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Pressupostos

Ah, a globalização…..Culturas divididas por livre e espontânea vontade, espírito de comunidade, um por todos e todos por um, caminhando e cantando e seguindo a canção…..

Ah, a globalização! Culturas impostas àquelas consideradas inferiores e subdesenvolvidas, ditadores das idéias impondo suas narrow views, decisaõ do que é importante ou irrelevante por quem tem mais dinheiro! Divisão de um mundo em três, e depois o extermínio daquele que era considerado o segundo!

É, tudo tem seu lado positivo e negativo, yin e yang[ops, sobre isso já falei muito :P].

Vou pular pra Física Quântica. Tem muito físico apostando todas as suas fichinhas nessa vertente do conhecimento como sendo aquela que gerará a tão cobiçada “Teoria de Tudo”[isso mesmo, aquela lá que Einstein morreu tentando descobrir].

E aí mora um perigo: a religião surgiu para suprir as necessidades de ‘conforto mental’ humano, e cresceu apoiada no medo incontrolável de ‘não haver nada demais na nossa existência, e de não haver absolutamente nada depois da morte’. É a vontade de acreditar. Os cientistas têm, geralmente, menor necessidade de acreditar em algo. Isso era o que pensávamos[muitos cientistas clássicos foram perseguidos e mortos pela igreja, e isso os fez tomar distância desta e acreditar cada vez mais fortemente que o universo era uma coisa mecânica, sem Deus, e sem nada depois da morte]. Mas veio a nova leva de estudiosos[sem traumas com a 'espiritualidade], e muitos deles querem tanto acreditar que existe algo mais, que fazem seus experimentos[quânticos, geralmente, onde não se sabe a resposta, ou seja, há brechas] guiados por um viés absurdo!

Mas calma lá! Os cientistas clássicos talvez também tenham feito seus experimentos guiados por um grande viés, um que repugnasse quelquer coisa que não pudesse ser explicada!

“Mas e agora? Em quem acreditaremos?”

E eu lá sei? Acredite em você mesmo[se conseguir].

“Onde você tá querendo chegar, afinal?”

Vamos com calma…..uma das dificuldades da física quântica é que, para entendê-la e desenvolvê-la, necessitamos de um elevado nível de abstração, tendo em vista que os estudos são feitos em uma “base” bem diferente daquela que ‘vemos’ todos os dias. Começando: você aprendeu que os átomos são a matéria fundamental do universo, certo? E que ele é formado de outras partículas, tais como elétron, nêutron e próton. Se prestou atenção, aprendeu que essas partículas também podem ser subdividivas[quark up, down, etc]. Ah, façamos um pequeno intervalo.

{Como se sabe se uma teoria está certa ou errada? Acredito que poucos tiveram a manha de criar e provar teorias apenas no papel. Eles experimentaram. Se a teoria for aplicada na prática e der certo, bom, então ela está certa. E assim vai, até que alguém ache uma situação em que a teoria falha ou elabore uma teoria melhor.}

Voltando: [preparem-se] uma curiosidade do ser humano sempre foi a origem de tudo. “Ah, mas isso já explicaram, o Big Bang e talz…”. Verdade! Mas você sabia que as teorias clássicas não se aplicam ao momento do Big Bang? Para tentar provar que foi tudo mesmo pelo Big Bang, os cosmologistas aplicaram suas leis “voltando no tempo”, e elas davam certo até num momento muito perto da explosão. O erro foi chamado de Singularidade. Eles acharam, então, que se alguma teoria desse certo nesse momento, esta seria a Teoria de Tudo.

“Tá bom, mas e daí?”

