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A arte de gastar

Written by Daniel on 31 de janeiro de 2008 – 21:20 -


Mas gastar de forma saudável.

Depois de muito sentir saudades da leitura, e ficar mais animado após o post do Santaum sobre algumas dicas de leitura, fui a caça. Durante à tarde pesquisei alguns títulos que me interessariam, procurei na internet, haviam bons preços.. mas eu queria algo para JÁ, para hoje, não gostaria de ficar esperando alguns dias até que a encomenda chegasse aqui nos confins do RS.

livrosFiz uma listinha e fiquei aguardando com ansiedade o final do expediente, pois então eu iria comprar meus livros novos, saciar minha fome de leitura e com isso, poderia ter novas idéias revolucionárias para postar aqui.

Ao chegar na papelaria, peço a moça que verifique os livros que eles dispunham, para minha surpresa e do mesmo modo, desânimo, somente 1 dos 6 livros e mais um autor que eu selecionei, tinham na loja. Esse é um dos grandes problemas de se morar em uma cidade pequena, raramente se encontram coisas ditas ‘de nicho’. Creio eu que Schopenhauer e Nietzsche não sejam nicho, pelo menos não para mim.

O livro pelo qual mais me interessei foi ‘O apanhador no campo de centeio’, livro que achei por volta de R$25,00 em alguns sites, mas que aqui na cidade custavam R$44,00 e somente sob encomenda, o que acarretaria em ver a disponibilidade, mais alguns dias até a entrega, e minha paciência já terminou por ai.

A cada novo livro que ela verificava no sistema, eu somente recebia um: ’só via encomenda’. Até que uma alma perdida havia na estante. ‘O principe - Maquiavel’.. Algo pelo menos se salvou… minha outra alternativa foi andar algumas quadras a mais e ir até a biblioteca pública municipal. Pelo menos desta vez, alguns títulos a mais eles tinham, o problema era que estavam emprestados. Acabei ficando somente com ‘Crítica da Razão - Kant’..
Recorrendo desta vez a uma pequena livraria quase escondida, as respostas foram as mesmas, somente via encomenda, já que estava muito afim de livros, comecei a vasculha a unica parede que o local possuía. Dessa vez achei alguns títulos interessantes, como ‘A república - Platão’ e ‘A arte da guerra - Sun Tzu’..

Após retornar ao lar me pego pensando sobre a qualidade da leitura dos brasileiros.. Seria ótimo que todos cultivassem este bom hábito, porém a maioria odeia.. E os que gostam, estão lendo o que? Será que pessoas que leêm livros de filosofia são um nicho tão pequeno que não vale a pena manter livros ‘consagrados’ em prateleiras? Será que as pessoas interessam-se somente por livros com menos de100 páginas e que tragam uma linguagem extremamente fácil de ser interpretada? Ou isso é apenas um problema de uma pequena cidade do interior gaúcho?!

Gastei R$30,00 em 3 livros, um bom empreendimento pessoal, quando um consumista experimenta a ‘arte de gastar’ consigo mesmo, a satisfação é imensa, somente consumistas entendem do que eu falo.


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Posted in Casualidades |


No Responses to “A arte de gastar”

  1. By Santaum on jan 31, 2008 | Reply

    Na verdade fui eu que postei Henrique, hehehehehe…

    Eu também sou autor do Orkutcídio, hehehehehe…

    Grande abraço.

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  2. By Santaum on jan 31, 2008 | Reply

    Caro Henrique,

    Isso não é só problema de uma cidade do interior gaúcho, antes fosse. Isso é problema do Brasil todo. Se não me engano, a média anual de leituras per capita no Brasil é em torno de 3. Lamentável para a nossa cultura.

    Ainda bem que você, pelo que está dizendo, é uma exceção à regra.

    Grande abraço.

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  3. By henriquewint on jan 31, 2008 | Reply

    Ops, desculpe Santaum.. Já corrigi o erro, assim como também corrigi o autor de ‘A república’, que não é Schopenahuer e sim, Platão…

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  4. By Rev. Peterson Cekemp on jan 31, 2008 | Reply

    Henrique, que sufoco que você passou cara heaheahea!

    Olha, eu não acho que sou consumista porque essa palavra se aplica de maneiras muito diversas, mas quando se trata de livros, aí sim eu sou consumista. Bem consumista.

    Você pegou livros bons. Pelo menos o Sun Tzu eu li faz muito tempo já e recomendo. A República eu não sei. Agora… Crítica da Razão Pura eu detesto. A leitura dele se assemelha a de um manual técnico, de tão enfadonha e difícil que é. Pelo menos eu achei assim. Larguei o livro perto da página 60.

    Mas se tem um ensinamento que eu salvei, foi uma frase interessante: “a experiência mostra como uma coisa é, não que não possa ser diferente”

    Boa leitura ;)

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  5. By Santaum on jan 31, 2008 | Reply

    Ok, hehehhe. Tranquilo.

