Quer falar comigo? Deixa um recado no Orkut

Written by Daniel on 21 de julho de 2008 – 13:59 -

É esse o retrato dos relacionamentos atualmente, praticamente nada mais é feito pessoalmente. Já vi e ouvi muitas vezes coisas como, ‘quer ser meu amigo? Me adiciona no Orkut’.

Para onde foram as rodas de amigos comendo batata frita e tomando cerveja? Ou ainda o velho carteado em família com as piadas toscas do tio bêbado?

Esta estória de relacionamentos terem migrado para internet está atingindo o limite do aceitável. Eu já pratiquei isso e sei da diferença que é ter um relacionamento normal de um vivído na internet.

Matt & Emily 01

Virtualmente podemos ser um Brad Pitt e uma Juliana Paes sem o menos problema, quem está do outro lado aceitará, ele(a) poderá até desconfiar, mas só até você enviar aquela foto do artista que você diz ser que não apareceu na Playboy ou revista de nú masculino que colará direitinho.

As redes sociais existentes atualmente são praticamente infinitas, chute uma árvore (virtual é claro) e você verá cair dezenas, bem como pessoas com atitudes mencionadas acima. Será que em breve sexo também será virtual? Como no filme do Van Dame (ou Stalone?).

Uma imagem projetada por raios catódicos (ah você é burguês e têm um monitor LCD) ou um painel fino não pode ser mais relevante que alguma pessoa feita de carne e osso, a menos que sua vida seja tão insignificante e vazia que pessoas de carne e osso são totalmente dispensáveis.

Matt & Emily 05

Pense bem, a sua oportunidade de ter uma vida de verdade pode estar a um botão de distância.

Creative Commons License photo credit: stephenHUBBARD

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Saber discernir é fundamental

Written by Daniel on 10 de julho de 2008 – 2:41 -

Saber diferenciar conteúdo bom de ruim é essencial para a sobrevivência de uma mente pensante atualmente (lembrando que o conceito de bom e ruim é relativo), e mesmo nas massas existe muita gente que pensa e produz, as vezes de forma melhor que quem está fora desse aglomerado massificado.

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Creative Commons License photo credit: mvongrue

Refleti sobre isso pois ultimamente tenho olhado novelas, coisas antes incomuns, pois eu achava que as mesmas eram geradoras de conteúdo para conglomerar a maioria e implantar idéias; Sim, a idéia ainda me parece ser realmente esta, porém saber se você quer ou não que aquilo seja implantado em você é que faz a diferença. Nem só de assuntos polêmicos e atualidades é que se faz uma trama, mesmo que essa sugue 90% da totalidade do programa, sempre existirá o momento de descontração; é este o foco que tem me atraído.

No meio de todo conteúdo lixo, sempre exestirá aquele programa (ou pequena parte dele) que poderá te chamar atenção, ser interessante, te fazer refletir sobre algo ou qualquer outra coisa relevante, que num segundo momento pode acabar virando em conteúdo de qualidade.

Até tenho aberto meu S2 para BBB’s da vida, não irei enviar uma fita de eu dançando a dança do créu para tentar participar do próximo programa, mas possivelmente não irei ver ele com os mesmos olhos que olhei as versões anteriores. Certamente haverá pessoas que não saberão diferenciar esquerda de direita, que agradecerão a Deus por nunca terem lido algum livro ou algo relacionado com as opções citadas acimas, mas possivelmente exestirá aquele(a) que dirá algo de útil, algo que poderá virar um post interessante aqui.

A programação da TV aberta é variada, e está disponível para qualquer um. Saber o que você vai aceitar ou não é um problema somente seu. Se você deixar-se influenciar por qualquer bestialidade, mas que ainda assim torne sua vida melhor, boa sorte e felicidades.

A informação é sempre é mesma, a percepção é que muda conforme o receptor.


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Virou modinha

Written by Daniel on 26 de junho de 2008 – 11:12 -

Nota 2.3×5: Iniciei esta postagem lá da empresa, salvei o rascunho no blog e por acidente cliquei em Publicar no Windows Live Writer, por isso vocês receberam este post em seus respectivos leitores de Feed.

