Para mau entendedor…
Escrito por Daniel em 5 julho, 2008
Existe um certo ditado que diz que para bom entendedor meia palavra basta. O contrário não poderia deixar de ser aplicado, afinal de contas, para mau entendedor meia palavra é o suficiente para o mundo saber que o presidente da Bolívia dançou ‘Créu’ na sacada de casa durante um domingo de sol.
Hoje de manhã, após voltar do centro da cidade sentei-me a mesa e fiquei a folhar o jornal local, ato normal pois sempre fico procurando algo interessante para ler, não me interessa muito as fofocas de quem fez o que ou deixou de fazer, mas uma chamada no início do caderno de variedades me fez perceber ainda mais o quão a mídia tradicional pode usar de métodos subversivos para atrair o público. Vejam a figura abaixo…
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Para maiores esclarecimentos: Kinha é uma mulher conhecida na sociedade Venâncioairense, ela preside a Sociedade Olímpica Venâncio Aires (SOVA), é colunista do jornal local e promove anualmente uma festa entre outros eventos.
Vocês notaram a gota de veneno no título da matéria? Eu não sou burro e sei que Miss (quando se trata de dama) é com dois ‘S’, mas, será que essa palavra que é tão pouco usada no nosso dialeto diário é de conhecimento do povo? Logo abaixo da foto, em letras miúdas, a legenda diz: Banda Mizz Brasil promete fazer um belo show. Por quê será que não usaram a palavra Banda no título da matéria?
Será que muitos não tiveram outra impressão ao ler o título? Afinal de contas, conheço poucas pessoas que realmente lêem jornal, a maioria delas fica apenas no folhar como eu fico, em busca de uma notícia interessante lendo os títulos, ou indo procurar o caderno de variedades para ver quem estava nas baladas e barzinhos na noite anterior.
Sutilezas como essas são facilmente percebidas na dita mídia tradicional, e eu volto a bater na mesma tecla*, o capitalismo força atitudes desnecessárias, não passam de questões mercadológicas, ou lei da selva como diz o populacho.
* Santaum, vou ganhar uma camiseta do MST, só me falta o martelo e a foice!
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O mercado e a falta de tempo
Escrito por Daniel em 12 junho, 2008
Como de praxe eu não poderia deixar de falar mal do capitalismo, certas horas chego a ficar receoso por pensar que em breve posso sair por ai com uma foice e um martelo de pedra na mão gritando no meio da rua. Mas eu ainda mantenho minha lucidez.
Conversando com a Anny agora a pouco eu me dei conta de mais uma coisa óbvia, como o trabalho sufoca, aprisiona, nos tira a vida. Veja na íntegra:
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
o que tu faz a tarde?
Rapunzel abilolada diz:
porcaria alguma =x
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
mês que vem quando eu estiver de férias vou ai tomar um chima e comer cuca de limão
Rapunzel abilolada diz:
ok
Rapunzel abilolada diz:
avise antes que eu faço a cuca
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
\o/
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
em 3 anos vou começar a visitar as pessoas novamente
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
como o trabalho sufoca
Rapunzel abilolada diz:
é verdade
Rapunzel abilolada diz:
quando eu trabalhava, meio que perdi minha vida
Rapunzel abilolada diz:
além dos dedos
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
ahuaua
Henrique Artur Wint || Nightwish - Pepsi on Stage - POA - 04/11/2008 diz:
poise..eu em 3 anos vou ter “vida” novamente
Hoje em dia mal temos tempo para dedicar a nós mesmos, o mercado exige cada vez mais de nós, nos trata como puro objeto de troca sem qualquer valor agregado. É a velha história, a fila anda e concorrentes existem aos montes.
Me paro pra pensar e vejo que são raros os momentos em que tenho tempo (num único dia) para dedicar-me à família, blogs e a mim mesmo. Sobra-nos somente os finais de semana, que ainda assim são curtos em demasia para podermos preencher às lacunas deixadas pelas idéias tidas durante a semana, e assim vamos empurrando com a barriga a vida.
