As 8 Inteligências

Ops, mas esse já foi ah, mas esse é o outro autor!

=D

O administrador da Cabala Santaumniana perguntou:

Quais das 8 inteligências - lingüística, lógico-matemática, espacial, musical, corporal-sinestésica, interpessoal, intrapessoal e natural - tu tens mais desenvolvidas?”

Me desculpe pela demora Santo Grande, mas eu estava travando uma batalha mediúnica com a disciplina de Cálculo II. Aí vai a resposta finalmente :

1. Inteligência lingüística: Capacidade de entender e desenvolver uma linguagem. A inteligência lingüística é facilmente percebida no trabalho dos poetas e compositores.
Bem, bem, devo dizer que sou bem melhor no entendimento do que na transmissão…..sinto que muito da minha idéia é perdida durante seu tranporte para o papel ou para os bits. Às vezes me comunico melhor deixando coisas no ar, nas entrelinhas, ou usando a ironia. Nunca consegui escrever uma frase de impacto, daquelas que viram um velho deitado. Qualquer manifestação artística de minha parte parece ridícula quando a leio posteriormente. Talvez seja por essa dificuldade que aprecio tanto escritores como Isaac Asimov, William Blake, Dr. Seuss, Peterson, Santaum, …..
 
2. Inteligência lógico-matemática: Junto com a inteligência lingüística é a mais valorizada no sistema educacional atual. Geralmente, facilidades nessas duas inteligências é que caracterizam o indivíduo inteligente.
Sempre digo que tenho mais dificuldades com exatas do que com humanas. Mesmo assim, acho que essa inteligência é razoavelmente desenvolvida em mim. Tenho dificuldade em provas algébricas simples, pois acho que o começo e o fim é igual, aparente e que demonstrar isso é perda de tempo. Cometi o erro de não me aplicar muito a essa área por achá-la lógica e direta…..bastaria saber as fórmulas, que eu veria a relação nas provas. Isso aconteceu até certo ponto, mas a falta de base me perturba, por vezes. Escolhi engenharia pra fortalecer meu ponto fraco.

3.Inteligência espacial: Capacidade de formar um modelo mental de um mundo espacial e ser capaz de operar utilizando esse modelo. Quando os marinheiros encontravam seu caminho dentre diversas ilhas se guiando apenas pelas estrelas e constelações e da forma como as embarcações navegavam pela água, utilizavam amplamente sua inteligência espacial. Outro ótimo exemplo são os cegos. Possuem um modelo mental do ambiente tão preciso que muitas vezes nem de vara precisam.

Considero-me uma nulidade nesse quesito. Não me perderia na minha cidade, mas não sei se esse é o ponto. Consegui fazer baliza e tudo mais com facilidade para tirar carta, mas não acho que esse é o ponto. Sou muito distraído, não presto atenção nos lugares, não sei como não morri atropelado em nenhuma das vezes que fui pra casa no piloto automático. Eu não veria o Godzilla na minha frente. Quando as luzes se apagam, me viro bem no cômodo, mas o mérito é da paciência.

4. Inteligência musical: Mozart. Bach, Beethoven e tantos outros eram gênios. A facilidade com que desenvolviam seus talentos musicais, até com grandes dificuldades - como a surdez de Ludwig Van - era notável. Quem já foi ao show de Yngwie Malmsteen e viu ele conversar com sua guitarra, sabe do que se trata.

Apenas aprecio essa arte, ainda não aprendi a fazer nada nesse ramo. Mas é, ironicamente, uma das manifestações que eu mais admiro. Ecleticamente.

5. Inteligência corporal-sinestésica: Outro gênio pra sempre lembrado pelo mundo inteiro é Maradonna Biro-Biro Edson Renato Portaluppi Pelé. Pelé se deu mal como empresário, com as mulheres, possivelmente não se dava bem com matemática, nem com línguas. Mas ao ser colocado em um gramado, com uma bola e chuteira nos pés, virava rei. Por que não chamamos esta grande aptidão corporal de inteligência? O que acontece com Federer quando entra em uma quadra de tênis? Ou o que acontecia com Sampras? E Oscar Schmidt?