Durante o meio dia de ontem eu (como sempre) estava no Orkut, quando atualizo a página inicial vejo que uma amiga havia atualizado o perfil. Fui ver as atualizações, e como eu sei que ela gosta de Amy Winehouse fui verificar os vídeos que ela tinha. Quando eu vi a descrição do primeiro vídeo da senhorita ‘Adega’ eu fiquei pensando, será que é isso mesmo? A descrição era a seguinte…

virou modinha mas a garota é boa.

Não posso afirmar que foi ela quem escreveu isso, até porque os vídeos já possuem descrições próprias quando inseridos no Orkut. Mas será que essa descrição é mesmo necessária? Modinha necessariamente passa a impressão de que é ruim?

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Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

Amy Winehouse realmente caiu no gosto popular, principalmente por causa dos últimos acontecimentos de sua vida pessoal, uma lástima perante ao talento da moça. Desde 2003 Amy lançou apenas dois CD’s, dois ótimos CD’s por sinal.

Eu já tive minha fase adolescente-metaleiro-rebelde (vulgo tr0000000000 para os mais familiarizados) e também achava um cúmulo minha banda favorita lançar um CD em que tivesse uma música comercial, isso era pecado. A banda jamais poderia ter uma música boa e ao mesmo tempo estar tocando em todas as rádios deste país. Mas o capitalismo foi muito mais forte que o meu egoísmo infantil, e eu tomei naquele lugar onde o sol não bate.

Quando escutei o CD Once – Nightwish pela primeira vez, cheguei a ficar irritado por nele constar a música Nemo e Wish I Had an Angel, logicamente eu estava sendo infantil; Que fã “verdadeiro” da banda iria gostar de ver uma música com o mesmo nome de um filme infantil e outra que tinha virado trilha sonora de um filme ruim? Eu não queria que meus “amigos” ouvissem o mesmo que eu, eu deveria ser único.

Martin Pop. Angel 01
Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

Naquela época eu não entendia a evolução que a banda estava tendo, a inserção de uma grande orquestra em um CD muda muita coisa, orquestra em banda de Heavy Metal atualmente é algo comercialmente explorado, e tem casado muito bem. São dois sons distintos e ao mesmo tempo complexos, talvez por isso combine de forma satisfatória pra quase tudo (Alguém já viu o Kiss Symphony? Ficou muito bom).

Os anos passaram e eu comecei a perceber que o que é associado a comercial nem sempre é ruim (não inclua funk ou rap neste quesito ;) ), existem coisas excelentes dentro do POP atual, e nisso se inclui a Miss Winehouse; é comercial mas faz um Jazz/Soul de excelente qualidade.

Até hoje sou ironizado por ter os dois CD’s do James Blunt (aquele que faz trilha sonora romântica para novela das 20horas [21horas]), ainda assim não me intimido em dizer que gosto, e naturalmente possuo os dois CD’s. Ele compõem músicas boas, músicas que são a trilha sonora perfeita (minha opinião, ok?) para o inverno, mas as pessoas não entendem (não querem entender pra falar a verdade) que ele não têm apenas You’re Beautifull e Same Mistake no seu plantel musical.

Se uma banda X acabou tendo um gosto maior pelo dinheiro, e ainda assim continua compondo músicas de excelente qualidade, não existe um motivo/explicação plausível para o fã ficar dando xiliques porque o single tocou na rádio local. Quanto maior o sucesso, melhor para a banda, e maior a possibilidade dela tocar em um local aonde você pode ir sem muita preocupação com gastos e locomoção.

Martin Pop. Angel 02
Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

O comercial ainda está entranhado na mente dos rockeirinhos como sendo de péssima qualidade, eu que sou desse mundo sei que a grande maioria é como cavalo, só olha para frente; não encherga ao seu redor e na maioria das vezes não o quer, literalmente sem noção.

Layla, o Coldplay não ficou melhor depois do sucesso na tua opinião?

Nietzsche é o POP da filosofia, todos o amam e nem por isso os livros dele são ruins. Não existe argumento plausível para afirmar que Nietzsche é ruim só porque meu vizinho que escuta funk adora suas obras. Ou alguém poderia me citar algum?

