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Quatro milhões para Bruna Surfistinha


A notícia é muito velha, mas como eu não assisto televisão, raramente leio alguma coisa dos grandes portais, e no final de semana soube através de amigos que o Ministério da incultura liberou quase R$4.000.000,00 para que a ex-prostituta Bruna Surfistinha lançasse seu filme baseado no próprio livro.

Segue abaixo um trecho da matéria postada no G1:

O Ministério da Cultura liberou esta semana o filme “O doce veneno do escorpião”, baseado no livro autobiográfico da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, para captar R$ 3.998.621,65 por meio de mecanismo de renúncia fiscal. A decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (16).

Eu realmente me surpreendi muito, mas muito mesmo com esta notícia. Penso, aonde andam nossos políticos ao liberarem tamanhas barbáries? Será que existe algo de cultural em contar as histórias de prostituição de uma forma sádica? O governo por um lado insiste tanto em fazer campanhas incentivando o uso da camisinha e a diminuição do sexo, todos os dias pesquisas mostram que os jovens estão cada vez mais promíscuos e o Ministério da incultura libera um filme desses, e dá essa verba? Para eu tal atitude soa totalmente contraditória.
O governo tem tomado atitudes cada vez mais questionáveis, e depois ainda reclamam quando os turistas afirmam que o Brasil é o país do carnaval e do sexo, mas como diria o Chávez, eles “fazem por onde”. A sociedade cada vez mais caminha para a ignorância incentivada pelos políticos que chama qualquer porcaria de cultura. Certamente, você leitor já deve ter recebido via spam do Orkut aquelas mensagens que falam sobre a cultura do Brasil, e eu realmente tenho que concordar. Qualquer livro com cerca de 10.000 exemplares vendidos é considerado best-seller e aclamado pela ‘crítica’, e se pensarmos na questão de leitores, aqui no Brasil ter este número de vendas é alto.

PS: Não, isso não são idéias retrógradas, apenas acho que dar toda essa grana pra fazer um filme ridículo desses não faz sentido nenhum, afinal de contas o que tem de tão cultural neste tipo de filme?