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Tenha um filho, plante uma árvore e escreva um livro

Essa frase que já teve inúmeras mudanças desde que eu a conheço vem se tornando uma espécie de filosofia de vida de muitas pessoas. A frase é como uma conotação na vida básica de cada ser, mais ou menos como se descrevesse cada fase da vida humana, não de forma ordenada, pois cada um segue a ação descrita de forma que achar melhor.

Toda menina quando criança brinca de casinha, logo cedo ela é colocada no papel de dona de casa, mesmo que ainda de forma singela. Desde cedo ela aprende que ela será mãe, cuidará do marido, dos filhos e da casa, enquanto ainda crianças elas são doutrinadas a ser o que as mulheres eram antigamente. Em algumas oportunidades sempre surgem às brincadeiras de profissões, mas essas já são mais comuns entre os meninos.

Já o homem brinca de profissões mais perigosas, já são colocados na aventura e no trabalho braçal, aprendendo que eles deverão garantir o sustento da família, visto que eles futuramente terão casa, filhos e mulher para sustentar, essencialmente nesta ordem.

Com o passar dos anos ambos os sexos percebem que a vida não segue estes rumos e que a mulher tem independência e que é capaz de se sustentar de maneira magnífica sem um homem, já o homem sempre precisará de uma mulher, mesmo que seja para manter a casa dele de maneira organizada.

Os filhos, todos sonham em ter, principalmente as mulheres em sua infância. Após o casamento ou o famoso ‘ajuntamento’ ambos começam a ter as suas proles, aqueles que irão dar continuidade a vida humana na Terra e que levarão os genes dos pais ao infinito e além. Quando isso acontece ambos podem dizer que já cumpriram boa parte das três ‘tarefas básicas’ do ser humano.

Com o aumento da consciência ambiental logo cedo nas escolas plantamos ao menos uma árvore, e sem nos darmos por conta já cumprimos mais uma parte da nossa trajetória pela Terra. Plantamos a esperança de um mundo melhor, mais limpo e agradável aos nossos futuros filhos. Afinal não queremos deixar um mundo ruim para quem amamos.

Creio que a última das três tarefas seja a mais difícil, pelo menos para eu é a que mais pesa. Muitas pessoas escrevem livros diariamente, alguns excelentes, outros legais e outros que não merecem nem comentários. Mas ainda assim essas pessoas cumprem todas as metas básicas da sua passagem pela Terra e para nós mesmo.

Partindo da tarefa mais fácil a mais complicada, eu já plantei inúmeras árvores tanto na escola quanto no bairro, já fiz curso de Bonsai e cultivei-os durante alguns anos. Esta é uma atividade prazerosa que eu tento retomar a todo inverno, o único período do ano que tenho vontade e paciência para tudo e todos.

Eu seria um que jamais lançaria algum livro sem muitos anos de leitura e sem um profundo conhecimento de causa sobre o tema abordado. Se eu lançasse um livro, a intenção é de que ele fosse tão bom quanto às obras de grandes filósofos da história, eu não me sentiria satisfeito em ter um ‘Código da Vinci’ nas prateleiras, mesmo sabendo que o livro tornou-se um sucesso de crítica e vendas. Ao contrário do Canedo, eu jamais conseguiria escrever algum capítulo sem revisá-lo inúmeras vezes, retirar, corrigir e acrescentar coisas, nem mesmo aqui no blog eu consigo fazer isto. Como um bom indeciso nunca me sinto satisfeito com o primeiro rascunho, admiro muito quem consegue escrever uma obra-prima na primeira tentativa, essa virtude é algo que eu não tenho. Mesmo que o único que ache o texto uma obra excelente seja o próprio autor.

Já pensei em me casar, encontrei a guria dos meus sonhos e já planejei ter quatro filhos, todos eles já com nomes escolhidos. Mas a questão é que crescemos e mudamos diariamente. A guria dos meus sonhos ainda continua sendo a perfeição em que eu buscava numa mulher, ela estava e creio que ainda esteja acima de eu em muitos sentidos, para eu ela ainda continua sendo a guria mais perfeita que eu encontrei. Porém o meu narcisismo e o exemplo próprio e dos amigos me fizeram perceber que eu não devo mais perder uma excelente amizade em troca de um ‘talvez amor’. Os filhos ainda continuam nos planos, mas já não sei mais a quantia que pretendo ter em um futuro distante.

Só o futuro dirá.Eu cumpri boa parte das minhas ‘tarefas’? E você já esta com sua cota completa?