Lembre-se, nem sempre o que têm grande apelo comercial é ruim, a estória pode ser bem outra! Alguém consegue ouvir os três primeiros CD’s do Tristania um dia inteiro sem ficar irritado? Eu sabia, nem eu, é tr0000 demais para minha cabeça. Justamente por isso que a ‘nova’ banda do Morten não sai da garagem da casa dele.

7up close
Creative Commons License photo credit: twatson


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Ainda existe criatividade?

Written by Daniel on 28 de janeiro de 2008 – 16:04 -

faca-perdida Qual foi o último filme, conteúdo, livro, música ou qualquer coisa que você viu, leu, ou escutou que fosse original?

O último sucesso da Riana (é assim que se escreve?), foi realmente um SUCESSO, muito bem produzido, não me apetece, mas ninguém pode negar que à música esteve nos topos das listas das rádios ao redor do mundo. Com isso o que podemos perceber? Centenas de raperzinhos falidos tentando colocar seu nome novamente na mídia, em cima do trabalho de outra pessoa. Aonde esta o instinto de ser original?

Tal cópia não manteve-se só a rappers falidos, a pouco ouvi uma versão da música do ‘guarda-chuva’ sendo tocada por uma banda de rock. A falta de criatividade esta tomando todas as áreas possíveis. Será que a capacidade humana chegou a tal ponto, que nada mais pode ser inventado, somente copiado e editado quando muito?

A poucos dias, o Rafael postou sobre uma serie, a ‘The 4400′, que traz a mesma proposta de Heroes, porém, foi produzida bem antes da famosa série dos homens com poderes. E eu me pergunto, seria Heroes uma cópia com uma belo marketing em cima?

Hoje mesmo, o Rev. Ibrahim postou também em seu blog sobre o uso do ‘creative comons’ do conteúdo que ele disponibiliza. No deocorrer do texto havia o comentário sobre o uso de tal conteúdo sob forma de venda, novamente eu me paro pra pensar, como alguém pode assinar em letras maiúsculas o atestado de burrice ao vender o conteúdo produzido por outrem, dizendo ser um feito próprio? É a total falta de capacidade para produzir algo que esta assolando a população mundial.

Até quando seremos tão incapazes? Por quanto tempo ainda?


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Fluorescência no dia-a-dia

Written by Daniel on 13 de janeiro de 2008 – 14:26 -

A alguns dias estava eu sentado em frente a minha casa, esperando a carona dos colegas para a janta de final de ano da empresa. Enquanto aguardava, fiquei olhando televisão (coisa rara), e observei um notícia que me chamou muita atenção. Falava sobre cientista japoneses (ou chineses) que criaram por meio de modificação genética um gato que brilhava no escuro, ou seja, um gato fluorescente.

Naquele momento eu fiquei de queixo caído, pois não sabia se eu achava aquilo bizarro ou absurdo, visto que existem tantas doenças para ser curadas, e os caras dos olhos puxados ficam se preocupando em fazer bixanos clubbers (o apelido para os gatos foi dado pelo Kilmister), contudo, aceitei a idéia e resolvi deixar isso de lado. Fotos dos bixanos abaixo
Depois de ver os bixanos, o que poderiamos pensar de tal? Eles poderiam animar as tão frequentadas raves? Ou apenas mais um objeto de desejo dos clubber?! Agora do reino animal é claro.

Passado alguns dias, estava eu me preparando pra sair e fui tomar meu banho, ao entrar no banheiro verifico que só havia restos de sabonete, voltei e fui ao balcão e peguei um sabonete novo, ao abrí-lo que veio-me a surpresa, como se não bastasse termos gatos clubber, agora temos sabonetes clubber.

A supresa foi tamanha ao ver que o sabonete era muito verde limão, e que possivelmente ele poderia ser visto no escuro (não fiz o teste, ainda).

Pelo que ando percebendo, a moda do verde limão fosforescente esta voltando, e parece que desta vez foi emcabeçado por todos os setores da ecnomonia.

Possivelmente, em breve, você poderá comprar nas raves mais badaladas da sua região, o extase fuorescente, quem sabe você também não fique iluminado?!


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