Um mundo de impossibilidades

Written by Daniel on 13 de junho de 2008 – 0:23 -


Estive analisando certos detalhes da vida na infância que podem ter realação com as nossas frustrações atuais. Me diga apenas uma coisa, quantos NÃOS você acha que recebeu na sua infância? A alguns anos atrás eu tinha o resultado de uma pesquisa que foi feita justamente sobre isso, e posso lhes garantir, o número era de certa forma, assustador; Atualmente não me lembro corretamente destes números.

Quando pequenos qualquer atitude que venha do exterior, bem como ensinamentos e palavras são sinônimo de aprendizagem, automaticamente guardamos tudo no cérebro e processamos aquilo. O que a nossa maravilhosa massa cinzenta faz com cada informação eu não saberia dizer, mas com base em estudos, especialistas em psicologia infantil podem afirmar com certeza que existem sim fatos que podem causar traumas futuros. E nós sabemos disso, muito embora ignoremos ter preocaução; Até porque tê-la para qualquer detalhe seria frustrante.

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Creative Commons License photo credit: nualabugeye

E por que não considerar o fato da criança receber milhares de NÃOS na sua infância (principalmente na idade ‘bebê’) como causador de traumas e problemas/distúrbios na adolescência/fase adulta?

Imagina a cena:

Uma criança de 8 mêses que esta quase caminhando levanta-se do chão e tenta descer um degrau de 5 centímetros que esta logo a sua frente. A primeira atitude que um adulto terá é dizer um NÃO (muitas vezes em alto (bem alto) e bom som) e sair correndo para tirar a criança daquela situação de perigo.

Ao contrário de tomar essas atitudes, pais e educadores deveriam estar preparados e reavaliar a educação e o modo de agir que eles tem com as crianças. No caso acima, a criança pode levar um susto e aquilo de certa forma traumatizá-la, atrasando seu desenvolvimento em vários os sentidos. O correto no meu ponto de vista seria estimulá-la a isto. Mas os pais e educadores estão muito mais preocupados com os seus outros afazeres e/ou não possuem tempo em demasia para tais atitudes.

Ainda me lembro muito bem de um ponto de análise ‘Nietzschiano’ comentando que devaríamos nós estar prontos/preparados primeiramente, para depois podermos gerar outro ser, pois senão descontaríamos todas as nossas frustrações das nossas limitações no fruto gerado. Talvez por isso que hoje somos o que somos.

Certa vez alguém me disse que o NÃO poderia ser um dos motivos por não termos a capacidade de voar, a mente é uma caixinha de poderes e eu gosto de acreditar que usamos menos de 5% da nossa capacidade cerebral quando muito inteligêntes. E o restante, qual seria o motivo para não usarmos? Talvez por que nos imporam que não devemos a usar ou que não necessitamos usá-la, ou pior ainda, que NÃO SOMOS CAPAZES de usá-la.

As limitações são impostas a nós diariamente como algo corriqueiro (apesar de já o ser) e como cobaias sem saída apenas aceitamos quando nos dizem que somos imcapazes de cometer/fazer certas atitudes. Diariamente nós impomos limites facilmente transponíveis, quebráveis; contudo o nosso descaso conosco nos faz cair na preguiça e na acomodação.

Quantos NÃOS você recebeu hoje?


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No Responses to “Um mundo de impossibilidades”

  1. By beeanka on jun 13, 2008 | Reply

    Hoje (ontem) não recebi nenhum não.
    Mas também não pedi nem tentei fazer nada hahaha.

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  2. By Evandro Cesar on jun 13, 2008 | Reply

    Ótimo texto! Esse problema de perpetuar os mesmos erros é sério mesmo e compromete o desenvolvimento da criança se for muito exagerado…

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  3. By Rev. Peterson Cekemp on jun 13, 2008 | Reply

    Texto muito bom! Concordo com tudo que está escrito, exceto se for levar ao pé da letra os últimos dois parágrafos, mas não estou aqui pra ser chato com esses detalhes.

    O que eu faria na situação da criança é exatamente a idéia pela qual vc passou rapidinho, ia lá ajudá-la a descer.

    Enfim, grande texto!

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  4. By linny on jun 16, 2008 | Reply

    ahhhhhh odiava receber nao qd era mais nova, todo mundo podia menos eu :(

    hj ainda nao recebi nenhum e nem ontem ainda bem, mais sei que viu receber essa semana e nao fico sem um nas costas.

    bjus

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