Lendo nas entrelinhas
Escrito por henriquewint em
março 7, 2008
Até hoje, a maioria dos livros que eu li eram de dois tipos distintos. O primeiro largava a idéia de forma bruta e com a interpretação pronta, o leitor tinha apenas o trabalho de assimilar o que esta escrito naquelas linhas. O segundo entregava as idéias nas entrelinhas, de forma passiva e mais surpreendente e, para mim de forma mais agradável e que me fazia querer mais do livro.
Eu considero estes dois tipos de leitura muito bons, agradáveis como os que sempre busquei. O primeiro por fazer a idéia ficar clara e límpida, fazendo com que o leitor entendesse claramente e facilmente a idéia que o autor quis passar. O segundo por sua magnitude em fazer o leitor pensar no momento da leitura e interpretar cada frase, retirar das entrelinhas a magia de todo aquele parágrafo e refletir sobre as substâncias ocultas.
Ler nas entrelinhas me parece despertar a criatividade que existe no leitor e não aprisioná-lo a certas possibilidades de pensamentos, a entender os vários raciocínios que estão ocultos e assimilar estes mesmos de forma mais rápida e fácil. Pelo menos é isto que percebo nestes tipos de livros.
Romances também são leituras agradáveis, eu particularmente gosto de dar aquela quebrada no clima e deixar a filosofia um pouco de lado. Mesmo sendo clichê, o livro ‘O código da Vinci’ é muito interessante (a trilha sonora é melhor ainda), foi um dos romances que mais gostei de ler. Existem nas entrelinhas deste livro algumas idéias muito interessantes que podem facilmente passar despercebidas se não lidas com atenção.
Você, leitor do 21horas. Qual o tipo de leitura prefere? Os que entregam o pensamento ou os que te fazem buscar o pensamento que esta escondido atrás das frases? Se quiserem fazer disto um ‘meme’, à vontade, a idéia surgiu-me repentinamente, mas não gostaria de ser injusto.







Nenhum comentário em “Lendo nas entrelinhas”
Esse livro não é ruim não. É interessante. Li também Anjos e Demônios. Fora os exageros do último, acho que Dan Brown estaria mais para roteirista hollywoodiano do que um escritor. Ele teria o dom.
Grande abraço.
Comentário feito por: Santaum em 7 mar, 2008
Entrelinhas são perigosas…você pode entender coisas que não estão ali, interpretar de um modo que o escritor não pretendia, e sair com a idéia errada…talvez por isso seja tão interessante, mas é justamente esse motivo que facilita a vida de autores picaretas.
Quando tudo é explicado, parece que não tem mais nada ali para ser ponderado, e onde você esperava encontrar um mágico, encontra uma pessoa simples. Isso não é de todo ruim, mas não deixa espaço para sutilezas.
O mistério atrai, e a solução, por vezes, não faz jus à dificuldade da resposta.
Comentário feito por: Darto em 10 mar, 2008
Se a história for interessante, ambos os tipos de textos são agradaveis de se ler.
Comentário feito por: Diego em 10 mar, 2008
Eu penso que as leituras fáceis e agradáveis são boas pra relaxar e tal, mas penso que elas, justamente por essa estrutura pronta, adicionam mais “informação”, talvez “conhecimento”, do que “habilidade de ler” ao leitor. Os outros tipos de livro puxam e empurram você, te esticam, te testam, te irritam e te adulam. Desses você sai com conhecimento e informação, só que com uma experiência de interpretação e um senso de “pluralidade” nos conceitos que não dá pra explicar. Além disso, livros assim também são mais divertidos, além de inteligentes.
Mas ambos os tipos, se forem bons, são boas formas de arte.
Comentário feito por: Rev. Peterson Cekemp em 19 mar, 2008