Há, amo esportes! Posso não ter sido o melhor, mas sempre conseguia entrar no top 5 da turma. Quando criança, era um magrelinho que sempre escolhiam primeiro. Relaxei, engordei, tomei vergonha com 15 anos, conheci o Taekwondo, emagreci 17 kgs, e talvez chegue à faixa preta ano que vem hehehehehe

6. Inteligência interpessoal: Capacidade de entender e se relacionar com as outras pessoas. Como se comportam, como se motivam, como reagem. Políticos, vendedores, professores, grandes líderes - Bento Gonçalves, Getúlio Vargas, Napoleão, Hitler, Pedro Bial - exemplificam este tipo de inteligência. Dizem que até técnicos de futebol a possuem, de vez em quando duvido.

Agora não sei. Acho que melhorei. Até a oitava série, nem pedia pra ir ao banheiro quando estava em aula, de vergonha. Na oitava série, tive que ser narrador de uma peça teatral da escola. Nos ensaios, li sem erros; na hora, gaguejei demais. Mudei de escola, fiz grandes amigos, perdi a vergonha, e fui avisado na noite da formatura do terceiro colegial que eu leria o juramento. Li sem erros, sem ensaios, hehehehehe.  Entendo e respeito a opinião alheia, argumento sem perder a paciência e gosto muito de conversar. Previ atitudes de pessoas e grupos de pessoas muito bem em algumas oportunidades…..isso não quer dizer que tentei 10 vezes e acertei em 4. Eu acertei em 4. Acontece que muitas tramas se desenrolam sem que eu perceba…..talvez seja porque não fico prestando atenção nessas coisas, assim como não presto atenção nos lugares. Muitas das vezes em que vejo duas pessoas discutindo, penso que falam a mesma coisa. Estão apenas mudando os adjetivos. Uma interferência, nesse caso, pode provocar confluência.

7. Inteligência intrapessoal: Capacidade de fazer autocrítica. Capacidade de formar um modelo preciso de si mesmo e o utilizar para melhor se postar na frente dos problemas. Definitivamente técnicos de futebol não a possuem.

Preciso? Eu faço um modelo suficientemente preciso de mim para saber que não há nada “preciso” ou pré-definido. Este é suficientemente preciso, também, para saber que não é possível viver totalmente livre de pressuposições. Presto mais atenção aos defeitos. Quando quero, vejo o que há de bom. Acho que isso basta.

8. Inteligência natural: Essa é a inteligência mais nova, só incluída na teoria de Gardner mais recentemente. Relaciona-se com a capacidade de entender e interagir com a natureza. Habilidade de se relacionar com animais, plantas, entendimento dos processos naturais, etc.

Meu pai, eu e minha família, no geral, gostamos da natureza. Visitamos sítios e ranchos com frequência, e não aqueles ‘frufrus’. É acampamento na raça. Trilha no meio da mata densa. Sapos, argila e aranhas. Cavalos, vagalumes e estrume de vaca. Cãibra, desafios e guerras com mamonas, goiabas ou estrume, hahahahaha

Amo a natureza, e também nossas atitudes naturais. Essas sim mostram nossa essência.

Narrow approach? How deep are you willing to go down the rabbit hole? 

E eu gostaria de saber qual a opinião da Anny, a Rapunzel, sobre suas 8 inteligências. É claro, se estiver disposta a discorrer sobre o assunto.

Mutação

 

 É disso que trata um dos mais antigos livros da Terra: I-Ching.

Beware, bit traveler: you’re about to enter a Oceanus Procellarum site.

Segundo a lenda, o imperador chinês Fu Hsi estava passeando à beira de um lago, quando um dragão submergiu daquelas águas…..o tal dragão tinha, desenhado em suas costas, o Bagua, ou Taichi, ou Taegeuk, ou o Yin Yang com oito trigramas [combinação de três traços, ininterruptos ou segmentados] em sua volta, que seriam a base de todos os outros 64 vindouros.

Ao ver aquilo, o imperador teve uma brainstorm: viu que aquela era a resposta para tudo no universo[e Einstein perdendo tempo procurando a Teoria de Tudo, quando ela já estava lá desde sempre, hehehehehe].Dado o pontapé inicial, acredita-se que houveram mais três autores que colaboraram com o livro. Entre eles, Kung Fu Tsé, latinamente conhecido como Confúcio. Alguns dos autores eram objetivos; o último deles, subjetivo ao extremo, deixando a leitura [mais] árdua e multifacetada.

