iLast.Fm
Written by Daniel on 31 de julho de 2008 – 22:29 -Nem só de postagens é que vive nossa blogosfera atualmente, dentre isto temos pessoas empenhadas também em construir ferramentas interessantes para integrar serviços da Web 2.0 ao nosso dia-a-dia e melhorá-la de uma forma ou de outra.
Lendo meus feeds no dia de ontem vi que o Leandro do leanDrow desenvolveu um plugin que integra o Wordpress à sua conta no Last.fm.
Abaixo as palavras do criador:
O iLast.Fm é um plugin que integra sua conta no Last.Fm a seu blog no WordPress. Fruto de algumas experiências minhas na tentativa de adquirir novas habilidades e conhecimentos em PHP.
Dentre algumas opções, que são totalmente configuráveis, encontra-se:
- Cache dos dados, tornando-o muito mais rápido
- Exibição por imagens (capa de álbuns) ou informações
- Oito opções de exibições (Top álbuns, músicas ouvidas recentemente, entre vários outros.)
- Cache das imagens para seu próprio servidor
- Totalmente configurável pelo painel de administração do WordPress
- Pode ser usado como widget (Se seu tema suportar)
Você pode ver o plugin a pleno funcionamento no blog do Leandro.
Caso você se interesse em testar o plugin, basta deixar um comentário nesta página e aguardar contato. Eu não uso o serviço da Last.fm e não considero o mesmo nescessário para mim. Se você o usa, está ai uma bela oportunidade de testar um plugin que vem recebendo bons feedbacks e é desenvolvido por um Brasileiro.
Tags: blogosfera, ilast.fm, last.fm, leandrow, plugin, wordpress
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Humilhar o próximo é nossa especialidade
Written by Daniel on 28 de julho de 2008 – 13:37 -Um pequeno porém antes de começar; este próximo no título da postagem não se refere a religião.
Estava eu assistindo ao programa Ridículos do Tom Cavalcante está noite e o que mais vi foram pessoas se auto humilhando e pessoas sendo humilhadas. Ok, não tem nada de diferente não é mesmo? Afinal de contas, humilhar o próximo é nossa especialidade e nosso maior hobby.
Diz um ditado que ‘pimenta no olho do outro é refresco’. Uma clara demonstração de como somos seres que tem como maior hobby humilhar a pessoa que está ao lado. Não se trata de uma questão de sobrevivência, pois assim seria perdoável, mas sim de uma mediocridade interna, da qual não conseguimos nos livrar, por ignorância ou má vontade, tanto faz.
Um exemplo clássico e que eu conheço bem, e tenho certeza de que os HOMENS leitores do blog também conhecem é o famoso ‘Sentir-se o macho superior’. Nós, homens, seres inferiores, quando estamos apaixonados (ou quando queremos pegar aquela guria que estamos afim) não nos contentamos em afirmar nossas qualidades, pelo contrário, acabamos denegrindo muito mais a imagem de uma terceira pessoa que esta junto no ambiente, e com maior intensidade se esta pessoa se tratar de outro homem, por puro prazer e/ou necessidade dependendo do caso.
A situação é mais decadente quando se trata daquele famoso ‘melhor amigo’, que parece esquecer toda a relação de amizade existente apenas no momento em que a ‘desejada’ se faz presente, após a saída da mesma, tudo volta ao normal, sinicamente.
A igreja pregava e prega humilhação em seus fiéis, apesar de que a forma como ela é feita tenha mudado através dos séculos.
Na noite de sábado para domingo cometi sem remorso algum tal ato, eu e mais alguns amigos incentivamos outro amigo a beber conhaque e vodka após um engradado de cerveja, o resultado foi óbvio, muita besteira, ele vomitando, vídeos que em breve estarão no Youtube e muita risada. Como disse anteriormente, não senti remorso e até agora não me sinto culpado ou com vergonha, mesmo sabendo que o humilhamos em demasia.
Afinal de contas, somos educados para humilhar sem nos sentir culpados. Tais atos são comportamentos cometidos em massa, não existe mudança fora dela, pelo menos não em curto prazo.