Férias, depois de três anos de trabalho eu terei férias novamente, vocês não podem imaginar a minha empolgação com este ‘fato histórico’. Desde já estou planejando chimarrões com os amigos, ir buscá-los na porta do trabalho, visitar todas as pessoas possíveis em meros 30 dias, e é claro, encontrar o pessoal em Porto Alegre que vai ao show do Nightwish no dia 04/11/2008, como vocês puderam notar no meu nick do msn.
Meus pais sempre me disseram, aproveite bem tua adolescência pois depois que tu vira adulto, as responssabilidades aumentar e tempo é o que mais te faltará. Eu nunca imaginei que eles pudessem ter tanta razão. Talvez no dia em que eu virar um blogueiro famoso e ganhar alguns milhares de reais com o AdSense por mês terei tempo para fazer diariamente tudo o que eu planejo hoje, ou talvez continuarei a achar que o tempo é pouco.
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Sensacionalismo capitalista, o BBB da vida real
Escrito por Daniel em 14 maio, 2008
Antes de tudo, uma breve definição sobre sensacionalismo:
Sensacionalismo é geralmente o nome dado a um tipo de postura editorial adotada regular ou esporadicamente por determinados meios de comunicação, que se caracteriza pelo exagero, pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens fortes na cobertura de um fato jornalístico.

Aviso legal:
Eu sei que poderão atirar pedras mas eu darei continuidade mesmo assim, e mesmo eu tendo tendências de mostrar somente o lado ruim do capitalismo, não erguerei a foice e o martelo de pedra.
Falando sobre sensacionalismo, assim como pornografia, o sensacionalismo vende, e vende muito e a um preço exagerado. Quem paga a conta com muita felicidade e principalmente curiosidade em demasia somos nozes, escravos salariados do estado e da sede de sangue fresco, e se esse sangue se tratar de um membro da sociedade a coisa melhora.
Todos assistiram atônitos (assistimos? e tão chocados assim?) ao caso daquela criança que foi arremessado de uma janela em São Paulo. Dia e noite as redes de televisão (as grandes deusas do sensacionalismo) nos bombardearam com matérias, fotos, fatos, documentos, provas, pistas e tudo que pudesse ser levantado sobre algo que tivesse relação com o assassinato. Tudo isso disfarçado sobre o pretexto de levar a informação até o telespectador. Não que informações sejam ruins, noticiar que uma menina foi jogada de uma janela em um prédio em São Paulo e dias depois noticiar que os pais da mesma foram presos pelo assassinato seria já suficiente; Porém não foi este o caso.
O capitalismo é o martelo que impulsiona todo o sensacionalismo, e as redes de televisão são as foices que cortam o cérebro e a capacidade de discernimento da população, deixando quase todos fadados aos seus controles.
Eu fico me perguntando, quantas das dezenas de pessoas que apareceram no dia da prisão do casal, bem como as outras dezenas que ficavam na frente da residência onde os dois permaneceram estavam lá por causa da curiosidade alarmada pelo sensacionalismo da mídia? Essa mesma mídia que gerou o ódio na população (que ódio mais sem justificativa plausível) irá pagar o estrago causado pelos curiosos nos carros da família?
Nenhuma daquelas pessoas realmente quer justiça, nenhuma delas (que não esta envolvida diretamente) quer que a verdade apareça. Eles apenas querem a satisfação do próprio ego. Um dos fatos que foi vinculado junto às matérias e que me chamou bastante atenção; é que casos como esses acontecem freqüentemente, no entanto nenhuma empresa de televisão vai lá divulgar, faz pressão social e jurídica.
Toda essa ponposidade tem tornado a vida de todo ser participante da sociedade um verdadeiro BBB, porém desta vez o assunto é sério, mas continua se tratando de seres com pouco/médio intelecto que estão sedentos por sangue e por vingança.
O Brasil se tornou um bode expiatório dos brasileiros, um país onde um presidente não consegue levantar seu machado de pedra comunista, mas também não sabe assumir uma postura capitalista para que o país cresça de forma ordenada em todas as áreas, principalmente na área social.
Um pouquinho de humor negro para terminar o post:
- O que passa pela rede mas não é gol?
- Isabela Nardoni
PS: E que venha os irritadinhos donos da razão que não tem um dedo de envolvimento na estória da menina dar lição de moral em mim.
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