Esse comentário é tão desncessário
Written by Daniel on 19 de março de 2008 – 21:55 -Quantas inúmeras vezes já nos deparamos com comentários idiotas proferidos a qualquer coisa que dizemos? Ou mesmo aquela pessoa que nada tem a ver com o assunto surge com qualquer comentário só para fazer você e o ouvinte perderem o fio da meada para explicar ao espertalhão que ele não pode subir na penúltima estação e querer a janela!
Essas situações acontecem diariamente no cotidiano. Pessoas de todas as idades, cores e credos não conseguem deixar de opinar em qualquer assunto que seja mesmo que este seja de seu total desinteresse, sempre haverá aquele que necessitará impor o que acha.
De um modo isso pode ser bom, às vezes surgem opiniões construtivas ou idéias inovadoras, mas nesta postagem não é isso que pretendo analisar, mas sim somente o lado negro da força.
A intromissão é algo inerente ao ser humano, eu não saberia explicar desde quando adquirimos este mal, mas pressuponho que foi logo que aprendemos a nos comunicar, visto que ela deve ter surgido junto com a curiosidade, outra qualidade/defeito de todos os viventes.
A mídia e a sociedade impõem diariamente que devemos ter curiosidade sobre a vida alheia, por isso programa como BBB fazem tanto sucesso no Brasil e geram lucros tremendos a emissora. As pessoas têm interesse demasiado em ver e saber o que se passa na vida alheia, julga que com isso poderá ter uma vida mais saudável e certamente dentro dos padrões.
O intrometido muitas vezes nem nota que sua curiosidade é demasiada desenvolvida e que ele acaba opinando demais onde não deve, conseguindo assim a antipatia dos demais. Conseguindo muitas vezes soltar pérolas que estão totalmente fora do contexto abordado e totalmente sem necessidade.
Creio eu, por experiência própria que estas mesmas pessoas em geral não possuem assuntos com pontos fluentes e de interesse. Geralmente comentam somente o desnecessário e por vezes sendo até desagradável. Indelicadeza ainda não é o meu forte, mas existem casos em que este ‘artefato’ deve ser largamente explorado afim de que a pessoa perceba o quão inconveniente ela vem sendo.
A pessoa deve abusar do bom senso e saber quando é hora de ouvir e à hora de falar, saber se deve ou não opinar sobre o assunto abordado para que não faça papel de idiota perante aos demais.
Ademais, se você conhece um chato que se intromete em qualquer assunto que esteja sendo abordado, conte-nos sua experiência.
Tags: chato, curiosidade, desnecessário, intromissão, pessoa
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Black-metallers e suas idiotices
Written by Daniel on 17 de março de 2008 – 19:56 -Para quem já convive a certo tempo no mundo do Rock e mais particularmente no mundo do Heavy Metal sabe que existem várias vertentes do mesmo, dando assim características peculiares às bandas que fazem certo tipo de música. E um meio de organizar e deixar as coisas mais semânticas, mas que muitas vezes confundem e até banalizam certas bandas e fãs.
Contudo existe uma turma que me chama muita atenção pela sua maneira de ser e conviver com o mundo. Os fãs do Black Metal (Heavy Metal Satânico) têm sempre uma maneira muito peculiar de agir e ser. Geralmente crêem que para serem satânicos devem ouvir todo dia pelo menos 1 cd inteiro do ‘filho do demônio sir Dany Filth’. Crêem que somente com uma caveira de bode pendurada na porta do quarto serão aceitos no inferno caso venham a morrer e que antes disso devam queimar pelo menos 1 igreja, não importando o papel histórico-cultural que a arquitetura da mesma tenha.
Há cerca de três anos, na época em que eu trabalhava numa vídeo locadora da cidade, uma pessoas dessas que peregrinam em nome de Deus passou e entregou-me um folheto falando sobre a nova era que estava para surgir, o que ela era e representava. Segundo o tal folheto a nova era seria o tempo de paz entre os seres humanos, da aprendizagem com outrem e da convivência pacífica entre os seres. No entanto as pessoas seriam obrigadas a aceitarem esta nova era, pois ela seria dominada por Satã e por sua corja, quem se negasse a aceitá-la seria simplesmente aniquilado. E no mesmo folheto era mencionado que era papel de cada indivíduo não deixar que isto acontecesse, que deveriam ser salvas por Deus enquanto ainda havia tempo. Essa teoria me pareceu muito parecida com a teoria que o antigo povo Maia propôs sobre o dia 23/12/2012 (meu aniversário), se você quiser aprender mais sobre o assunto LEIA ISTO.
