Mãe, eu não quero um Balina
Escrito por Daniel em 15 julho, 2008
Assistindo ao comercial da Havaianas do casal de idosos e da Juliana Paes lembrei de uma atitude tão comum nos adolescentes e muitos adultos desta era. As vítimas do consumismo das marcas, seres que já existem desde que eu me conheço por gente, porém a quantidade de adeptos parece não mudar, só a forma como agem.
As pessoas já não se contentam mais apenas em ter tal produto, elas nescessitam ter o produto de determinada marca e em certas vezes, de determinada cor e modelo. Existe uma imposição de que marcas reconhecidas dão status ao utilizador, um ato que todos parecem aprovar.
Muitas vezes essas atitudes nem se tratam de preferência por determinada marca, pois esse ato é mais comumente aplicável em produtos alimentícios e de limpeza.
Já ouvi relatos de casais que se separaram pois o marido consumia todo o seu salário em acessórios para o carro e em roupas de grife; Os acessórios deviam ser de determinada marca, pois os genéricos o fariam perder status, bem como as roupas.
Este modus operandi das pessoas têm levado muitos a falência, todo dia somos bombardeados com ofertas de dezenas de produtos dos quais, muitas vezes nem necessitamos, consumimos apenas pelo status gerado por ele.
Relacionamentos não se constroem em cima de marcas, mas em cima de laços de companheirismo e confiança. Eu jamais seria um AMIGO de alguma pessoa que ficaria ao meu lado somente por eu possuir determinado produto de determinada marca, muito menos eu teria esta atitude.
Devemos aprender a valorizar mais o lado humano das pessoas, deixando de lado o quesito status. No entanto, se você acha que está é a melhor maneira de aproveitar a sua vida, boa sorte.
E o título? Balina era a marca de um chinelo marca diabo que esteve no mercado durante certo tempo, usar um chinelo desses na minha época de pré-adolescente era vergonhoso. Sorte que evoluímos.
photo credit: Paul Watson
photo credit: BGLewandowski
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Subjetividade relativa ou relativa subjetividade?!
Escrito por Daniel em 6 maio, 2008
Eu estava pensando outro dia sobre o modo de pensar e agir das pessoas (como sempre), certo e errado e demais assuntos relacionados. Foi então que me veio à cabeça o óbvio, tudo é relativo, tudo é subjetivo; Até mesmo a relativa é subjetiva e a subjetividade é relativa, ao inverso contrário do oposto.
Todo valor imposto por alguém é totalmente relativo e subjetivo, nada pode ser afirmado como bom ou ruim porque o bom para um pode ser o ruim para outro. Isso me faz lembrar das afirmações de Nietzsche em ‘Humano, demasiado humano’, onde ele afirmava que conceitos não poderiam ser definidos como certo ou errado simplesmente pelo fato de estes conceitos advirem de pensamentos/idéias e não de algo cientificamente explicado e comprovado. Platão também dividiu do mesmo pensamento em ‘A república’, no entanto o modo como este colocou foi de forma mais subjetiva, ficou mais nas entrelinhas.
Os dois são relativos e subjetivos, podem fazer sentido para eu, porém pode não fazer sentido para você leitor. Ai é que esta a graça da relatividade e da subjetividade, podemos ser drasticamente diferentes, no entanto nunca podemos ser iguais, mesmo subjetivamente, e isso também é relativo.
Com isso eu me pego novamente pensando, como seria o mundo caso não houvesse subjetividade? Estaríamos fadados a uma linha de pensamento/raciocínio padrão?!
Seríamos sempre o mesmo default e isso impediria drasticamente no modo evolutivo pessoal e do grupo?! Creio eu que certamente, porém isso também é subjetivo, pois é baseado em idéias.
Existe um pensamento que diz, ‘tudo é relativo’. Creio eu que nele também poderia ser adicionado o seguinte trecho, ‘tudo é subjetivo’. Ou estaria eu errado? Relativo e subjetivo não é mesmo?!
A subjetividade é relativa, a relativa é subjetiva, ao inverso contrário do oposto.
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