Combine isso ao fato de que o chinês usado no livro é hoje arcaico: nem os chineses sabem a tradução correta.

Este livro é um símbolo extremamente forte[depois citarei como ele está presente na minha vida a cada dia], e sobreviveu a crises e pontos de mutação:houve a época em que místicos-filósofos eram contratados para aplicar os ensinamentos e mensagens ‘biscoitonho da sorte’ na administração dos impérios; houve a época em que o martelo e a foice quase extinguiram o livro que atuava como um prisma, onde qualquer luz incidente se transforma num leque de luzes dissidentes, sugerindo que não há verdade absoluta, mas sim mutação constante[o livro sobreviveu na clandestinidade até que uma nova versão foi impressa, e a foice do ceifador sinistro aquietou-se];assim como houve a época em que Gottfried Leibniz viu seu sistema binário aplicado nos trigramas: simples, objetivo, elegante e fundamental; há a época onde o conhecimento é mais valorizado do que em qualquer outra era, e quase qualquer um pode ler as informações do tal livro e ver onde elas se aplicam em sua vida diária.

 

Estava eu, há alguns anos, aproveitando a programação paga recém adquirida[com muito esforço]:programa sobre artes marciais. Vi o Tai Chi Chuan, onde a força do oponente transforma-se em seu pior algoz; vi a modalidade de Kung Fu onde todos os movimentos eram feitos pisando-se nos trigramas imaginários; vi yoga; vi a busca constante de equilíbrio.

Estava eu, há alguns anos, tendo meu primeiro contato com a Física: aprendi como todas as forças vêm em pares, com seu oposto equivalente.

Estava eu, há alguns anos, na casa de amigos:lá foi comentado a prática de Taekwondo, e foi assim que comecei a aplicar mais energicamente alguns ensinamentos do I-Ching em minha vida, sem perceber.

Estava eu, há alguns anos, vivendo e descobrindo o mundo:cheguei à conclusão, para a minha surpresa, que o mau não era, de todo, mau. Sem ele, como eu poderia saber o que é bom e aproveitar isso? Cheguei à conclusão de que o certo e o errado eram relativos. Relativos demais. Nem perto da certeza absoluta, inabalável e irremovível que eu achava reinante.

E estava eu, semana passada, pensando sobre os símbolos para fazer um post no 21horas. Foi nesse shatter point que tudo começou a se encaixar perfeitamente: os taeguks do Taekwondo[análogos a katas do Karate ou katis do Kung Fu], não por acaso, começam e terminam com o praticante no mesmo ponto. Não por acaso, têm esse nome. A bandeira da Coréia do Sul, não por acaso, tem o taegeuk vermelho e azul em seu centro, com os trigramas representantes do céu, terra, fogo e água[ou Paraíso, Terra, Sol e Lua; ou harmonia, simetria, equilíbrio e circulação; ou virtude, justiça, cortesia e sabedoria; e por aí vai]. O dobok do Taekwondo [análogo ao Kimono do Karate e Judo] é branco, e isso não representa só a pureza; já que o praticante de Hapkido[arte irmã, torção que usa a força do oponente] tem dobok preto, e ele não é impuro; o branco[yang] simboliza o sol, o movimento, a força, o masculino, o calor, a rapidez: o Taekwondo é rápido e agressivo, treinos físicos pesados, chutes explosivos; o preto[yin] simboliza o estático, a maciez, a conservação, o feminino, a noite: o Hapkido é circular e suave, ataca pontos críticos e usa a força do adversário…..alguém que pratica as duas artes tem possibilidades de atacar incessantemente quando necessário, e se defender de oponentes muito mais fortes quando preciso. No Taekwondo, o atacante definitivamente machucará seu oponente, e talvez se machucará no processo; no Hapkido, o praticante deixa a escolha para seu oponente: mexa-se mais um centímetro e romperá seus próprios ligamentos. Uma junção das duas? Ideal e necessária.

