O Brasil não é tão ruim quanto desejamos que seja

O Presidente Lula disse certa vez que Brasileiro adora falar mal do país no exterior, e em outra oportunidade disse que o povo Brasileiro não tira a bunda da cadeira para exigir e/ou procurar mudanças. E em certos pontos eu concordo.

Quando se fala em Brasil, a primeira coisa que nos lembramos é de corrupção, desgraça e toda a ruindade que estamos acostumados a ver no Jornal Nacional. Porém, quando é para falar algo de bom, praticamente só nos lembramos de carnaval, nordeste, bunda, seleção Brasileira e Ivete Sangalo. O Brasil não é só isso..

No jornal local de sábado achei uma matéria bem interessante referente a Embraer (uma das 4 maiores fabricantes de aviões do mundo, e é Brasileiríssima), vejam a que nível estamos

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Apesar de todas as mazelas que temos neste país, ainda temos coisas muito boas, temos grandes empresas e motivo para sentirmos orgulho do nosso país (não posso falar muito, pois tenho mais orgulho de ser Gaúcho que Brasileiro).

O Brasil ainda oferece excelentes recursos, devemos apenas começar a enxergá-los, ou olhá-los com outros olhos.

Carnaval, quebra-pau e ressaca

Motivado pelos amigos, e membros do mesmo bloco de carnaval (ao qual eu fui convidado e colocado quando estava bêbado), fomos ao baile de carnaval. A idéia não me agradava muito, visto que tenho aversão a este tipo de festa, e música eletrônica de interior não me agrada.

O ponto de encontro foi a casa da Nicole, como estávamos todos fodidos e mal pagos, resolvemos que o melhor meio de ir até o local da festa (era no interior da cidade, quase chegando no município vizinho) era pegar o ônibus que elas colocaram a disposição do pessoal. Rumo a praça da cidade encontramos um outro membro do bloco, mas este estava motorizado, e com uma fiorino. Suando feito porcos fomos até uma revendedora de bebidas da cidade, compramos 1 engradado de cerveja e nos dirigimos ao local.

Ao chegar no local, a concentração de pessoas já era grande, o calor humano era tamanho, e coisas bizarras também. Carros com suas ‘toneladas’ de som, tocando músicas de extrema péssima qualidade, sem um mínimo de conteúdo, e todo mundo rebolava feito pakita.

Com o passar dos copos de cerveja, as coisas começaram a ficar mais divertida, eu comecei a perder meu senso crítico, as músicas que antes eram tão banais e ruins, começaram a fazer meu corpo se mexer, lentamente, e cada vez mais induzido pelas batidas demoníacas eu ia bebendo mais e mexendo ainda mais o esqueleto.

O tumulto pra entrar no local já não me fazia sentir aversão, nem as formigas que insistiam em subir as pernas e corpo acima, aliás, nem as picadas eu sentia mais. Para não perder o ritmo da festa, ao entrar, uma amiga já veio me trazendo uma lata de kaiser, naquelas alturas, eu nem me importava mais em estar tomando repolho curtido, queria apenas era ficar mais bêbado para não sentir-me tão culpado no dia seguinte aproveitar a festa.

Cerveja a R$1,00 era um incentivo a bebida, mas conseguir comprar uma era uma sacrifício tremendo, fiz tal jornada apenas 1 vez, e ainda em um último lapso de lucidez, comprei 5 fichas para não ter que ficar fazendo o mesmo percurso várias vezes. Enchendo ainda mais a cara, bebendo cerveja dos amigos, eu peguei-me descendo até o chão com a Vira-latas na música da piriguete,à qual eu tenho aversão tremenda, e foi neste momento que caímos, e somente via ajuda conseguimos levantar.

‘Danças’ do chão-chão-chão eram coisas comuns, visto que meus ouvidos não escutavam o que tocava, eu apenas deduzia que aquilo era funck e eu e a Mariana tínhamos que fazer aquilo.

Em alguns relapsos de lucidez, eu pensava que eu poderia estar em casa lendo meus livros, mas eu não tinha tempo o suficiente pra levar o pensamento adiante, aquela música demoníaca fazia meu corpo requebrar feito uma pakita, e eu não tinha mais controle sobre mim.

Por fim, a mesma que me colocou em tal situação, também me tirou, o bem e o mal, o equilíbrio.. A cerveja, em certo momento, causou-me tamanho sono, que eu pensava que iria desmaiar. Por fim, graças ao Alan, que apanhou sem motivo aparente na festa, e ficou com o nariz jorrando sangue pra tudo que é lado, eu voltei pra cidade.

Depois do hospital e tudo aparentemente resolvido, tirando as frases de ‘eu vou matar ele’, ‘esse não vive mais 1 dia’, eu dirigi-me para casa, voltei ao consolo da minha estimada cama e dormi pesadamente.

E depois de tudo isso o Slonick do novo-MUNDO diz que cerveja não faz mal..

Notícias do país e do mundo:

Beto Carreiro morreu, duvido que alguém não saiba. Aliás, vou fazer um teste, vou colocar tags referentes a isso pra ver o fluxo de visitas que dará este post…

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O carnaval e suas conseqüências

carnaval.jpgTudo muito bem, tudo muito lindo, festa, praia, sol e mar. O país praticamente parou no final de dezembro e só vai voltar a rotina após a primeira quinzena de março, afinal, é carnaval.

O Brasil é conhecido no exterior como o país do carnaval e da caipirinha, e nós fazemos juz a isto. Muito embora, a festa traga felicidade a população, as conseqüências da mesma também fazem com que o país fique com uma imagem ruim no exterior.

Não tive a oportunidade de presenciar os bailes de carnaval de algumas décadas passadas, mas dado o conhecimento que tenho sobre os mesmo, tais festas, me pareciam muito mais com a proposta do carnaval, que é, trazer alegria e diversão para as pessoas. O carnaval atual, tem se resumido em grande parte a sexo, bebidas e acidentes.

Munidas de belos corpos, alegorias ernomes, as escolas de samba parecem ter perdido a sua essência. Nada mais importo além de ter aquela atriz global famosa como rainha da bateria e fantasias enormes e pomposas. Importam de qualquer lugar do país, as passistas mais belas, deixando para as mulheres da sua comunidade, que fizeram esforços às vezes muito além da sua capacidade, em segundo lugar.

Voltando-se um pouco mais ao norte, temos não apenas os desfiles das escolas de samba, no norte, predominam ainda um pouco da cultura útil do carnaval, embora boa parte já tenha sido banalizada pela população afoita por sexo e bebidas.

Uma época do ano, em que sublinarmente o uso exagerado de bebidas alcoólicas e influenciado, milhares morrem nas estradas devido ao seu estado de embriagues, mas poucas atitudes sérias são tomadas.

Teríamos transformado uma das principais festas do país num enorme festival de banalidades futilidades? Ou será que a inocência e diversão dos bailes de carnaval de antigamente ainda existem?

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