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Vandalismo é a solução inteligente

Enquanto eu arrumava meu quarto está noite fiquei assistindo ao Jornal Nacional. Aí ví a reportagem sobre o pessoal do Pará que resolveu usar a violência como forma de protesto contra o assassinato de um jovem, de forma inteligente e como seres evoluídos destruíram o fórum da cidade, a delegacia e ainda saquearam a casa do juíz. Usaram de argumentos ótimos para pedir justiça.

No meio de todo esse vuco-vuco, armas, drogas e essas coisas lícitas foram roubadas, e para mostrar seu espírito de cooperação para manter a segurança da cidade, os amigáveis protestantes libertaram todos os presos que estavam na delegacia e atearam fogo na mesma e nas viaturas.

Graffiti Hero

Como nós sabemos que no Brasil não existe burocracia, tudo estará em ordem em menos de uma semana, os manifestantes devem estar dormindo em paz, sabendo que os políciais ficarão coçando o saco como sempre e não poderão gastar mais gasolina atoa, afinal de contas ronda no Brasil é totalmente desnecessário, vivemos num país extremamente seguro e civilizado.

As demais pessoas que moram na cidade também devem estar extremamente felizes, afinal, viram sem poder tomar nenhuma atitude, os processos que deram entrada serem queimados sem dó nem piedade. Mas quem precisa de indenização quando vivemos num país e onde todas as leis são cumpridas?

Um assassinato não é justificativa para tais atos, e eu espero realmente que os presos que foram libertados façam a festa na cidade enquanto à paz e a ordem não poderem ser estabelecidas, pelo menos algumas pessoas vão poder esfregar na cara as benesses desses atos e cobrar os bens roubados de quem esteve nesse pacífico protesto.

É como diz uma certa cantora de brega que é amada e idolatrada no Nordeste: Isso e tudo mais você só vai encontrar no Pará.

Via

Creative Commons License photo credit: incurable_hippie

Hipopotomonstrosesquipedaliofobia (33 letras):

Doença psicológica que se caracteriza pelo medo irracional (ou fobia) de pronunciar palavras grandes ou complicadas.

E os médicos também têm senso de humor.

Para que serve?

Já vou avisando: quero fazer esse post desde que comecei a comentar no Orkuticídio, e estou absolutamente enviesado por ter lido o artigo “Para que serve?” do genial autor Isaac Asimov. Provavelmente meu post sairá como um resumo mal feito deste artigo…..se alguém quiser o original, não hesite em pedir. É incrível.

Assinale uma das alternativas:

[a]Mais uma aula de história geral, cruzadas, e muitos alunos ocupados discutindo o que aconteceu no Big Brother de ontem.

[b]Outra aula de matemática, matrizes, e alunos entretidos trocando mensagens SMS em seus celulares-semi-robôs-que-fazem-tudo[até conservaram a antiga e inútil propriedade de realizar ligações telefônicas].

Generalizar nunca não faz bem[será?], mas tanto faz a situação escolhida por vossa senhoria[talvez, no ápice da sua rebeldia, tenha escolhido as duas, e as duas provavelmente condizem com a realidade]: quando o professor interpelou seus alunos rebeldes e solicitou atenção, algum malandrão respondeu “E por que tenho que aprender isso? Para que vou usar? Para que serve?”.

Professor, escolha a sua resposta:

[a]Pra fora já, rrrrrrapaizinho! Não teve educação em casa?

[b]Pra tirar nota na minha prova…..farei uma especial pra essa classe.

[c]Pra que serve? Eu uso pra ganhar dinheiro. Foi usando isso que comprei meu carro , minha casa, minha TV de trocentas polegadas e até meu super-celular. O interessante é que esse dinheiro veio do seu bolso, hahahahaha! Já você, não sei pra que vai usar.

[Escolham a C, por favor!] O professor provavelmente dará alguma resposta análoga. Isso porque ele não está muito interessado em entrar nos pormenores. Isso pode cansar, e acho que a pergunta do título é frequente na vida deles.

Aqui, é claro, podemos divagar um pouco mais. Eu não pretendo dormir cedo, mesmo.

Generalizemos dammit, again?! mais um pouco. Cientistas devem escutar muito disso no desenvolvimento de suas pesquisas específicas. Para ele pode ser suficiente valiosa a possibilidade de satisfazer sua curiosidade sobre a questão em si, e assim descobrir um pouco mais do universo que o cerca. Ele pode estranhar o fato de que alguém possa precisar de mais do que isso para se conformar.

