eu que Schopenhauer e Nietzsche não sejam nicho, pelo menos não para mim.
O livro pelo qual mais me interessei foi ‘O apanhador no campo de centeio’, livro que achei por volta de R$25,00 em alguns sites, mas que aqui na cidade custavam R$44,00 e somente sob encomenda, o que acarretaria em ver a disponibilidade, mais alguns dias até a entrega, e minha paciência já terminou por ai.
A cada novo livro que ela verificava no sistema, eu somente recebia um: ’só via encomenda’. Até que uma alma perdida havia na estante. ‘O principe - Maquiavel’.. Algo pelo menos se salvou… minha outra alternativa foi andar algumas quadras a mais e ir até a biblioteca pública municipal. Pelo menos desta vez, alguns títulos a mais eles tinham, o problema era que estavam emprestados. Acabei ficando somente com ‘Crítica da Razão - Kant’..
Recorrendo desta vez a uma pequena livraria quase escondida, as respostas foram as mesmas, somente via encomenda, já que estava muito afim de livros, comecei a vasculha a unica parede que o local possuía. Dessa vez achei alguns títulos interessantes, como ‘A república - Platão’ e ‘A arte da guerra - Sun Tzu’..
Após retornar ao lar me pego pensando sobre a qualidade da leitura dos brasileiros.. Seria ótimo que todos cultivassem este bom hábito, porém a maioria odeia.. E os que gostam, estão lendo o que? Será que pessoas que leêm livros de filosofia são um nicho tão pequeno que não vale a pena manter livros ‘consagrados’ em prateleiras? Será que as pessoas interessam-se somente por livros com menos de100 páginas e que tragam uma linguagem extremamente fácil de ser interpretada? Ou isso é apenas um problema de uma pequena cidade do interior gaúcho?!
Gastei R$30,00 em 3 livros, um bom empreendimento pessoal, quando um consumista experimenta a ‘arte de gastar’ consigo mesmo, a satisfação é imensa, somente consumistas entendem do que eu falo.
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A Picaretagem não tem limite
Posted by henriquewint on
January 29, 2008
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“Uma imagem vale mais que mil palavras”
Via Ariane no Blog do Cardoso.
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tags: igreja, morte, pastor, picaretagem, religião, ressucitar
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Ainda existe criatividade?
Posted by henriquewint on
January 28, 2008
Qual foi o último filme, conteúdo, livro, música ou qualquer coisa que você viu, leu, ou escutou que fosse original?
O último sucesso da Riana (é assim que se escreve?), foi realmente um SUCESSO, muito bem produzido, não me apetece, mas ninguém pode negar que à música esteve nos topos das listas das rádios ao redor do mundo. Com isso o que podemos perceber? Centenas de raperzinhos falidos tentando colocar seu nome novamente na mídia, em cima do trabalho de outra pessoa. Aonde esta o instinto de ser original?
Tal cópia não manteve-se só a rappers falidos, a pouco ouvi uma versão da música do ‘guarda-chuva’ sendo tocada por uma banda de rock. A falta de criatividade esta tomando todas as áreas possíveis. Será que a capacidade humana chegou a tal ponto, que nada mais pode ser inventado, somente copiado e editado quando muito?
A poucos dias, o Rafael postou sobre uma serie, a ‘The 4400′, que traz a mesma proposta de Heroes, porém, foi produzida bem antes da famosa série dos homens com poderes. E eu me pergunto, seria Heroes uma cópia com uma belo marketing em cima?
Hoje mesmo, o Rev. Ibrahim postou também em seu blog sobre o uso do ‘creative comons’ do conteúdo que ele disponibiliza. No deocorrer do texto havia o comentário sobre o uso de tal conteúdo sob forma de venda, novamente eu me paro pra pensar, como alguém pode assinar em letras maiúsculas o atestado de burrice ao vender o conteúdo produzido por outrem, dizendo ser um feito próprio? É a total falta de capacidade para produzir algo que esta assolando a população mundial.
