iLast.Fm

Nem só de postagens é que vive nossa blogosfera atualmente, dentre isto temos pessoas empenhadas também em construir ferramentas interessantes para integrar serviços da Web 2.0 ao nosso dia-a-dia e melhorá-la de uma forma ou de outra.

Lendo meus feeds no dia de ontem vi que o Leandro do leanDrow desenvolveu um plugin que integra o Wordpress à sua conta no Last.fm.

Abaixo as palavras do criador:

O iLast.Fm é um plugin que integra sua conta no Last.Fm a seu blog no WordPress. Fruto de algumas experiências minhas na tentativa de adquirir novas habilidades e conhecimentos em PHP.

Dentre algumas opções, que são totalmente configuráveis, encontra-se:

  • Cache dos dados, tornando-o muito mais rápido
  • Exibição por imagens (capa de álbuns) ou informações
  • Oito opções de exibições (Top álbuns, músicas ouvidas recentemente, entre vários outros.)
  • Cache das imagens para seu próprio servidor
  • Totalmente configurável pelo painel de administração do WordPress
  • Pode ser usado como widget (Se seu tema suportar)

Você pode ver o plugin a pleno funcionamento no blog do Leandro.

Caso você se interesse em testar o plugin, basta deixar um comentário nesta página e aguardar contato. Eu não uso o serviço da Last.fm e não considero o mesmo nescessário para mim. Se você o usa, está ai uma bela oportunidade de testar um plugin que vem recebendo bons feedbacks e é desenvolvido por um Brasileiro.

Sendo subjetivo

Comecei a apreciar representações subjetivas de tempos pra cá[3 anos]. Já tentei escrever coisas assim, mas não consigo. Meus textos saem bem subjetivos, mas só quando estou sendo objetivo. Enfim, não tenho a maestria de dizer tudo com poucas palavras. Aprecio música e poesia. Não gosto de quem usa o subjetivismo de balela pra fazer merda nenhuma e dizer que é artista.

De qualquer maneira, a brilhante postagem do Canedo me fez querer tentar um pouco mais.

Como não tenho nada de bom de minha autoria hoje, vou citar um trecho do livro “Oh, the Places You’ll Go!” do brilhante Dr. Seuss. Como o Mateus disse “é muito dado como presente para quem se forma, no colégio ou faculdade, porque simboliza a passagem de um estágio, e as possibilidades novas na vida da pessoa.”. Obrigado pela ajuda Mateus!

“Do you dare stay out?
Do you dare go in?
How much can you lose?
How much can you win?
And if you go in,
Should you turn left or right?
Or right and three-quarters?
Or maybe not quite?
You can get so confused
That you’ll start in to race
Down long wiggled roads
At a break-necking pace
And grind on for miles
Across weirdish wild space
Headed I fear towards
A most useless place
The waiting place.
For people just waiting.
Waiting for a train to go
Or for a bus to come
Or a plane to go
Or the mail to come
Or the rain to go
Or the phone to ring
Or the snow to snow
Or waiting around
For a yes or a no
Or a string of pearls
Or a pair of pants
Or a wig with curls
Or another chance.”

E quem sabe um dia eu consiga postar algo de minha criação que tenha 5% do valor agregado desse trecho.

O mal do mundo*

Eu faria esse post em forma de diálogo, e eu não estaria inserido neste. Acontece que tô com preguiça de sinalizar apropriadamente. Acho que sairá um bagulho pós-modernista, mas não me julguem por isso.[de preferência, não me julguem por absolutamente nada =P]

Por que o mundo está mal* desse jeito? Alguns argumentariam que não existe muita gente altruísta. Diriam que pro mundo melhorar um número significativo de pessoas deveria começar a fazer o bem sem esperar nada em troca.

Eu não acho que seja isso. Na verdade, não acho que seja essa a questão.

É, talvez seja o excesso de gente egoísta. Agora sim, não acho que seja só isso.

Se a pessoa é egoísta ela ainda pode ajudar. Ela deve saber que se todos fizerem isso, um dia ela viverá só da ajuda dos outros. Meio utopia, mas é possível. O mundo está assim porque tem muita gente que combina alguns adjetivos: egoísta, imediatista, preguiçoso, raso e não-visionário[acho que a pessoa tem que fazer muita força pra ser assim]. Ou acomodado, também serve.

 

E sobre altruístas: devem ser inteligentes o bastante para fazerem o que quiserem sutilmente, sem se expor[se assim desejarem]. Não que seja ruim fazer diretamente…..pra isso é preciso ser bem corajoso, e talvez imediatista. Mas com esses eu concordo. Não quer dizer que farei do mesmo jeito, mas tenho o mesmo objetivo[será?].

[*]Supondo que existe bem e mal, bom e ruim.

Fica tudo mais fácil se você percebe que não tem nada fixo. Pra determinar o bom você precisa determinar o mau, e vice-versa. Elementar. Legal é perceber o que você pressupôs bom e ruim…..ver que você aceitou muita pressuposição sem notar. E depois que decidir o que é o seu bom e o seu mau, ver que você é insaciável em busca do bom…..quanto tempo da sua vida você passou satisfeito?

Só é chato se você mecanizar.

“A vida não pode ser apenas um hábito.”
Katherine Mansfield

Oy!

Humilhar o próximo é nossa especialidade

Um pequeno porém antes de começar; este próximo no título da postagem não se refere a religião.

Estava eu assistindo ao programa Ridículos do Tom Cavalcante está noite e o que mais vi foram pessoas se auto humilhando e pessoas sendo humilhadas. Ok, não tem nada de diferente não é mesmo? Afinal de contas, humilhar o próximo é nossa especialidade e nosso maior hobby.