Mas o aluno é espertão, e não se importa com nada que não seja diretamente prático. Matrizes? Rá, que idiotice! Números aleatórios pra lá e pra cá, operações bestas pra mudar algo por mudar…..ele não sabe que computadores usam matrizes. Tudo bem, essa foi fácil. Mas e história? O que uma futilidade que aconteceu há zilhões de anos atrás vai me importar? [nem vou citar aqui o efeito borboleta] Se ela aparece nos livros, foi uma futilidade suficientemente importante pra época, e qualquer imbecil das vizinhanças sentiu seu impacto imediatamente, quase simultaneamente à sua ocorrência. Pelo passar do tempo as consequências se estenderam a todos os imbecis[droga, isso é efeito borboleta...deixemos superficial assim]. E até quem é cego de amor por exatas[hahahahaha] deve saber que o professor de matemática conta a história das descobertas de grandes estudiosos…..

Eu acho algumas matérias são fúteis, de vez em quando. Mas não é simples assim. Muitas coisas fúteis numa confluência podem tornar-se significativas[até coisas fúteis sozinhas têm seu significado, mas deixa pra lá]. Uma coisa fútil hoje pode não ser tão fútil amanhã. E depois de pensar um pouco vejo que o fútil sou eu, por ter achado que algum tipo de conhecimento pode não valer a pena. Então nunca mais achei que algum conhecimento fosse tonto. E se um dia isso acontecer de novo, eu já tenho uma tática: estudarei-o completamente e, quando acabar, poderei falar seguramente pra mim mesmo que realmente não era importante, e que minha opinião original era certa[isso nunca acontecerá, e isso é legal :D].

As maiores descobertas foram por acidente. Isso mostra como somos péssimos visionários, deficientes em abstração e prepotentes no geral. Como descobriram microondas? Radioatividade? Princípios para o gerador elétrico? Alguém conhece a irônica história do “Efeito de Edison”? Pois é, acredito que quem despreza algo é justamente aquele que acabará isolado no final. Você não vê além do horizonte? Então é claro que lá tem um abismo, certo?

Trecho [advinha de onde veio]:

Há o caso famoso de um estudante que perguntou ao filósofo grego Platão, cerca de 370 a.C., para que serviam os teoremas complexos e abstratos que ele estava ensinando. Platão, de imediato, ordenou que um escravo desse ao estudante uma pequena moeda, a fim de que ele não pensasse que havia ganho o conhecimento por nada; a seguir, demitiu-o da escola.O estudante não precisava ter perguntado, e Platão não precisava ter escarnecido. Quem duvidaria, nos dias de hoje, de que a Matemática tem seus usos? Os teoremas matemáticos, que se afiguram insuportavelmente requintados e alheados em relação a tudo em que um homem sensato possa estar interessado, aparecem como absolutamente necessários a partes altamente essenciais da nossa vida moderna, como, por exemplo, a rede telefônica que interliga o mundo.Há a história do cientista inglês Michael Faraday, que ilustra esse ponto. Ele foi, em seu tempo, muito popular, como conferencista, e também como físico e químico de primeira classe. Em uma de suas palestras, nos anos de 1840, ele ilustrou o comportamento peculiar de um ímã e de uma espiral de fio ligada a um galvanômetro, o qual deveria registrar a presença de uma corrente elétrica. Para começar, não havia corrente no fio; mas, quando o ímã era introduzido no vão central da espiral, ou bobina, a agulha do galvanômetro se movia para um lado da escala, indicando a passagem de corrente. Quando o ímã era retirado do vão da espiral, a agulha pulava para a outra direção, mostrando que a corrente estava, então, fluindo para o lado oposto. Quando o ímã era mantido imóvel, em qualquer posição, dentro da espiral, ou bobina, não havia corrente alguma fluindo, e a agulha ficava imóvel.Na conclusão da palestra, um membro do auditório se aproximou de Faraday e disse: “Sr. Faraday, o comportamento do ímã e do fio de arame em espiral foi interessante, mas para que poderá servir?”.E Faraday respondeu, polidamente: “Senhor, para que serve uma criança recém-nascida?”.Foi precisamente tal efeito, cuja utilidade se viu questionada tão peremptoriamente por um membro do auditório, que Faraday usou para desenvolver o gerador elétrico que, pela primeira vez, tornou possível produzir eletricidade barata e em grande quantidade. Isto, por sua vez, tornou possível o desenvolvimento da tecnologia elétrica que nos circunda nos dias de hoje, e sem a qual a vida, no sentido moderno, seria inconcebível. A demonstração de Faraday foi uma criança recém-nascida que cresceu e se transformou num gigante.Nem mesmo o mais perspicaz dos homens pode sempre julgar o que é útil e o que não é.

