Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (33 letras):
Written by Daniel on 1 de agosto de 2008 – 12:00 -Doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas.

E os médicos também têm senso de humor.
Tags: fobia, Hipopotomonstrosesquipedaliofobia, humor, ironia, medo, palavras
Posted in Conspirações | 8 Comments »
Humilhar o próximo é nossa especialidade
Written by Daniel on 28 de julho de 2008 – 13:37 -Um pequeno porém antes de começar; este próximo no título da postagem não se refere a religião.
Estava eu assistindo ao programa Ridículos do Tom Cavalcante está noite e o que mais vi foram pessoas se auto humilhando e pessoas sendo humilhadas. Ok, não tem nada de diferente não é mesmo? Afinal de contas, humilhar o próximo é nossa especialidade e nosso maior hobby.
Diz um ditado que ‘pimenta no olho do outro é refresco’. Uma clara demonstração de como somos seres que tem como maior hobby humilhar a pessoa que está ao lado. Não se trata de uma questão de sobrevivência, pois assim seria perdoável, mas sim de uma mediocridade interna, da qual não conseguimos nos livrar, por ignorância ou má vontade, tanto faz.
Um exemplo clássico e que eu conheço bem, e tenho certeza de que os HOMENS leitores do blog também conhecem é o famoso ‘Sentir-se o macho superior’. Nós, homens, seres inferiores, quando estamos apaixonados (ou quando queremos pegar aquela guria que estamos afim) não nos contentamos em afirmar nossas qualidades, pelo contrário, acabamos denegrindo muito mais a imagem de uma terceira pessoa que esta junto no ambiente, e com maior intensidade se esta pessoa se tratar de outro homem, por puro prazer e/ou necessidade dependendo do caso.
A situação é mais decadente quando se trata daquele famoso ‘melhor amigo’, que parece esquecer toda a relação de amizade existente apenas no momento em que a ‘desejada’ se faz presente, após a saída da mesma, tudo volta ao normal, sinicamente.
A igreja pregava e prega humilhação em seus fiéis, apesar de que a forma como ela é feita tenha mudado através dos séculos.
Na noite de sábado para domingo cometi sem remorso algum tal ato, eu e mais alguns amigos incentivamos outro amigo a beber conhaque e vodka após um engradado de cerveja, o resultado foi óbvio, muita besteira, ele vomitando, vídeos que em breve estarão no Youtube e muita risada. Como disse anteriormente, não senti remorso e até agora não me sinto culpado ou com vergonha, mesmo sabendo que o humilhamos em demasia.
Afinal de contas, somos educados para humilhar sem nos sentir culpados. Tais atos são comportamentos cometidos em massa, não existe mudança fora dela, pelo menos não em curto prazo.
Tags: apaixonados, domingo, educados, famoso, humilhar, igreja, pessoas, próximo, qualidades, remorso, vida, Youtube
Posted in Conspirações | 7 Comments »
Brincando com o referencial
Written by Daniel on 28 de julho de 2008 – 5:29 -Quando faço as coisas no automático vejo quase tudo como concreto, definido, não-flexível e estático.
Quando estou satisfeito isso pode ser bom. Mas não passo muito tempo completamente satisfeito. Pareço menosprezar automaticamente o que já consegui.[não coloquei feliz aqui porque estou quase sempre nesse estado, então ele é o "normal" e não será citado]
Quando estou triste, isso não é nada bom. Parece que não tem saída, que estou fadado ao vergonhoso fracasso. Jorram projeções das consequências, e a pior delas é ter que me aguentar depois. Muito mais fácil é lembrar mecanicamente do sentimento do sufoco e numerar a qualquer hora o que me sufoca. E nisso eu fico focado, como uma engrenagem se atém ao seu trabalho.
Mas chega logo o momento em que canso, e começo a pensar no que, possivelmente, me deixa abatido daquele jeito. É aí que eu vejo que é coisa fútil. Mas não paro por aí. Não me ontento em sentir-me neutro. Eu quero humilhar o sufoco. Eu mudo o meu referencial. Eu penso no que consegui até o momento. Me convenço que já fiz muito, é, fiz muito sim. Eu me sinto satisfeito, realizado, sossegado, pronto pra terceira guerra mundial. Sinto que poderia perder tudo, e ainda sim seria feliz. Só não seria feliz se eu fosse nada. E isso não quer dizer que eu seria triste.
Muito estranho. Mais estranho ainda é saber que esse processo se repetiu muitas vezes no primeiro semestre do ano. Num momento na fossa, noutro, no Olimpo. Como pode? Parece que eu brinco com o meu referencial. Eu brinco com a minha percepção. Eu brinco com a minha realidade. O “problema” é que eu faço isso muito facilmente! Consigo me convencer do que eu quero. Parece dupla personalidade? Talvez seja um resquício disso…..mas me soa mais como eu contra o universo. É que eu pressupus que o “universo” não passa de uma representação que eu fiz dele, e por isso parece uma discussão comigo mesmo. Eu brinco com os meus sentimentos. Levanto-os pra limpar a estante, e coloco-os de volta, se quero. Eu me conforto. Não preciso rezar pra isso. Não preciso crer.
