Ter mais é querer mais
Written by Daniel on 20 de agosto de 2008 – 22:25 -Essa frase vale para muitas colocações, tanto das mais safadas as mais sérias, tudo depende da mente de quem lê e enxerga o que quer primeiro.
Mas não vou abranger tudo, nada de mix por hoje, vou falar apenas de tempo. Afinal de contas, ter mais tempo é querer mais tempo, e o seu contrário também é igual.
Devido ao meu intercâmbio, eu tranquei a faculdade no final do ano passado, o mais certo seria dizer que eu não paguei as mensalidades desse ano, e desde então venho me sentindo um grande inútil, ter tempo demais é desgastante, cansa e te faz perceber que não ter o que fazer é uma m*rda.
Com a possibilidade de não realizar mais o intercâmbio, comecei um curso de Web Design e fiz mudanças no tema do blog, também fiz horas-extras na empresa. O incrível de tudo isso é que justamente nesses dias, eu tinha pouco tempo, mas conseguia realizar de forma rápida e satisfatória tudo o que eu havia planejado; coisa que antes quando o tempo era demasiado grande, eu não conseguia.
Essa semana está mais calma, e eu me vi deixando as coisas para depois, afinal de contas, depois eu também teria tempo para fazê-las. O problema disso tudo é que vamos empurrando com a barriga até o ponto em que é impossível continuar nessa situação, e no meu caso, quando chega neste ponto, as coisas não saem da maneira que eu desejava.
Para o ano que vem já tenho lotado minha agenda, voltarei à faculdade fazendo de 3 a 4 cadeiras (disciplinas), isso irá ocupar 3 ou 4 das minhas noites semanais, tenho planos para mais dois blogs e hoje me surgiu à oportunidade de ser colaborador de outro (ainda negociando), também planejo um novo emprego, atuando justamente na área em que estarei cursando (Publicidade e Propaganda) e quem sabe, mudar para a cidade vizinha onde irei cursar PP.
Num intervalo de três anos, mudei o curso da minha vida 3 vezes, seria só as indecisões de um adolescente ou a disponibilidade de muito tempo para ficar pensando em muitas coisas?
Planos e mais planos, enquanto não tenho nada físico para ocupar meu corpo e mente, faço planos.
Tags: blog, curso, faculdade, planejado, planos, situação, tempo
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A rotina cega…
Written by Daniel on 14 de agosto de 2008 – 1:44 -É um fato um tanto concreto, mas passa desapercebido. A rotina nos cega de tal maneira que acabamos por não perceber o que, no início, causava surpresa.
No início da noite fui fazer a barba, e durante aquele momento de silêncio no banheiro, fique escutando às brigas dos vizinhos, comecei a notar que a muito tempo não os ouvia como era no começo e atualmente, mesmo os escutando, eu não os ouvia ou sabia por qual motivo eles estavam brigando.
É tão comum realizarmos comando padrões devidos a rotina, executamos sempre a mesma tarefa, como se fossemos uma máquina designada a fabricar tal peça. No entanto, a nossa peça é mais complexa, mas pode ser resumida em poucas palavras: nascer, brincar, crescer, trabalhar, casar, ter filhos, ficar velhos, aproveitar a vida e morrer. O estranho nisso tudo é que a melhor parte da vida fica para o fim dela, como afirma o ditado popular, apesar de que eu acho que em todas as fazes aproveitamos, de maneiras diferentes.
“Você deve quebrar mais a rotina”. Como diz um colega meu, o papel aceita tudo, aqui no caso o Wordpress aceita “tudo”. Dizer que devemos quebrar a rotina é realmente muito fácil, mas quem o faz? Temos tempo o suficiente para dar uma quebrada nela? Ou mais sutíl ainda, queremos quebrar a rotina? Temos ânimo para tal?
Eu particularmente não gosto de rotina, não me satisfaz ter que acordar todo dia demanhã para fazer sempre a mesma coisa de segunda a sexta-feira. Por isso, imagino que roadie seria uma profissão demasiadamente interessante, mas, após alguns dias, eu veria que eu estaria numa rotina novamente.
Rotinas, rotinas e rotinas, elas regem a nossa vida de maneira magestral e desastrosa, mas quem vive sem elas? Depois desses meses parado, eu percebi, que rotina boa, é aquela que não dá margem ao tempo, pois nela você cansa, e aproveita. Quando sua rotina é feita de muito tempo ocioso, você cansa de si mesmo e a vida acaba se tornando enjoada em demasia.
A rotina nos cega, mas também nos abre os olhos, para tal, basta olhá-la de um ângulo diferente.