…..

Com efeito, a menos que prossigamos com ciência e continuemos a reunir conhecimentos, afigurem-se eles úteis prontamente ou não, enterrarno-emos em nossos problemas e não encontraremos saída. Cabe, pois, ao leitor e a qualquer pessoa amparar a ciência e, onde possível, manter-se à frente dela, porquanto a ciência de hoje é a solução de amanhã – e também dos problemas de amanhã – e, o que é mais importante, a maior das aventuras, agora e em todo o sempre.”  

 

 
Então agora entenderão que se mais alguém me perguntar “para que serve”, a pessoa levará:

 

 

[a]Um soco no queixo

[b]Uma piada irônica totalmente de grátis. Ela provavelmente não enxergará através da sutileza das entrelinhas…..então é bom que ela leia Asimov. Não dá pra se aprofundar sempre.

“If the doors of perception were cleansed, every thing would appear to man as it is, infinite.” William Blake

Dificuldades de um universitário para fazer uma viagem e visitar seus amigos virtuais/de outro estado

Eu poderia dedicar essa postagem pras compatriotas de Venâncio Rock Aires, mas no final me lembrem de falar o motivo que tive para não fazê-lo.

Prólogo:

Aparentemente, meu gosto por geografia não se limita aos livros. Sempre gostei muito de viagens, e em muitas vezes a felicidade da expectativa superava a da consumação. Não é surpresa que universitários não tenham muitos recursos, e mais óbvio ainda é que isso suprime muitas das minhas viagens à expectativa.

Longas horas aquelas antes de definitivamente dormir, hã? Imagino n situações que possibilitariam minha viagem, n desenvolvimentos e n desfechos desta. E não me limito às situações plausíveis. Isso se intensifica quando estou naquele estado de quase sono, quando não sei se estou sonhando ou pensando…isso rendeu muitas pancadas na parede, ”acordando” assustado. Imagino como realmente seriam as pessoas, e se não as idealizo demais. Chego à conclusão que não idealizo de modo algum. Afinal, eu as conheço, apenas não conheço.

Shatter Point:

Era um mês de junho comum[2007]. O Orkut tinha recém-implantado a ferramenta Sherlock Holmes, e eis que capturou uma “guria” sul-rio-grandense com um sobrenome peculiar, do meu ponto de vista. Minha personalidade inconveniente não me deixou outra saída: deixei um recado, e não foi daqueles “da próxima vez deixa um oizinho”. Devo ter feito uma piada ou trocadilho infame.E no dia 19/06 ela respondeu. Seu nome era Schuck Norris e sua idade era algo entre 0 e 230 anos.

Consequências: 

Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Eu comecei a ler o blog da Rapunzel, e ela tinha o 21horas em seu blogroll. Comecei a lê-lo também. No blogroll do Wint estava o Orkuticídio, e comecei a lê-lo. No blogroll do Orkuticídio estava a Cabala Experimental, e comecei a lê-la. Comentava em todos eles, e surgiu a oportunidade de homenagear o aniversário do Orkuticídio participando de um post aqui no 21horas. Depois fui convidado a escrever aqui e, bem, cá estou. :D

Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Conheci o grupo das compatriotas. Sim, tenho muitas compatriotas, mas depois dessa denominação, tenho poucas, e aí que mora a graça. Dentre estas, estão a Rapunzel[aquela que joga as tranças do alto da torre],a Bela Adormecida[aquela que fura o dedo e dorme à espera de um príncipe], a Cinderela[aquela do sapatinho de cristal], a Chapeuzinho Vermelho (ou Vermelhinho Chapéu, como queiram :P)[aquela da touquinha vermelha] e a Branca de Neve[aquela dos anõezinhos enfileirados]. Etéreo é difuso? Eu mesmo não conheço boa parte dessas personagens, mas essa descrição, como diria o vocalista da banda Pedra Letícia, é para alguém, e esse alguém sabe quem. Rá, “conversando” com as compatriotas que apurei meu gosto por discórdia, ironia, inconveniência e análogos. Me comportei assim cada vez mais, e cada vez mais me diverti. O humor ácido e flexível é viciante…..e veja, isso é muito do que sou hoje, hehehehehe. Aprendi a me proteger contra magia negra, a não subestimar joaninhas, a tentar não ser tão facilmente manipulado sabendo que é impossível sair imune, a fazer cuca[ainda não fiz :P] e que “mijo rules”[não fui eu quem disse isso], entre outras coisas.

Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Eu conheci o discordianismo. Mais uma saraivada de humor irônico e ácido. As coisas se encaixam perfeitamente, em múltiplos de cinco ou relacionados.

Dificuldades:

Uma dificuldade bem legal é que não sabemos se existimos de verdade, e, se existimos, se não somos maníacos vasculhando a internet em busca de alvos ingênuos. Os mais velhos nos lembram disso toda hora. Tempo também é difícil de encontrar. Transporte compatível com a condição financeira, então…..

Tenho incitado amigos e parentes a viajarem comigo, o que facilitaria uito as coisas. Muitos nem cogitam a hipótese, outros levam como brincadeira e/ou ironia[esse é um problema que vem quando você é irônico quase o tempo todo], mas alguns se empolgam. E começamos a fazer planos, decidir como vamos[mochilão, carro, moto], por onde passaremos[cidades turísticas no caminho, cidades imprevistas] e quando vamos. Aí tem outro problema…..temos que fazer as férias coincidirem e o dinheiro brotar instantaneamente. Os que se empolgam são justamente os que fariam a melhor companhia.

Pseudo-conclusão:

Mas é claro, tenho em mente que sem dificuldades não haveriam prazeres, e quando você sabe que as dificuldades serão superadas, esse pensamento é absolutamente positivo e confortável. Algum dia nossas férias baterão. Vontade não falta :D

A internet separa ou une? Ah, ela separa e une, mas só separa depois de unir.

Desfecho real:

A ser formulado.

Merci et au revoir.

Dedicatória:

Se não dediquei esse post às compatriotas, foi porque se não as tivesse conhecido nem estaria escrevendo aqui hoje…..então todos os meus posts são, intrinseca e inatamente, dedicados às srtas..

Este pode ser considerado um post de comemoração por um ano de sobrevivência às macumbas lançadas pelas compatriotas.

A Record já tem sua série humorística

Toda emissora de TV que se preze deve ter uma boa série humorística, geralmente exibida aos sábados se ela for tão dedicada nos seus horários como a Globo ou em horário algum que nunca ninguém sabe, como é costume do SBT.

A série se chama Caminhos do Coração, rés a lenda que AQUELE NEGÓCIO era pra ser uma novela, porém eu duvido muito que aquele festival de piadas de primeiríssima qualidade consiga se encaixar nesse mundo onde negros não passam de empregados, os pais da riquinha(o) não querem que ela(e) se case com o pobretão(pobretona) e os assuntos polêmicos da atualidade são mostrados na cara dura para chocar os telespectadores.

Nem a Globo com seu magnífico esforço de colocar toda a sua gama de atores e atrizes que fazem humor nas novelas da 19 horas tem conseguido alcançar o que a Record vem fazendo, realmente um trabalho digno de boas risadas.

Eu já li vez e outra no blog da Fabiane e do Noronha algo relacionado com essa série, eles comentaram dos magníficos efeitos especiais usados nela, paint.net de primeira qualidade. Creio que Spielberg venha ao Brasil especialmente para saber como se faz um trabalho tão bom num programinha de edição de imagens com menos de 10MB, sendo que os empregados dele não conseguiram modelar tão bem um dinossauro usando o 3D Studio Max.

Digo isso, pois hoje (segunda) lembrei de olhar CQC, no entanto eu nunca lembro o canal em que o programa passa, achei que era na Record e fiquei olhando a novela série, até que coloquei na Band e vi aonde estava passando o programa ao qual eu queria assistir.

A Record deve pagar muito bem para que os atores se submetam a tamanho vexame. Eu certamente cobraria uma bela grana pra me vestir de qualquer coisa e fingir que posso voar e apertar pescoço de criancinha no ar. Aliás, vi que um guri prodígio da Malhação (ele não passou no teste do sofá, ninguém mandou bater em travesti :P) estava fazendo o papel de alguma coisa qualquer lá que fazia alguma outra coisa qualquer.

Final da história, o CQC só superou a novela série em humor quando o Rafinha disse que a Maísa Silva (apresentadora do Bom dia & Cia nos sábados) era um anão disfarçado de criança.

Aliás, veja ESSE VÍDEO, é um ‘The Best of’ das pérolas da Maísa (The best of? Isso é Som Libre lançando CD de artista internacional).

Nota 23: Em breve um post para falar da apresentadora de primeira classe.