Tags: apaixonados, domingo, educados, famoso, humilhar, igreja, pessoas, próximo, qualidades, remorso, vida, Youtube
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Brincando com o referencial
Written by Daniel on 28 de julho de 2008 – 5:29 -Quando faço as coisas no automático vejo quase tudo como concreto, definido, não-flexível e estático.
Quando estou satisfeito isso pode ser bom. Mas não passo muito tempo completamente satisfeito. Pareço menosprezar automaticamente o que já consegui.[não coloquei feliz aqui porque estou quase sempre nesse estado, então ele é o "normal" e não será citado]
Quando estou triste, isso não é nada bom. Parece que não tem saída, que estou fadado ao vergonhoso fracasso. Jorram projeções das consequências, e a pior delas é ter que me aguentar depois. Muito mais fácil é lembrar mecanicamente do sentimento do sufoco e numerar a qualquer hora o que me sufoca. E nisso eu fico focado, como uma engrenagem se atém ao seu trabalho.
Mas chega logo o momento em que canso, e começo a pensar no que, possivelmente, me deixa abatido daquele jeito. É aí que eu vejo que é coisa fútil. Mas não paro por aí. Não me ontento em sentir-me neutro. Eu quero humilhar o sufoco. Eu mudo o meu referencial. Eu penso no que consegui até o momento. Me convenço que já fiz muito, é, fiz muito sim. Eu me sinto satisfeito, realizado, sossegado, pronto pra terceira guerra mundial. Sinto que poderia perder tudo, e ainda sim seria feliz. Só não seria feliz se eu fosse nada. E isso não quer dizer que eu seria triste.
Muito estranho. Mais estranho ainda é saber que esse processo se repetiu muitas vezes no primeiro semestre do ano. Num momento na fossa, noutro, no Olimpo. Como pode? Parece que eu brinco com o meu referencial. Eu brinco com a minha percepção. Eu brinco com a minha realidade. O “problema” é que eu faço isso muito facilmente! Consigo me convencer do que eu quero. Parece dupla personalidade? Talvez seja um resquício disso…..mas me soa mais como eu contra o universo. É que eu pressupus que o “universo” não passa de uma representação que eu fiz dele, e por isso parece uma discussão comigo mesmo. Eu brinco com os meus sentimentos. Levanto-os pra limpar a estante, e coloco-os de volta, se quero. Eu me conforto. Não preciso rezar pra isso. Não preciso crer.
Creio, mas não sei no quê. Creio em algo fundamentalmente diferente de nós, que pode ter surgido do nada e nos dado a oportunidade de existir. Não sei se é onipotente, mas acho que não. Pode acompanhar cada passo de cada ser, ou não. Amo-o por ter possibilitado a existência. Por ter conseguido fazer isso, me parece estar num plano completamente, fundamentalmente diferente. Costumam chamá-lo de Deus. A mim, não importa o nome.
Assim, parece que concordo com alguns pressupostos dos mais comuns, mas não é bem assim. Talvez o tempo ande pra frente e pra trás. Então nada precisaria ser criado. O universo se criaria e acabaria, e depois iria do fim no começo, infinitamente. Talvez seja tudo um ciclo[imagino o tempo como um círculo], e assim nada precisa ser criado. Mas meu pensamento não abstrai o suficiente pra imaginar algo que não precisou ter um começo. Inclusive o ciclo. Não quer dizer que seja impossível. Não acho que quem nos criou precise ser superior a nós. Não sei, na verdade, se acredito em superioridade. Acredito em diferença.
Anyway, sou uma marionete de mim mesmo. Isso quando só tenho que lidar comigo mesmo. Me “engano” fácil. Quem diria…..deve ser o cúmulo da ingenuidade. =D
“A mind, like a home, is furnished by its owner, so if one’s life is cold and bare he can blame none but himself.”
Louis L’Amour
See ya!
Tags: até aqui, automático, crença, estático, felicidade, ingenuidade, manipulação, paradoxo, referencial, símbolo, sufoco, superior, universo
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Suicídio, coragem ou covardia?
Written by Daniel on 23 de julho de 2008 – 13:40 -Qual a sua opinião sobre o suicídio?