    Cara, tem um livro que não te recomendo comprar: O Monge e o Executivo.

    Hehehehheh…

    De resto, boa leitura.

    grande abraço.

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  6. By Felipe Sartori on fev 1, 2008 | Reply

    Oi … fui ler só agora seu comentário no meu post com o texto do profile do orkut. Nem sabia que alguém entrava lá, uso o blog mais como arquivo pessoal mesmo, os comentários são sempre spam … hehe

    E é bem possível que você já tenha visto textos parecidos mesmo, pois a idéia principal não é algo extraordinário, e nem era a intenção, mas tem toques muito pessoais que para quem me conhece sabe que é algo que fala de mim, como o lance do veleiro, o livro, a viagem espacial, os relacionamentos…

    Mas nunca tive muitos problemas com alguém me xingando por ter um profile rabugento, óbvio que sempre tem alguns, mas me dava mais medo os que elogiavam e diziam que acharam meu perfil interessante … hehe

    Li apenas este post, mas vou tentar acompanhar mais seu blog.

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  7. By giseli on fev 2, 2008 | Reply

    Sun Tzu é uma ótima pedida! O que não pode comprar é aquele “A arte da guerra nos negócios, nos relacionamentos, no blablabla…”
    Quanto aos livros de filosofia, eles são interessantes, se bem que não li esses que você mencionou. O Kant acho um pouco difícil de digerir :)

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  8. By Evandro on fev 4, 2008 | Reply

    Ótimas escolhas, dinheiro muito bem gasto! Já li todos menos o do Kant, não consegui, não tenho muita paciência. A Arte da Guerra e A República são muito bons, o duro mesmo é que ficar vendo esses livros dá vontade de reler todos! :)

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  9. By Gustavo Squall on fev 6, 2008 | Reply

    Pois eh Henrique, eu tenho a “sorte” de morar numa capital de um estado do Sudeste brasileiro, e por isso não tenho muitos problemas ao procurar livros, pois existem algumas livrarias bem grandes aqui em Belo Horizonte. Mas realmente vejo que a seção de auto-ajuda das tais é substancialmente maior do que a seção de filosofia. Coisas como “O Segredo” e Paulo Coelho (arghhhh!) vendem mais e são bem mais conhecidos do que Maquiavel, Nietzche, Espinoza e tantos outros fundamentais.

    Uma coisa boa que tenho notado é que os pocket books estão priorizando o lançamento dessas obras mais clássicas, desde Nietszche até Salinger, que você procurava. Talvez seja uma solução pra você, já que são bem baratos.

    Só deixe-me discordar das opiniões anteriores por um segundo: eu achei A arte da guerra insuportável hahaha

    Abraços cara!

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  10. By Darto on fev 13, 2008 | Reply

    Recomendo Isaac Asimov. Apesar de, à primeira impressão, tratar-se de robótica, vejo muito mais psicologia do que qualquer outra coisa. Tem os contos de ficção, os mais lidos, e tem artigos científicos, geralmente tratando de astronomia e colonização espacial[plausível]. Muitos lêem e acham absurdo, mas vale a pena lembrar que esse autor previu a criação da Wikipédia, e acertou proporções de crescimento populacional mundial até 2010[não que esse último seja muito difícil]. Ele faleceu em 1992. Nas partes que envolvem teorias ainda não comprovadas na época [e muitas que não foram comprovadas até hoje], ele se dá à liberdade de imaginar, o que pode não agradar a muitos. Um dos meus artigos preferidos da parte científica é o “Para que serve?”, da compilação “O Início e o Fim”, onde ele discute qual a validade, por assim dizer, de adquirir conhecimento pelo puro prazer de adquiri-lo, mesmo sem ver nenhuma aplicação prática naquilo. O filme “Eu, robô” foi baseado em um livro de mesmo nome, desse autor. Um dos mais simples dos seus livros sobre esse assunto, ao meu ver. O filme “O Homem Bicentenário” foi baseado em um conto, presente na compilação “Visões de Robô”. Consegui esses livros na Biblioteca Municipal de Catanduva, cidade de 120 mil habitantes, e por enquanto ainda estou ocupado com eles. Penso que muitos podem achar o teor dos livros infantil, já que não se trata de filosofia pura, talvez nem mesmo de filosofia. Asimov era membro da Mensa International, mas repudiava os membros por se acharem superiores e darem muita importância ao Q.I. As palavras “positrônico” e “robótica” foram neologismos de sua criação. Pretendo, depois, ler Sun-Tzu [acho que um amigo vai me emprestar durante o período letivo :P].

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  11. By Darto on fev 21, 2008 | Reply

    PostpostScriptum:Descobri que o livro “Eu, Robô” não tem quase nada de semelhante com o filme…as semelhanças são:três nomes de personagens, tratar de robôs e as 3 Leis da Robótica.
    O livro não é tão simples como eu pensava, já que não se trata da estória do filme. Também não é complicado. É…intrigante.
    “Bjundas” =D

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