E daí que esse lenga lenga de átomo como elemento fundamental não tá assim tão certo! Massa, né? [talvez energia] Então elaboraram a teoria das supercordas, onde tudo era formado por cordas como aquelas do violão, e que a vibração destas criava matéria. E essa teoria chegou mais perto de explicar a singularidade, mas não deu certo. Depois veio a teoria de que tudo era como um lençol, uma junção das supercordas, e essa teoria chegou mais perto de explicar a singularidade, mas também não deu certo. Aí foram inserindo dimensões…..Einstein tinha sugerido que a quarta poderia ser o tempo, e eles foram buscando buscando, e as dimensões foram aumentando, aumentando, até chegar na 10ª. Assim, eles chegaram mais perto de explicar a singularidade, mas não deu certo. Sugeriram que poderiam existir universos paralelos, como vários daqueles lençóis, onde tudo poderia ser semelhante ao nosso universo, exceto, por exemplo, a sua existência naquele outro universo…..assim eles chegaram mais perto na singularidade, mas advinhem: não deu certo. Sugeriu-se, então, a 11ª dimensão…..ela seria algo tão pequeno que está mais perto de você do que suas roupas, e mesmo assim você não pode senti-la. Sugeriram também que as branas não eram estáticas, e se moviam como lençóis…..seus encontros na 11ª dimensão[uniuversos infinitos se 'esfregando' numa dimensão microscópica] causaram o big bang, ou seja, agora podem estar ocorrendo infinitos big bangs! Com isso, as outras teorias se encaixaram perfeitamente, e adeus mistério da singularidade!

Foi construído um potente acelerador de partículas…..assim, toda essa teoria será colocada em teste. Alguns acreditam que um universo pode ser criado dentro do nosso, e que ele se expandiria em um instante, exponencialmente, tornando-se infinito, gerando suas próprias leis, e não interferindo no nosso. É óbvio que outros pensam que seria o fim do nosso universo.

“Tá, seu besta, mas o que tem isso a ver com globalização?”

Como eu comentei, os senhores e senhoras aprenderam que o átomo era o gerador de tudo. E talvez nem tenha sido porque essas teorias não tinham sido desenvolvidas. Elas são relativamente antigas. Sabe, quando o átomo vai da camada K para a M? Que caminho ele faz?

Provavelmente, a maioria responderá: “O menor possível, uma reta, mentecapto!”.

Se respondeu isso, saiba que está redondamente enganado!!!!! Ninguém sabe que caminho o elétron faz, tampouco ele se comporta como um corpo macroscópico! Em uma experiência com anteparos, onde estes são bombardeados com feixes de elétrons, aconteceu o seguinte:

quando o anteparo tinha uma fenda: notou-se que os elétrons passaram por essa fenda e se prenderam na ‘parede’ após o anteparo, formando uma reta nesta parede, de modo análogo ao que aconteceria com bolinhas de gude arremessadas pela fenda;

quando o anteparo tinha duas fendas: aparentemente, quando um elétron foi arremessado, ele se separou, passou pelas duas fendas, se fundiu[entanglement] e acretou a parede, formando um padrão de interferência[várias retas, a do meio mais forte, as do lado um pouco mais fracas, e assim sucessivamente]!!!!! Isso é análogo a jogar-se duas ondas pelas fendas, elas se anulariam em alguns pontos, formando o padrão de interferência na parede, pela variação de intensidade com que as ondas tocam as paredes. Matematicamente, é ainda mais estranho: o elétron passa por uma fenda, e não passa pela outra; o mesmo elétron passa pela outra fenda, e não pela uma; este elétron passa pelas duas fendas; e passa por nenhuma das duas, ao mesmo tempo. [vide Gatos de Schrödinger, ou 1001 Gatos de Schrödinger];

e quando a experiência foi repetida com um aparelho observador, pra ver que diabos estava se passando: o elétron voltou a se comportar como bolinhas de gude!

“Como assim, o observador muda o que acontece?”

Disseram[aqueles que precisam acreditar] que a vontade[pensamento] do observador e seu viés mudaram o resultado…..eu já acredito que jogar luz em partículas microscópicas altera seu comportamento, do mesmo jeito que jogar uma árvore na frente de um carro mudaria sua velocidade, tornando impossível medir a velocidade real do mesmo.

Voltando: porque não ensinam isso? Tenho certeza que seu professor sabe de tudo[ ou boa parte d] isso. Ele podia ao menos ter comentado! Talvez seja pela padronização do ensino…..os moldes da educação, se não me engano, vieram da França, há séculos, e foram pouco modificados! Pois é meus caros, another brick in the wall!!!!! Triste, triste…..