Tal ato, pode ser classificado como um ato de coragem ou covardia? Explique.
Então vamos a minha opinião.
Eu particularmente acho que o ato de cometer suicídio é um grande ato de covardia, no entanto entendo quando o mesmo é classificado como um ato de coragem. E por que?
Covardia pelo simples fato de estar fugindo dos próprios medos, defeitos e teremos, por não ter coragem o suficiente de enfrentá-los da maneira ‘politicamente correta’. Esse pensamento é massificado, “todos” pensam assim e creêm estar corretos, talvez até estamos. Covarde ainda, por não saber lidar consigo próprio, não ter um auto conhecimento de si.
Coragem pelo simples fato de negar todas as benesses que está vida pode oferecer, coragem por ferir-se mortalmente e abdicar dos prazeres carnais tão explorados na última década. Do ponto de vista religioso, corajoso por aceitar uma vida de sofrimento pós-suicídio da qual, segundo a religião novamente, dificilmente se consegue sair dela.
No final das contas, eu continuo achando ser um ato de covardia, ao mesmo tempo que entendo ser um ato de coragem
E por fim, qual o lado que você defende?
photo credit: Stian Olsen
Tags: cometer, conhecimento, coragem, covardia, década, defeitos, medos, opinião, prazeres, religioso, suicídio
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Respeitar o limite alheio faz bem a saúde
Written by Daniel on 22 de julho de 2008 – 13:00 -Limites físicos são claramente percebidos por qualquer um, mas a questão que quero levantar com esta postagem se baseia nos limites mentais, aqueles onde a barreira entre a realidade e ficção podem se confundir de maneira a distorcer os fatos, enganar tanto o expectador quanto ao locutor.
Como seres humanos dotados de qualidades e defeitos (basicamente falando), cada um de nós têm um limite para variados aspectos, muitas vezes nem nós os conhecemos, e querer que os demais os respeitem vai além da necessidade própria, é questão de bom senso mútuo.
Digo isso, pois neste final de semana tive um claro exemplo de desrespeito dos limites alheios, e a pessoa que o cometia nem percebeu o quão leviano eram seus atos, até dizia ter razão neles, poderia dizer que se tratava de egoísmo, mas a intenção nem era essa, foi meio acidental mesmo.
Na minha opinião, esse excedimento por parte das pessoas ocorre pelo alto nível de individualismo que vivemos atualmente. Como já mencionei antes, os relacionamentos tem migrado para a Web e isto traz incovenientes desnecessários. A conseqüência disso é que perdemos a capacidade de perceber as pessoas ao nosso redor.
Nessa incapacidade que temos de enxergar as necessidades (anseios) alheios, também encontra-se a incapacidade de perceber que os demais também possuem limites, e que em muitos casos, quebrar esses limites não é tão simples quanto se julga.
Não sou especialista na área, mas creio que um dos grandes agravadores do ‘aumento das limitações’ é o stress. Essa imponência que a sociedade nos pressiona em “produzir, produzir, produzir, qualidade, números, qualidade, produzir números, estatísticas, números, trabalho, você não deve ter tempo” têm levado muitos ao desespero, relatos de tentativa de suicídio por causa de stress tem aumentado, talvez, à vida tenha chegado ao limite do suportável para tais pessoas. Neste caso, devemos respeitar o limite delas? Afinal de contas, o suicídio pode ser encarado tanto como um ato de coragem como de covardia, mas isto é assunto para uma outra postagem.
Apontar erros/defeitos das demais pessoas é de extrema simplicidade, contudo, encontramos limites (às vezes intransponíveis) para ajudar a resolver estes ‘problemas’, e nem aí percebemos os nossos próprios limites.
No nosso egoísmo raramente iremos perceber o limite alheio, talvez, nem conseguiremos perceber o nosso próprio limite. A ajuda de um terceiro para a análise do caso se faz necessário para tal entendimento.
photo credit: Diego Dalmaso
Tags: coragem, covardia, defeitos, egoísmo, humanos, individualismo, limites, necessidade, pessoas, qualidades, saúde, simplicidade, suicídio
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