Auto-conhecimento?!
Written by Daniel on 30 de março de 2008 – 18:30 -Você já se olhou por dentro nos últimos dias? Você se conhece tão bem e melhor quanto conhece à vida do ganhador do BBB?
Questões como estas me abordaram a pouco, e eu fiquei pensando em qual seria o real motivo para que as pessoas temam e demorem tanto para responder questões extremamente simples, como ‘quais seus defeitos e qualidades?’ Esses detalhes eu venho notando desde a época do colégio, quando nas aulas de ensino religioso, ainda na época do ensino fundamental a professora pedia para que escrevêssemos quais eram os nossos maiores defeitos e as nossas melhores qualidades.
Boa parte da turma, incluso eu não sabiam o que iriam escrever, não tinham um autoconhecimento sobre si mesmo e passavam ali durante minutos pensando sobre o assunto, posso estar errado, mas creio que mais de 90% da turma colocava os defeitos e qualidades que primeiro lhes vinham à cabeça, sem pensar em si como um ser com tais defeitos e qualidades.
Essa trajetória seguiu-se adiante e segue até hoje, eu particularmente mudei, os livros nos ensinam coisas muito interessantes e ampliam o nosso olhar a um horizonte mais amplo e claro sobre questões diversas. Porém ainda noto perfeitamente os traços de falta de conhecimento sobre si no rosto das pessoas, está impregnado de forma suja e abstrata em cada ser.
As pessoas em geral têm como costume uma filosofia de vida que ensina que a vida alheia é mais interessante, passando este costume de geração em geração, que o conhecimento dos defeitos e qualidades do outrem valem mais do que conhecer a si próprio. Devemos mudar este pensamento e colocar em prática que é necessário analisar os pontos onde existem a necessidade de mudanças e aplicar si próprio, para que então a pessoa possa se tornar melhor e um membro mais digno de si na sociedade.
O que percebo é que a maioria tem medo de se conhecer, pois tem conhecimento da ponta do iceberg que lhes aflige, e tem como preceito afirmar que seria muito mais fácil enfrenta isto apenas o ignorando, não batendo de frente como muitos declaram ser a melhor forma. Qual seria a melhor forma? A meu ver bater de frente, enfrentar seus medos e ter um autoconhecimento mais amplo para que desta forma a pessoa livre-se das aflições que vem sofrendo e das aflições futuras.
Será que temos medo de nos conhecermos? Temos medo de olhar no fundo de nossos olhos e dizer para nós mesmos: Eu sou um ser humano com defeitos e qualidades? Eu posso enfrentá-los de cabeça erguida e orgulhar-me de todos eles?
Ou devemos nos esconder ainda mais atrás dos outros?
Tags: aflições, auto conhecimento, folosofia, pessoas, saber, vida, viver
Posted in Filosofia de banheiro |

By beeanka on mar 30, 2008 | Reply
Sabe que eu não ligo pra esse tipo de coisa?
Primeiro porque acho que a vida é um eterno aprendizado, e assim como hoje temos grandes qualidades e defeitos, as circunstâncias podem fazer com que mudemos tudo.
O que menos importa mesmo, são os defeitos, afinal, eles quase nunca prejudicam os donos deles e sim quem está na volta, ENCHENDO O SACO e CUIDANDO DA VIDA ALHEIA.
Ah sei lá também eahiouehsioua.
Até porque ninguém fica apontando os defeitos de ninguém na cara, e muitas vezes só assim pra sabermos dos nossos defeitos :P.
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By Evandro Cesar on mar 31, 2008 | Reply
Temos medo sim e muito, só que acho que é mais um preconceito, se conhecer facilita muito nossa vida.
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By Darto on abr 1, 2008 | Reply
Estava eu no laboratóro de computação da faculdade lendo esse post…quando fui comentar, puft! O computador reinicia.
Já tenho muitos fatores contribuindo para que eu não leia mais os meus blogs favoritos, mas sempre aparece algum inusitado. Parece que a grande concentração de fatores só atrai mais deles, numa relação como massa-gravidade, ao invés de funcionar nos trilhos da osmose ou equilíbrio químico. Já devia estar pensando que se livrou de mim, Sr. Wint…
O meu problema em falar sobre minhas qualidades e defeitos dependia mais de outros fatores não comentados nesse post. Eu achava que se estes fossem enunciados por mim, a credibilidade das informações passadas se tornaria muito sofrível. Afinal, quem teria mais viés ao falar de mim do que eu?
Sei que se isso é perguntado numa entrevista de serviço ou coisa que o valha, temos que falar de qualquer jeito…mas quando é para outra pessoa ficar sabendo[um recém conhecido, talvez, uma possível nova amizade] acho bem mais legal deixar que ela descubra[se quiser, é claro].
“The secret of being boring is to tell everything”
Voltaire
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By Rev. Peterson Cekemp on abr 21, 2008 | Reply
O problema do autoconhecimento é justamente esse: ninguém pode te conhecer melhor do que você mesmo, pois ninguém está com você 24 horas por dia, e ainda que estivesse, ninguém vê as coisas da sua perspectiva, sentindo o que você sente, imaginando o que você imagina, etc. Mas, quando nos deparamos com nós mesmos, nossa visão sobre nós fica turvada por quem nós achamos que nós somos e principalmente por quem queremos ser.
Realmente há vários modos de lidar com nossos sentimentos, mas hoje há toda uma atmosfera de, sei lá, não consigo nem dizer tudo o que quero dizer, mas é algo como paz, uma constante pacificação, um horror aos conflitos, um horror à destruição e ao caos, uma constante busca por organização, uma cultura cientificista de correção, de intervenção cirúrgica, e principalmente uma cultura de DISTRAÇÃO. Nada na nossa cultura cheira à reflexão pessoal, nada tem gosto de “enfrente seus demônios!”.
As pessoas tem dois olhos mas apenas uma visão. Ou olham pra fora ou olham pra dentro. E hoje em dia o mundo inteiro está envolvido num grande sistema de distração, num grande sistema de entretenimento que não faz nada além de chamar a atenção para a fora. Veja isto, compre aquilo, seja como ele, julgue isto, veja que absurdo isto, etc. Tratamos a nós mesmos em terceira pessoa - só que com uma consideração a mais do que as outras “terceiras pessoas…”
Grande postagem, Henrique, grande postagem =)
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