Creio, mas não sei no quê. Creio em algo fundamentalmente diferente de nós, que pode ter surgido do nada e nos dado a oportunidade de existir. Não sei se é onipotente, mas acho que não. Pode acompanhar cada passo de cada ser, ou não. Amo-o por ter possibilitado a existência. Por ter conseguido fazer isso, me parece estar num plano completamente, fundamentalmente diferente. Costumam chamá-lo de Deus. A mim, não importa o nome.
Assim, parece que concordo com alguns pressupostos dos mais comuns, mas não é bem assim. Talvez o tempo ande pra frente e pra trás. Então nada precisaria ser criado. O universo se criaria e acabaria, e depois iria do fim no começo, infinitamente. Talvez seja tudo um ciclo[imagino o tempo como um círculo], e assim nada precisa ser criado. Mas meu pensamento não abstrai o suficiente pra imaginar algo que não precisou ter um começo. Inclusive o ciclo. Não quer dizer que seja impossível. Não acho que quem nos criou precise ser superior a nós. Não sei, na verdade, se acredito em superioridade. Acredito em diferença.
Anyway, sou uma marionete de mim mesmo. Isso quando só tenho que lidar comigo mesmo. Me “engano” fácil. Quem diria…..deve ser o cúmulo da ingenuidade. =D
“A mind, like a home, is furnished by its owner, so if one’s life is cold and bare he can blame none but himself.”
Louis L’Amour
See ya!
Tags: até aqui, automático, crença, estático, felicidade, ingenuidade, manipulação, paradoxo, referencial, símbolo, sufoco, superior, universo
Posted in Conspirações | No Comments »
Quer falar comigo? Deixa um recado no Orkut
Written by Daniel on 21 de julho de 2008 – 13:59 -É esse o retrato dos relacionamentos atualmente, praticamente nada mais é feito pessoalmente. Já vi e ouvi muitas vezes coisas como, ‘quer ser meu amigo? Me adiciona no Orkut’.
Para onde foram as rodas de amigos comendo batata frita e tomando cerveja? Ou ainda o velho carteado em família com as piadas toscas do tio bêbado?
Esta estória de relacionamentos terem migrado para internet está atingindo o limite do aceitável. Eu já pratiquei isso e sei da diferença que é ter um relacionamento normal de um vivído na internet.
Virtualmente podemos ser um Brad Pitt e uma Juliana Paes sem o menos problema, quem está do outro lado aceitará, ele(a) poderá até desconfiar, mas só até você enviar aquela foto do artista que você diz ser que não apareceu na Playboy ou revista de nú masculino que colará direitinho.
As redes sociais existentes atualmente são praticamente infinitas, chute uma árvore (virtual é claro) e você verá cair dezenas, bem como pessoas com atitudes mencionadas acima. Será que em breve sexo também será virtual? Como no filme do Van Dame (ou Stalone?).
Uma imagem projetada por raios catódicos (ah você é burguês e têm um monitor LCD) ou um painel fino não pode ser mais relevante que alguma pessoa feita de carne e osso, a menos que sua vida seja tão insignificante e vazia que pessoas de carne e osso são totalmente dispensáveis.
Pense bem, a sua oportunidade de ter uma vida de verdade pode estar a um botão de distância.
photo credit: stephenHUBBARD
photo credit: stephenHUBBARD
Tags: comportamento, internet, pessoal, pessoas, relacionamento, sexo, vida, virtual
Posted in Conspirações | 7 Comments »
A arte de ser malandro
Written by Daniel on 17 de julho de 2008 – 17:51 -Quer um bom exemplo de um aglomerado de malandros? Ande nas ruas de sua cidade. Você verá que estamos infestados deste sub-gênero de seres.
Não faço acima referências as malandragens referidas pelo samba, mas sim das malandragens no sentido pejorativo da palavra, aquela que até nós exercemos sem a mínima vergonha.
A arte de ser malandro está dentro de cada ser, entranhada na genética que evoluiu de forma insatisfatória (do ponto de vista ético), mas que nos traz ótimos benefícios quando bem executada.
Essa pequena arte é muito comumente exercida pela juventudo, ávida por aventuras e risco. Jovens roubam e se arriscam freqüentemente em busca de sua malandragem. Como já mencionei em outra oportunidade, quanto mais malandro, maior o status.
Som alto, roupa de marca, quantidade de gurias por festa, quantidade de cerveja, tipo de carro. Status, malandragem. Analisando certos pontos, são dois atributos que andam juntos, cooperando entre si para a degeneração pessoal do indivíduo que faz uso intenso deles.
No final das contas, ir contra este modus operandi da vida também pode ser prejudicial, afinal de contas, quem gostaria de não ser o melhor do time de futebol ou a chefe de torcida?
Tags: arte, atributos, cerveja, degeneração, malandro, roupa, ser, som, status
Posted in Conspirações | No Comments »