Diz um ditado que ‘pimenta no olho do outro é refresco’. Uma clara demonstração de como somos seres que tem como maior hobby humilhar a pessoa que está ao lado. Não se trata de uma questão de sobrevivência, pois assim seria perdoável, mas sim de uma mediocridade interna, da qual não conseguimos nos livrar, por ignorância ou má vontade, tanto faz.

Um exemplo clássico e que eu conheço bem, e tenho certeza de que os HOMENS leitores do blog também conhecem é o famoso ‘Sentir-se o macho superior’. Nós, homens, seres inferiores, quando estamos apaixonados (ou quando queremos pegar aquela guria que estamos afim) não nos contentamos em afirmar nossas qualidades, pelo contrário, acabamos denegrindo muito mais a imagem de uma terceira pessoa que esta junto no ambiente, e com maior intensidade se esta pessoa se tratar de outro homem, por puro prazer e/ou necessidade dependendo do caso.

A situação é mais decadente quando se trata daquele famoso ‘melhor amigo’, que parece esquecer toda a relação de amizade existente apenas no momento em que a ‘desejada’ se faz presente, após a saída da mesma, tudo volta ao normal, sinicamente.

A igreja pregava e prega humilhação em seus fiéis, apesar de que a forma como ela é feita tenha mudado através dos séculos.

Na noite de sábado para domingo cometi sem remorso algum tal ato, eu e mais alguns amigos incentivamos outro amigo a beber conhaque e vodka após um engradado de cerveja, o resultado foi óbvio, muita besteira, ele vomitando, vídeos que em breve estarão no Youtube e muita risada. Como disse anteriormente, não senti remorso e até agora não me sinto culpado ou com vergonha, mesmo sabendo que o humilhamos em demasia.

Afinal de contas, somos educados para humilhar sem nos sentir culpados. Tais atos são comportamentos cometidos em massa, não existe mudança fora dela, pelo menos não em curto prazo.

Brincando com o referencial

Quando faço as coisas no automático vejo quase tudo como concreto, definido, não-flexível e estático.

Quando estou satisfeito isso pode ser bom. Mas não passo muito tempo completamente satisfeito. Pareço menosprezar automaticamente o que já consegui.[não coloquei feliz aqui porque estou quase sempre nesse estado, então ele é o "normal" e não será citado]

Quando estou triste, isso não é nada bom. Parece que não tem saída, que estou fadado ao vergonhoso fracasso. Jorram projeções das consequências, e a pior delas é ter que me aguentar depois. Muito mais fácil é lembrar mecanicamente do sentimento do sufoco e numerar a qualquer hora o que me sufoca. E nisso eu fico focado, como uma engrenagem se atém ao seu trabalho.

Mas chega logo o momento em que canso, e começo a pensar no que, possivelmente, me deixa abatido daquele jeito. É aí que eu vejo que é coisa fútil. Mas não paro por aí. Não me ontento em sentir-me neutro. Eu quero humilhar o sufoco. Eu mudo o meu referencial. Eu penso no que consegui até o momento. Me convenço que já fiz muito, é, fiz muito sim. Eu me sinto satisfeito, realizado, sossegado, pronto pra terceira guerra mundial. Sinto que poderia perder tudo, e ainda sim seria feliz. Só não seria feliz se eu fosse nada. E isso não quer dizer que eu seria triste.

Muito estranho. Mais estranho ainda é saber que esse processo se repetiu muitas vezes no primeiro semestre do ano. Num momento na fossa, noutro, no Olimpo. Como pode? Parece que eu brinco com o meu referencial. Eu brinco com a minha percepção. Eu brinco com a minha realidade. O “problema” é que eu faço isso muito facilmente! Consigo me convencer do que eu quero. Parece dupla personalidade? Talvez seja um resquício disso…..mas me soa mais como eu contra o universo. É que eu pressupus que o “universo” não passa de uma representação que eu fiz dele, e por isso parece uma discussão comigo mesmo. Eu brinco com os meus sentimentos. Levanto-os pra limpar a estante, e coloco-os de volta, se quero. Eu me conforto. Não preciso rezar pra isso. Não preciso crer.

Creio, mas não sei no quê. Creio em algo fundamentalmente diferente de nós, que pode ter surgido do nada e nos dado a oportunidade de existir. Não sei se é onipotente, mas acho que não. Pode acompanhar cada passo de cada ser, ou não. Amo-o por ter possibilitado a existência. Por ter conseguido fazer isso, me parece estar num plano completamente, fundamentalmente diferente. Costumam chamá-lo de Deus. A mim, não importa o nome.

Assim, parece que concordo com alguns pressupostos dos mais comuns, mas não é bem assim. Talvez o tempo ande pra frente e pra trás. Então nada precisaria ser criado. O universo se criaria e acabaria, e depois iria do fim no começo, infinitamente. Talvez seja tudo um ciclo[imagino o tempo como um círculo], e assim nada precisa ser criado. Mas meu pensamento não abstrai o suficiente pra imaginar algo que não precisou ter um começo. Inclusive o ciclo. Não quer dizer que seja impossível. Não acho que quem nos criou precise ser superior a nós. Não sei, na verdade, se acredito em superioridade. Acredito em diferença.

Anyway, sou uma marionete de mim mesmo. Isso quando só tenho que lidar comigo mesmo. Me “engano” fácil. Quem diria…..deve ser o cúmulo da ingenuidade. =D

“A mind, like a home, is furnished by its owner, so if one’s life is cold and bare he can blame none but himself.”
Louis L’Amour

See ya!