Ok, depois de ler todo o folheto uma pergunta recaiu sobre mim! Não seria muito melhor vivermos em paz e tranqüilamente como propõe esta nova ordem? Será que as igrejas convencionais estão fazem abuso do medo da população convencendo-a de que o satanismo é uma religião ruim e que a salvação esta somente no catolicismo e evangelismo?
Concentrando-se mais no assunto principal faço a ligação do início com o abordado acima. Os fãs de Black Metal têm consciência do que se trata o satanismo ou apenas seguem aquilo pois viram o amigo fazer e acham tudo muito legal? Em qualquer parte da sociedade em que formos analisar existe milhões de seres que não param cinco minutos para pensar em suas atitudes e apenas seguem o padrão em que se colocaram.
Na maioria dos casos são apenas jovens sem uma mente totalmente formada, seguem o padrão que a banda impõe e não pensam nas conseqüências que as atitudes possam vir a ter. Educação precária e um abando por partes dos pais podem tornar a situação pior. Não é minha intenção dizer que Black Metal ou que o Satanismo faz mal. Cada um escolhe para si o que acha melhor, no entanto temos de convir que em todo cesto existe sua maçã podre.
Recentemente um dos líderes do Satanismo criticou os jovens black-metallers que cometem atrocidades contra patrimônios públicos, tal matéria foi publicada no Whiplash, leia AQUI. Abaixo segue boa parte do trecho;
David Harris: “Esses caras claramente não praticam satanismo, e sim adoração ao demônio. A maioria desses músicos de Black Metal que usam maquiagens e queimam igrejas são, na verdade, cristãos, já que veneram a representação do mal que foi criada pelas doutrinas cristãs. São apenas idiotas que querem aparecer. Sem contar que eles estão causando danos a uma propriedade alheia, podendo acabar presos, o que certamente não leva ninguém a um estilo de vida produtivo. Então, não se engane, se você queima igrejas é um imbecil, e não um satanista”.
Como mencionado por David, à representação do mal pela parte do Satanismo quem criou foi o cristianismo; é assim que ele pode levar durante mais de 2000 anos a população a mantê-lo. Monopólios fazem mal, e todos sabem as conseqüências que a inquisição teve.
Chegamos à conclusão então de que atitudes idiotas como estas não passam de jovens querendo ter seus quinze minutos de fama. Como todos sabem, eu repudio aquele programa da Globo que confina 15 retardados numa casa. Mas com certeza esse programa não consegue atingir o nível de estupidez que muitos black-metallers chegam.
As pessoas devem ter mais consciências dos seus atos e começar a analisar e conhecer um pouco mais sobre o que andam praticando ou achando que praticam, muitas vezes é bem o contrário.
Este post esta participando do ‘Blogagens inéditas’ criado pelo InterNey na categoria Artes/Entreterimento
Tags: black metal, igreja, jovens, matéria, satanismo
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Fanático não..
Written by Daniel on 17 de março de 2008 – 11:40 -Depois de um ano de preparo, minha irmã finalmente fez a sua confirmação (primeira eucaristia para os católicos). Ocasiões como esta numa família devota são passíveis há dias inteiros de stress e correria, e muito gasto.
O grande dia chegou, 15/03/2008 estávamos nós, dentro da igreja esperando para que o culto começasse, e eu como um bom e velho ser anti-social sentei-me logo na ponta não deixando espaço para que qualquer casal sentasse ao meu lado esquerdo, já no lado direito haviam muitas cadeiras e eu não tinha o que fazer.
Depois da igreja quase cheia e a minha fileira sem mais ninguém além de mim, 2 casais resolvem sentar-se e ver se eu os mataria ali mesmo. Ao passar dos minutos as pessoas viram que naquela fila era possível sentar e que o garoto à beira do corredor não tentaria qualquer ataque.