Aproveite bem a sua rotina…
photo credit: Lucas Braga
Tags: aproveitar, brigas, cega, comandos, máquina, ocioso, profissão, rotina, tempo, vida
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Até que ponto…
Written by Daniel on 6 de agosto de 2008 – 16:26 -… devemos nos sacrificar pela felicidade alheia?
A resposta fica por sua conta,
Interatividade em alta no blog.
Tags: bem, devemos, interatividade, ponto, sacrifício
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Suicídio, coragem ou covardia?
Written by Daniel on 23 de julho de 2008 – 13:40 -Qual a sua opinião sobre o suicídio?
Tal ato, pode ser classificado como um ato de coragem ou covardia? Explique.
Então vamos a minha opinião.
Eu particularmente acho que o ato de cometer suicídio é um grande ato de covardia, no entanto entendo quando o mesmo é classificado como um ato de coragem. E por que?
Covardia pelo simples fato de estar fugindo dos próprios medos, defeitos e teremos, por não ter coragem o suficiente de enfrentá-los da maneira ‘politicamente correta’. Esse pensamento é massificado, “todos” pensam assim e creêm estar corretos, talvez até estamos. Covarde ainda, por não saber lidar consigo próprio, não ter um auto conhecimento de si.
Coragem pelo simples fato de negar todas as benesses que está vida pode oferecer, coragem por ferir-se mortalmente e abdicar dos prazeres carnais tão explorados na última década. Do ponto de vista religioso, corajoso por aceitar uma vida de sofrimento pós-suicídio da qual, segundo a religião novamente, dificilmente se consegue sair dela.
No final das contas, eu continuo achando ser um ato de covardia, ao mesmo tempo que entendo ser um ato de coragem
E por fim, qual o lado que você defende?
photo credit: Stian Olsen
Tags: cometer, conhecimento, coragem, covardia, década, defeitos, medos, opinião, prazeres, religioso, suicídio
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Respeitar o limite alheio faz bem a saúde
Written by Daniel on 22 de julho de 2008 – 13:00 -Limites físicos são claramente percebidos por qualquer um, mas a questão que quero levantar com esta postagem se baseia nos limites mentais, aqueles onde a barreira entre a realidade e ficção podem se confundir de maneira a distorcer os fatos, enganar tanto o expectador quanto ao locutor.
Como seres humanos dotados de qualidades e defeitos (basicamente falando), cada um de nós têm um limite para variados aspectos, muitas vezes nem nós os conhecemos, e querer que os demais os respeitem vai além da necessidade própria, é questão de bom senso mútuo.
Digo isso, pois neste final de semana tive um claro exemplo de desrespeito dos limites alheios, e a pessoa que o cometia nem percebeu o quão leviano eram seus atos, até dizia ter razão neles, poderia dizer que se tratava de egoísmo, mas a intenção nem era essa, foi meio acidental mesmo.
Na minha opinião, esse excedimento por parte das pessoas ocorre pelo alto nível de individualismo que vivemos atualmente. Como já mencionei antes, os relacionamentos tem migrado para a Web e isto traz incovenientes desnecessários. A conseqüência disso é que perdemos a capacidade de perceber as pessoas ao nosso redor.
Nessa incapacidade que temos de enxergar as necessidades (anseios) alheios, também encontra-se a incapacidade de perceber que os demais também possuem limites, e que em muitos casos, quebrar esses limites não é tão simples quanto se julga.
Não sou especialista na área, mas creio que um dos grandes agravadores do ‘aumento das limitações’ é o stress. Essa imponência que a sociedade nos pressiona em “produzir, produzir, produzir, qualidade, números, qualidade, produzir números, estatísticas, números, trabalho, você não deve ter tempo” têm levado muitos ao desespero, relatos de tentativa de suicídio por causa de stress tem aumentado, talvez, à vida tenha chegado ao limite do suportável para tais pessoas. Neste caso, devemos respeitar o limite delas? Afinal de contas, o suicídio pode ser encarado tanto como um ato de coragem como de covardia, mas isto é assunto para uma outra postagem.
Apontar erros/defeitos das demais pessoas é de extrema simplicidade, contudo, encontramos limites (às vezes intransponíveis) para ajudar a resolver estes ‘problemas’, e nem aí percebemos os nossos próprios limites.
No nosso egoísmo raramente iremos perceber o limite alheio, talvez, nem conseguiremos perceber o nosso próprio limite. A ajuda de um terceiro para a análise do caso se faz necessário para tal entendimento.
photo credit: Diego Dalmaso
Tags: coragem, covardia, defeitos, egoísmo, humanos, individualismo, limites, necessidade, pessoas, qualidades, saúde, simplicidade, suicídio
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