Subjetividade relativa ou relativa subjetividade?!
Escrito por henriquewint em
May 6, 2008
Todo valor imposto por alguém é totalmente relativo e subjetivo, nada pode ser afirmado como bom ou ruim porque o bom para um pode ser o ruim para outro. Isso me faz lembrar das afirmações de Nietzsche em ‘Humano, demasiado humano’, onde ele afirmava que conceitos não poderiam ser definidos como certo ou errado simplesmente pelo fato de estes conceitos advirem de pensamentos/idéias e não de algo cientificamente explicado e comprovado. Platão também dividiu do mesmo pensamento em ‘A república’, no entanto o modo como este colocou foi de forma mais subjetiva, ficou mais nas entrelinhas.
Os dois são relativos e subjetivos, podem fazer sentido para eu, porém pode não fazer sentido para você leitor. Ai é que esta a graça da relatividade e da subjetividade, podemos ser drasticamente diferentes, no entanto nunca podemos ser iguais, mesmo subjetivamente, e isso também é relativo.
Com isso eu me pego novamente pensando, como seria o mundo caso não houvesse subjetividade? Estaríamos fadados a uma linha de pensamento/raciocínio padrão?!
Seríamos sempre o mesmo default e isso impediria drasticamente no modo evolutivo pessoal e do grupo?! Creio eu que certamente, porém isso também é subjetivo, pois é baseado em idéias.
Existe um pensamento que diz, ‘tudo é relativo’. Creio eu que nele também poderia ser adicionado o seguinte trecho, ‘tudo é subjetivo’. Ou estaria eu errado? Relativo e subjetivo não é mesmo?!
A subjetividade é relativa, a relativa é subjetiva, ao inverso contrário do oposto.







9 comentários em “Subjetividade relativa ou relativa subjetividade?!”
Uau. A partir de agora você está iluminado depois dessa conclusão. Isso é muito bom!!!!! (5 exclamações)
Seu post me lembrou um post que eu fiz sobre o certo e o errado, hehehehe.
Texto bacana. Parabéns por essa reflexão.
Escrito por Santaum em May 6, 2008
Henrique, o raciocínio de Nietzsche que você citou me lembrou de um outro cara chamado Bertrand Russell (Matemático. Você faz física, né? Talvez conheça o cara, apesar de que é antigo). Bom, em Ensaios Céticos ele começa o livro propondo o seguinte: “É indesejável acreditar numa proposição quando não há a menor base para supô-la verdadeira.” Mais adiante ele ainda contesta algumas “verdades adquiridas” (dogmas?) afirmando que “Pelo jeito, a verdade depende da Geografia”. Relativo. Subjetivo aí jã não sei. Ótimo blog! :]
Escrito por Nick Nicks em May 7, 2008
Obrigado Santaum
Escrito por henriquewint em May 7, 2008
Na verdade eu fazia Engenharia da Computação, porém não conhecia a pessoa que tu mencionaste. Mas o raciocínio dele é bem interessante.
Escrito por henriquewint em May 7, 2008
Humm, reflexões interessantes! Mas aí eu me pergunto… vou ver se consigo me expressar hehe. Como é que nós vivemos “em harmonia” (sarcastic mode) quando os pontos de vista de cada um é subjetivo? Acho que temos um pacote inerente de subjetivismo em comum, no qual todos concordam. E tem a outra parte do pacote que é de cada um. Um exemplo, na maioria dos países, os carros vão pela direita. Quem começou com isso (uma noção subjetiva) espalhou isso para os outros a noção “objetiva” de andar do lado direito.
Parece que um subjetivo de poucos vira um objetivo, um subjetivo em que todos concordam.
Bah, tudo é subjetivo mesmo, no final das contas. E eu acho que viajei na maionese, digo, no paracetamol…
Escrito por giseli em May 7, 2008
Somos durante todo o tempo influenciados por todo o resto; esse “todo o resto” e a forma que cada um o interpreta é o que torna cada pensamento relativo e subjetivo.
Não acredito que ser default impediria nossa evolução, afinal de contas, o conceito evolução é totalmente relativo.
Escrito por Adriano em May 7, 2008
Somos a soma de nossas experiências e também das influências de nossas reações a essas experiências. A subjetividade é uma característica que nos torna especiais. Sem ela, a humanidade seria enfadonha e fadada ao fracasso.
Escrito por Arthurius Maximus em May 8, 2008
Se não existisse subjetividade, creio que a humanidade evoluiria mais rápido.
Se tudo fosse somente objetivo, faríamos as coisas mais mecanicamente do que fazemos hoje[por incrível que pareça, é possível].
Quando uma coisa já tornou-se óbvia para você, objetiva, você nem pensa no que está fazendo…e não precisa, pois toda vez que fizer desse jeito o resultado será o mesmo. E se fez certo uma vez, acertará em todas as outras. É assim que volto pra casa todo dia sem raciocinar sobre o caminho.
E nos estudos: após um período necessário de abstração para entender a matéria, que parece muito difusa e subjetiva, consigo fixá-la objetivamente na memória, e sempre que um problema é proposto sigo um número finito de passos para encontrar a resolução. Aí fica fácil, e como diz meu professor, qualquer macaco treinado consegue.
Talvez a dificuldade esteja na subjetividade…ou seja: sem subjetividade, sem graça.
Escrito por Darto" em May 8, 2008