Dizem que o que mais atrapalha no desenvolvimento da física quântica[e de tudo, tudo!] devem ser os nossos pressupostos…..coisas que julgamos serem básicas, verdadeiras, basicamente verdadeiras, verdadeiramente básicas, e imutáveis! Fala sério, você imaginaria 11 dimensões? Eu mal consigo aceitar a 5ª!

E o pior: nós não precisamos de ajuda pra montar e queimar esses pressupostos no nosso cérebro, e lá vem a educação padronizada, nos ensinando mais um punhado deles! Assim, dificilmente sairemos dessa prisão mental a que nos auto-submetemos, sem perceber!

Por favor, não se prendam a verdades incontestes: tudo pode ser verdadeiro, mas, provavelmente, tudo é falso. Abstraiam! O que pode parecer uma torre de marfim pode se mostrar muito útil, na prática…..mas isso é assunto pra outro post.

KALLISTI pros globalizados inflexíveis, e deixem as deusas com as suas pressuposições e montando as suas guerras[consequências, não é?], até que desmontemos todos eles. É só escolher quando quéris.

PS integral definida de 0 a pi/2 de sec(x)dx:recomendo que assistam isso, tá tudo explicado melhor sobre universos paralelos. Assistam também ‘Quem somos nós?’[What the Bleep do we Know?] versão extendida, é um bom filme-documentário sobre da ciência clássica até a ciência quântica, mas também tem seu viés.

See ya’!

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  1. Nenhum comentário em “Pressupostos”

  2. Realmente muito interessante. Eu sou um que sempre fui curioso pra saber como é regido o universo e tudo mais. Talvez eu saiba, caso não mora no dia do meu aniversário em 2012 :P Favoritei o vídeo, irei assistir amanhã.

    Comentário feito por: henriquewint em 5 jun, 2008

  3. Cara, confesso que tava fazendo as perguntas que colocou entre aspas, hehehehehe (5 hes).

    Sobre as dimensões, tenho dificuldade em imaginar a quarta.

    Gostaria de comentar sobre a questão da abstração. Por um viés, não há dúvida que seja por preguiça de pensamento a dificuldade da abstração. Agora, ela depende do biológico. Ou seja, somos seres biológicos dotados de sentidos. Os nossos sentidos são limitados e consequentemente eles limitam o nosso pensamento e a MANEIRA de pensar.

    Por causa dos nossos sentidos, temos dificuldade em imaginar 5 dimensões, o que não quer dizer que seja impossível, como é o caso dos cosmólogos. Cabe a cada um de nós extrapolarmos “nonadisticamente” essa preguiça mental tentando minimizar a nossa limitação biológica.

    Essa é a chave. Desejo mindfucks para todos.

    Grande abraço!!!!! (5 exclamações)

    Nota integral definida de 0 a 1 de 2kdk: Esse termo “favoritar” é engraçado, hã?

    Comentário feito por: Santaum em 5 jun, 2008

  4. Para dar um reforço ao comentário do Santaum, realmente somos meio limitados em termos biológicos para apreender realidades mais abstratas.
    Evoluímos num ambiente 3D (espacial), por isso é natural a dificuldade de imaginar como são as coisas da quarta dimensão para cima.
    Interessante: imagina um mundo bi-dimensional com pessoas planares nela. E você, um ser de 3D enfia o dedo nela. A pessoa 2D vai ver um ponto, depois um círculo se expandindo e depois diminuindo, e por fim desaparecendo.
    Extrapole isso, ou seja, um ser de 4D (espacial) enfia o dedo na nossa 3D (espacial), veremos um pontinho, e depois uma esfera se expandindo e diminuindo. O que será que acontece se a gente enfiar a agulha nessa esfera? :P