Os sinos badalam, somente mais duas horas de culto e estaríamos livres para a festa. Mas como todo bom evento brasileiro não faltariam os atrasados. Eis que novamente adentram-se na igreja dezenas de pessoas correndo enquanto a mestre de cerimônia falava sobre o que era a confirmação e o que ela significava na vida do confirmando.
A cadeira a minha esquerda ainda se encontrava vazia, quando do nada surge uma mulher e pergunta se ela poderia sentar-se, como uma pessoa educada que sou confirmei com a cabeça que sim. Uma das coisas que eu temia estava pra acontecer, depois de tudo eu pensei que deveria treinar mais a minha antipatia.
A senhora que se sentou ao meu lado tirou a sua bíblia e começou uma reza não discreta que pessoas duas filas à frente perceberam, para a sorte do pastor a igreja contava com acústica boa e um sistema de som eficiente.
Cânticos, todos os cultos tem cânticos felizes e o pastor mostrava-se sempre motivado em empolgar a platéia. A senhora ao meu lado, é claro não precisava de motivação alguma, porém faltava um pouco de bom senso a mesma de que a liberdade dela terminava aonde começava a minha e das demais pessoas. Cantando e rezando em voz muito alta e totalmente fora do tempo, isso quando não errava a letra, a mulher tornou-se motivo de risos das pessoas de outras fileiras, eu me contive o quanto pude. No entanto a emoção com aquela festividade religiosa era tamanha que ela não pode conter as lágrimas.
Assim seguiu-se pela cerca de duas horas de culto, a mulher chorando, rezando e cantando para que todos a ouvissem e soubessem que ela era devota de Deus. Nada contra as religiões, creio que elas tiveram seu papel beneficente no passado e continuam tendo atualmente. Contudo, exageros são totalmente desnecessários. Se a própria bíblia faz menção de que não é necessário qualquer exagero ao demonstrar sua fé, e encoraja os devotos a fazê-la de maneira silenciosa em seu ‘canto’, gostaria de entender porque essas pessoas não a fazem. Não seguem a palavra de Deus (porque o conceito da bíblia é que ali consta as palavras do mesmo).
Como toda igreja necessita manter seu caixa atualizado, a empolgação do pastor na hora de pedir doações não mudara, até pareceu-me melhorar. E o discurso não muda nunca, sempre as mesmas palavras de que a quantidade doada equivale à fé da pessoa e o agradecimento das graças concedidas. Como diz o ditado, “em time que esta ganhando não se meche”.
Ao final eu sai de lá ainda com vida, não fui queimado na cruz muito menos sacrifiquei qualquer fiel. E minha irmã e meus pais saíram felizes e com a fé renovada.
Tags: choro, confirmação, igreja, reza
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We walk alone
Written by Daniel on 15 de março de 2008 – 15:56 -A alguns dias o Santaum postou sobre a inconstância das pessoas, na questão dos altos e baixos que passamos vezes ou outra. A alguns dias vi uma frase que me causou quase o mesmo sentimento, de um estado normal para um estado cabisbaixo, e logo após um alívio.
São sensações estranhas, em determinado momento tudo esta bem e a vida segue normalmente, o que certas coisas que vimos ou lemos podem nos causar em tão pouco tempo é algo muito interessante, algo que eu estudaria num futuro. Sim eu gosto de psicologia, mas não tanto quanto Engenharia.
Percebo, que a última sensação causada por determinada ‘coisa’ é a que mais perdura. Seria esta a que causa mais alívio mesmo no sofrimento? Em geral eu vejo esta última sensação como uma libertação, aquela típica cena de filme em que a pessoa está correndo no parque de baixo da chuva forte com os braços levantados para o céu.
O ser humano clama diariamente pela liberdade, briga por causa da mesma e comete ações que variam do espetacular ao desprezível. A busca incessante pela liberdade tem acometido muitas pessoas ao aprisionamento, tanto em si quanto em outrem. Muito embora as pessoas não percebem que sempre foram sozinhos, livres.