Até quando seremos tão incapazes? Por quanto tempo ainda?
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tags: copia, criatividade
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O carnaval e suas conseqüências
Posted by henriquewint on
January 26, 2008
Tudo muito bem, tudo muito lindo, festa, praia, sol e mar. O país praticamente parou no final de dezembro e só vai voltar a rotina após a primeira quinzena de março, afinal, é carnaval.
O Brasil é conhecido no exterior como o país do carnaval e da caipirinha, e nós fazemos juz a isto. Muito embora, a festa traga felicidade a população, as conseqüências da mesma também fazem com que o país fique com uma imagem ruim no exterior.
Não tive a oportunidade de presenciar os bailes de carnaval de algumas décadas passadas, mas dado o conhecimento que tenho sobre os mesmo, tais festas, me pareciam muito mais com a proposta do carnaval, que é, trazer alegria e diversão para as pessoas. O carnaval atual, tem se resumido em grande parte a sexo, bebidas e acidentes.
Munidas de belos corpos, alegorias ernomes, as escolas de samba parecem ter perdido a sua essência. Nada mais importo além de ter aquela atriz global famosa como rainha da bateria e fantasias enormes e pomposas. Importam de qualquer lugar do país, as passistas mais belas, deixando para as mulheres da sua comunidade, que fizeram esforços às vezes muito além da sua capacidade, em segundo lugar.
Voltando-se um pouco mais ao norte, temos não apenas os desfiles das escolas de samba, no norte, predominam ainda um pouco da cultura útil do carnaval, embora boa parte já tenha sido banalizada pela população afoita por sexo e bebidas.
Uma época do ano, em que sublinarmente o uso exagerado de bebidas alcoólicas e influenciado, milhares morrem nas estradas devido ao seu estado de embriagues, mas poucas atitudes sérias são tomadas.
Teríamos transformado uma das principais festas do país num enorme festival de banalidades futilidades? Ou será que a inocência e diversão dos bailes de carnaval de antigamente ainda existem?
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O poder da marca sobre as pessoas
Posted by henriquewint on
January 24, 2008
Habitualmente temos a mania de associar marcas a certos produtos. Associação que vem de anos, desde que me dou por gente, não me lembro de dizer: ‘- mãe, vamos ao mercado comprar achocolatado em pó’. O costume de chamar tal produto de Nescau é tamanho, que até para as denominadas ‘marcas diabo’ a marca é associada.
Tal feito não baseia-se somente ao achocolatado em pó, e sim a outros produtos como água sanitária, refrigerante à base de cola, cereal matinal, sabão em pó, esponja de aço e tantas outras.
O poder investido no marketing de tais produtos líderes de mercado chega a ser absurdo, causando um grave enfraquecimento dos concorrentes, e a diminuição da concorrência. O domínio de um produto no mercado faz mal aos consumidores, visto que preços altos podem ser praticados sem muitas objeções.
Quando vamos para o lado QUALIDADE, muitas vezes boa parte produtos líderes tem uma certa vantagem, já em outros, os líderes podem ser tão bons quanto os normais, como até pior, visto que uma vez que o topo foi atingido, manter já não é tão difícil, e migrar os investimentos dos setores de pesquisas e qualidade para o setor de marketing podem trazer a tranquilidade de que a liderança estará garantida.
No mundo tecnológico vemos muito de produtos caírem e descerem, e também neste meio observamos associações de certos tipos de produtos e/ou serviços associados a grandes marcas e corporações. Só que ai o buraco é mais embaixo, geralmente geeks são mais espertos que as pessoas ‘convencionais’, e mais exigentes também, um mero travamento o faz buscar por alternativas mais estáveis, e por conseqüênte, a propaganda pode ser grande.
Produtos e serviços, cada vez mais tem implementado na nossa mente suas marcas e suas mirabolantes vantagens, quem para muitos usuários, podem ser desvantagens tremendas. Vida eterna a Nestle e ao Google ![]()