    Comentário feito por: giseli em 5 jun, 2008

  5. Puxa! Uma boa aula…Abstrair é a melhor forma de fazer o conhecimento evoluir. Muito bom o texto

    Comentário feito por: Evandro Cesar em 5 jun, 2008

  6. Huaheuaheuaheuaea
    Pelo menos vai dar tempo de assistir o vídeo, Wint!

    Ahhhh Santaum, então me xingou também!
    Hahahahaha
    Ah, verdade! Me esqueci de comentar sobre os sentidos…..concordo plenamente.
    ‘Neologismos internéticos’, hehe

    Realmente, é bem interessante giseli! Imaginemos um ser pensante em forma de círculo no mundo 2D[onde existe 'para a esquerda e direita, para frente e trás']. Se perguntássemos para esse ser como alguém deve proceder para tocar seu estômago, ele responderia: “Teria que cortar minha pele. Não há outro jeito.”
    Mas você um ser 3D, olhando no plano 2D, conseguiria tocar o estômago do ser ‘por cima’. Será que o ser entenderia o que aconteceu?
    De modo análogo, fica difícil entender a quarta dimensão…..se ela existe, então é possível pegar uma caixinha de leite dentro da sua geladeira, sem abri-la.
    E se a quarta dimensão fosse o tempo?
    Olhe a geladeira no momento 0 e 2, e suponhamos que ela esteja fechada nesses momentos. Porém, a caixinha de leite está na sua mão no momento 2. Se você abriu a geladeira, pegou a caixinha e fechou a geladeira no momento 1, podemos dizer que você nunca abriu a geladeira para pegar a caixinha de leite?
    Percebemos um ambiente 3D. Não quer dizer que vivemos num :D.
    Alguns pesquisadores sugerem que a gravidade é relativamente fraca porque sua ‘força’ escapa para ou vem de universos paralelos distantes, ou outras dimensões, ou os dois.

    Obrigado Evandro!

    Abraço a todos!!!!!

    Comentário feito por: Darto" em 5 jun, 2008

  7. Verdade, Darto, apenas percebemos em 3D, mas podemos viver num ambiente com mais dimensões né? Valeu pelo toque.
    Tinha esquecido mesmo de mencionar esse fato, de que um ser de 4D pode mover as coisas num ambiente 3D, dando a impressão de “teletransporte”. Muito louca a idéia da caixinha de leite, mas bem plausível :D Adorei o vídeo que você passou, assisti há pouco e é muito interessante mesmo essa idéia da gravidade se espalhar pelas dimensões. Aliás, tem que ter uma explicação para a gravidade ser fraca com relação às outras forças nessa dimensão né?
    Será que o LHC acabará soltando alguma pista valiosa nesse sentido? Vamos ver, vamos ver… :D

    Comentário feito por: giseli em 6 jun, 2008

  8. Por nada!
    Fico feliz que tenha gostado…..se puder, assista ao ‘What the Bleep Do We Know?’! Ele pode parecer mais espiritualista e crente, como pareceu pra mim[talvez só pela falta de conhecimento, ou excesso de princípio de São Tomé], mas vale muito a pena. Tem trailers dele no youtube!
    O LHC é uma grande promessa, e como tudo que é novo, cria grandes esperanças e grandíssimos medos…..alguns acham que criará novos universos[inofensivos para o nosso], outros acham que criará mini-buracos negros[que acabariam com a Terra em um instante]. Vamos ver! Vamos ver? :P

    Comentário feito por: Darto" em 6 jun, 2008

  9. “Viés” no What The Bleep Do We Know é eufemismo hein Darto? =P

    Esse filme, “O Segredo” e outras porcarias do tipo são religiões que querem encontrar base na ciência. Fazem uma ginástica semântica pra concluir uma coisa espiritualista de uma hipótese científica. Ficaria mais feliz se eles dissessem “sou uma religião mesmo, e daí”, mas o disfarce irrita mais…

    Comentário feito por: Rev. Peterson Cekemp em 7 jun, 2008

  10. Hauheuaheuaheuhauheuaheuaheua

    É bom, pra pensar o que serve e o que nem passa perto disso!

    Os princípios científicos podem ser aproveitados, quase que em sua totalidade…..as divagações sobre eles, por outro lado, devem ser encaradas com muito cuidado.

    Comentário feito por: Darto" em 8 jun, 2008

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