Existem duas frases que considero relacionadas ao tema e que gosto muito, que são:
“Alguns não conseguem afrouxar suas próprias cadeias, não obstante, conseguem libertar seus amigos. Você tem que estar preparado para se queimar em sua própria chama:
como se renovar sem primeiro se tornar cinzas?”
Nietzsche
e
“Nascemos sozinhos, vivemos sozinho e morremos sozinhos. Somente através do amor e das amizades é que podemos criar a ilusão, durante um momento, de que não estamos sozinhos”
Desconheço o autor.
Esta ultima de grande valia, mostrada de forma com que muitos não a aceitem, porém a mesma retrata fielmente a vida de um ser humano. No final, somos livres e desconhecemos isso, nos sentimos diariamente aprisionados e buscamos liberdade, sendo que já a temos. Nós estamos sozinhos. Uma música que eu acho que representa muito bem essa sensação de liberdade é ‘I Walk Alone - Tarja Turunen (ex-Nightwish)’. Abaixo o clipe.
Letra | Tradução
PS: Aos leitores me desculpem, esta semana tem sido cheia e eu mal tive tempo de escrever.
Tags: alívio, liberdade, sentimentos, tarja turunen
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Hipócritas sim, mas conscientes
Written by Daniel on 13 de março de 2008 – 9:13 -Há algumas semanas atrás, a governadora (Yeda Crusius) anunciou que centenas de escolas pelo estado (RS) seriam fechadas. Segundo uma entrevista que vi com a Secretária da Educação Estadual, esta medida esta sendo tomada para acabar com os alunos fantasmas. Segundo ela, existe cerca de milhares alunos que simplesmente não existem, ou seja, não comparecem no colégio, mas estão matriculados e ocupando vaga que poderiam ser cedidas a outras pessoas que necessitam.
Do meu ponto de vista, essa medida soa tanto boa quanto ruim. Como muitos sabem o Rio Grande do Sul ainda tem uma economia muito agrícola. E muitas das escolas que serão fechadas encontram-se no interior. Mas o fato que deixa essa situação mais preocupante é que em todo início de ano letivo o estado e as prefeituras não entram em acordo em quanto cada um deve pagar ao transporte escolar, fazendo assim com que muitos alunos percam dias e em casos mais extremos meses de aula.
Porém, vamos ao que interessa.
Terça-feira tive que ir a Porto Alegre resolver alguns assuntos. Na volta eu sentei-me na janela, numa poltrona que nem era a minha, pois a baderna já era tamanha quando cheguei no ônibus que querer requerer à poltrona que eu solicitei no momento da compra da passagem seria heresia. E no meio do caminho de volta vejo uma pichação deveras interessante, contraditória mas interessante. Ela dizia bem assim:
Fora Yeda, não queremos fechamento das escolas
Como assim, eles se importam com isso? Como alguém com educação picharia um muro em uma via pública?
Analisando este fato, eu creio que quem fez o ato de pichar o muro ou é mais consciente do que os demais ‘colegas de classe’ ou simplesmente entrou na onda das reclamações coletivas. De um modo geral, as pessoas não se preocupam em demasia com a educação que recebem e buscam apenas números que por muitas vezes não dizem nada de muito útil. Tais números aliviam o medo que a sociedade tem perante o descaso de nível extremo, muito embora não tomem atitudes eficientes e necessárias para que isso não venha a ocorrer.
É fato que muitos de nós não gostávamos de ir as aulas mas sim de ir ao colégio. O desinteresse pela educação alcança todo e qualquer nível da sociedade, deixando assim os estudantes a mercê do descaso político que convivemos diariamente. Conseqüência disso é que hoje em dia milhares de pessoas deixam as instituições de ensino anualmente sendo apenas mais um na sociedade, outro analfabeto funcional que não pensa, apenas integra algumas idéias aleatórias as suas.
O ato que tal pichador cometeu ao pichar o muro pode ter sido consciente, mas ainda assim não deixa de ser um ato de hipocrisia se analisado em nível de sociedade.
As pessoas são hipócritas mais ainda são conscientes, elas sabem (ou não) da situação ruim em que vivem e ainda assim tem conhecimento de que necessitam de algo, mesmo que de baixa qualidade. Mas sabem que sem isso poderia ser muito pior.
Tags: educação, hipocrisia, pichar, política
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