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  1. Nenhum comentário em “Tenha um filho, plante uma árvore e escreva um livro”

  2. gostei de ler sobre o Código Da Vinci :) me deixa bem satisfeita
    hahaha

    ah, não sei sobre ser melhor arricar uma boa amizade por uma talvez relação mais colorida, essas coisas…
    já fiz isso, e deu certo por um tempo… mas nem cheguei a pensar em 4 filhos, com devidos nomes.

    no mais, o texto está ótimo. Adorei

    Comentário feito por: Anny em 22 mar, 2008

  3. Eu gostei do livro, ele é interessante e tal, mas não se enquadra no gênero de um livro que eu escreveria.
    Tem um ‘ditado’ clichê que diz o seguinte:
    “Amizade é eterna, amor não”
    Por isso faço muito mais questão de ter e prezervar uma amizade, que estar à procura de uma namorada.
    E como sabes, agora também não posso, apesar das ‘pragas’ da minha mãe :P

    Comentário feito por: henriquewint em 22 mar, 2008

  4. hahahahahaha
    e o nosso caso, meu bem!?
    tá me renegando? ¬¬
    é, sim… tua mãe jurava que estávamos namorando

    o livro é ruim =x

    Comentário feito por: Anny em 22 mar, 2008

  5. Ah, desculpe benhê.. prometo não fazer isso da próxima vez :)

    Comentário feito por: henriquewint em 22 mar, 2008

  6. Não estranhe o Cesar… estou precisando usar para diferenciar, tem bastante Evandro por aí. Me falta mesmo plantar árvores e escrever um livro, árvore é até fácil, o duro mesmo vai ser escrever o tal livro! Tem momento que até escrevo de uma vez só um texto completo, mas nunca acho que fica bom, imagine um livro, que tormento seria! :)

    Comentário feito por: Evandro Cesar em 23 mar, 2008

  7. Realmente, tenho percebido um grande número de Evandro’s pela Blogosfera :)

    Comentário feito por: henriquewint em 23 mar, 2008

  8. Bom, eu me limito, em um primeiro momento, a perguntar: de onde vêm essas tarefas?

    Não tenho paciência pra botânica, se Éris quiser terminarei meu livro (apesar de já ter escrito um - escrever é diferente de publicar, certo? hehe), e quanto aos filhos, ah, bom, isso eu quero também.

    Um parágrafo interessante do livro Deus, um Delírio me deixou particularmente interessado nesse negócio de filhos - mesmo que eu tenha o lido depois de já ter essa opinião. Não vou transcrevê-lo porque eu nem sei onde está, mas sei apenas que, das muitas (muitas mesmo) combinações genéticas que poderiam formar um ser humano, pouquíssimas já foram “utilizadas” - ou seja, se no DNA humano as possibilidades de se formarem seres diferentes são de, digamos, 3 trilhões, apenas poucas bilhões de pessoas existiram, ocupando uma dessas combinações genéticas. Ou seja, somos sortudos por existir - quantas pessoas não nasceram!!! Considero que ter um filho deve ser um ato de coragem, um ato de solidariedade muito maior do que qualquer “ajuda ao próximo”, pois damos o presente da vida a alguma combinação genética (i.e pessoa haeheahaehe) e então enfrentamos nossa consciência o tempo todo ao nos comprometer em zelar por essa pessoa.

    Mas é importante ressaltar o tipo de zelo, e é aqui que acho que me diferencio de muita gente: me empenharei o máximo para presentear mu futuro (bem futuro) filho não só com a vida, mas com a liberdade humana de uma crista era, com uma nova consciência, um novo mindset. Uma aurora que ainda não brilhou. Esse vai ser um grande desafio do meu futuro; e esse, ao contrário do que sugere essa frase gerada “nonada”, eu escolhi pra mim.

    Comentário feito por: Rev. Peterson Cekemp em 4 abr, 2008

  9. Bendito seja o prézinho, porque se não fosse por ele eu não teria plantado uma árvore (experiências com feijões não contam, certo?). Mas o fato é que cuidei tão bem da minha árvore, que hoje eu ficaria extremamente chateado se soubesse que ela secou ou que a cortaram.
    Isso já indica que o passo de ter um filho não seja tão grande como eu pensava. Mas pelo menos quanto aos livros eu não vou ter do que me queixar; Imaginação é o que não me falta.

    Comentário feito por: Ricardo em 8 mai, 2008

  1. 1 Trackback(s)

  2. mar 21, 2008: Ter um filho? Corta essa! | Fanny in Box

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