Suicídio, coragem ou covardia?

Escrito por Daniel em 23 julho, 2008

Lembrei a pouco de um trecho do livro ‘Quando Nietzsche chorou’, e o assunto abordado entre os personagens era realmente interessante.

Qual a sua opinião sobre o suicídio?
Tal ato, pode ser classificado como um ato de coragem ou covardia? Explique.

Ropes

Então vamos a minha opinião.

Eu particularmente acho que o ato de cometer suicídio é um grande ato de covardia, no entanto entendo quando o mesmo é classificado como um ato de coragem. E por que?

Covardia pelo simples fato de estar fugindo dos próprios medos, defeitos e teremos, por não ter coragem o suficiente de enfrentá-los da maneira ‘politicamente correta’. Esse pensamento é massificado, “todos” pensam assim e creêm estar corretos, talvez até estamos. Covarde ainda, por não saber lidar consigo próprio, não ter um auto conhecimento de si.

Coragem pelo simples fato de negar todas as benesses que está vida pode oferecer, coragem por ferir-se mortalmente e abdicar dos prazeres carnais tão explorados na última década. Do ponto de vista religioso, corajoso por aceitar uma vida de sofrimento pós-suicídio da qual, segundo a religião novamente, dificilmente se consegue sair dela.

No final das contas, eu continuo achando ser um ato de covardia, ao mesmo tempo que entendo ser um ato de coragem

E por fim, qual o lado que você defende?

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Respeitar o limite alheio faz bem a saúde

Escrito por Daniel em 22 julho, 2008

Aliás, faz bem a saúde de todas as partes envolvidas, e não somente de uma ou duas delas.

Limites físicos são claramente percebidos por qualquer um, mas a questão que quero levantar com esta postagem se baseia nos limites mentais, aqueles onde a barreira entre a realidade e ficção podem se confundir de maneira a distorcer os fatos, enganar tanto o expectador quanto ao locutor.

Como seres humanos dotados de qualidades e defeitos (basicamente falando), cada um de nós têm um limite para variados aspectos, muitas vezes nem nós os conhecemos, e querer que os demais os respeitem vai além da necessidade própria, é questão de bom senso mútuo.

Digo isso, pois neste final de semana tive um claro exemplo de desrespeito dos limites alheios, e a pessoa que o cometia nem percebeu o quão leviano eram seus atos, até dizia ter razão neles, poderia dizer que se tratava de egoísmo, mas a intenção nem era essa, foi meio acidental mesmo.

Ao infinito e além! Mas a 40km/h...

Na minha opinião, esse excedimento por parte das pessoas ocorre pelo alto nível de individualismo que vivemos atualmente. Como já mencionei antes, os relacionamentos tem migrado para a Web e isto traz incovenientes desnecessários. A conseqüência disso é que perdemos a capacidade de perceber as pessoas ao nosso redor.

Nessa incapacidade que temos de enxergar as necessidades (anseios) alheios, também encontra-se a incapacidade de perceber que os demais também possuem limites, e que em muitos casos, quebrar esses limites não é tão simples quanto se julga.

Não sou especialista na área, mas creio que um dos grandes agravadores do ‘aumento das limitações’ é o stress. Essa imponência que a sociedade nos pressiona em “produzir, produzir, produzir, qualidade, números, qualidade, produzir números, estatísticas, números, trabalho, você não deve ter tempo” têm levado muitos ao desespero, relatos de tentativa de suicídio por causa de stress tem aumentado, talvez, à vida tenha chegado ao limite do suportável para tais pessoas. Neste caso, devemos respeitar o limite delas? Afinal de contas, o suicídio pode ser encarado tanto como um ato de coragem como de covardia, mas isto é assunto para uma outra postagem.

Apontar erros/defeitos das demais pessoas é de extrema simplicidade, contudo, encontramos limites (às vezes intransponíveis) para ajudar a resolver estes ‘problemas’, e nem aí percebemos os nossos próprios limites.

No nosso egoísmo raramente iremos perceber o limite alheio, talvez, nem conseguiremos perceber o nosso próprio limite. A ajuda de um terceiro para a análise do caso se faz necessário para tal entendimento.

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