 

-O equilíbrio emocional foi decisivo em muitos pontos da minha existência: na hora de prestar vestibular; na hora de priorizar um futuro bom em detrimento de uma vida boêmia em função de status[ruim, diga-se de passagem]; na hora de abaixar[ou levantar] a cabeça e reconhecer que o tão buscado equlíbrio emocional permaneceu por tempo demais confundido com inação e, de certa forma, insensibilidade; na hora de ignorar atitudes prejudiciais tomadas por outrem para me atingir, ou atingir quem eu amo, e não buscar vingança[tá, talvez o que tenha tido grande contribuição para me convencer a optar pela inação mais uma vez foi a certeza de que o equilíbrio seria reestabelecido, de uma forma ou de outra; eu não precisaria sujar minhas mãos para tal, muita gente o faz por impulso, em toda oportunidade(inclusive o outrem citado anteriormente, capisce?); e acho, sinceramente, que não conseguiria(mesmo que quisesse) vingar-me seguindo o modus operandi do outrem: com a sutileza de um trem desgovernado]

Essas são apenas algumas vertentes das aplicações infindáveis do Livro das Mutações.

-Acontece que até o equilíbrio deve ser equilibrado. Eu demoraria muito para me expressar sobre isso, e teve alguém que já o fez bem melhor do que eu jamais faria:”Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco…” [José Prat]

Mindfucking Brainstorm! Ahn, not that much.

Trechos do I-Ching:

“As leis naturais não são forças externas às coisas, mas representam a harmonia e o movimento inerente às próprias coisas”

“Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação.
A luz poderosa que fora banida ressurge.
Há movimento, mas este não é gerado pela força…
O movimento é natural, surge espontaneamente.
Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil.
O velho é descartado e o novo é introduzido.
Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.”

 Hum, I think that’s it…..farewell, my friends.

“In times of adversity, be not without hope, for crystal rain falls from black clouds.” [Nizami]

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Saiba conviver com a sua dor

Um fato ocorrido com um amigo meu neste final de semana me fez pensar sobre isso, será que somos capazes de conviver apenas com a nossa própria dor ou a de um familiar? Ou sempre estaremos angariando parte da dor alheia para nós? A fim de fugirmos das nossas próprias dores!?

Stonecold
Creative Commons License photo credit: Duckproductions

Penso que por não sabermos conviver corretamente com a nossa própria dor usamos deste artifício (angariar a dor alheia) para termos uma fuga e aliviarmos à alma. Contudo em todas as postagens que falei a respeito das ações humanas, em boa parte delas, se não todas, eu via as ações como uma fuga do próprio eu. Estamos preparados a viver com a dor? Aliás, estamos preparados para viver?

Todos temos os nossos fantasmas, isso é inerente a qualquer ser, todos conhecemos nossos medos (ou deveríamos conhecer) e até mesmo sabemos como sanar estes problemas, mas será que estaríamos prontos para isso? Será que teríamos coragem de viver em paz conosco? Seria possível alguém aguentar viver por longas épocas como se fosse a própria terceira pessoa de si? Eu particularmente ainda tento, eu fujo, contudo eu convivo.

Voltando ao meu amigo, ele assumiu a dor de cotuvelo da guria pela qual ele esta apaixonado. Ela acabou de terminar um namoro e como em boa parte dos casais ela esta sentindo um certo ódio pelo ex, meu amigo acabou assumindo este ódio, que antes era uma amizade. Até que ponto estaríamos dispostos a assumir a dor alheia? Será que isso valeria a pena, certos sacrifícios são válidos em casos semelhantes?

Eu particularmente tento me manter afastado das dores alheias, muitas vezes tento me manter afastado das minhas próprias dores. A meu ver cada indivíduo deve conviver com a sua própria dor, sem que um terceiro assuma parte dela e acabe se envolvendo em cenários que antes eram de paz. É a velha estória, ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’.

Então, enquanto me viro nos lençóis
E novamente não consigo dormir
Saio pela porta e sigo pela rua
Olho as estrelas sob meus pés
Recordo de justos que tratei mal
Então, aqui vou eu
James Blunt - Same Mistake

Confuso? Nem tanto, ou talvez somente o bastante.

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O normal sou EU

Durante muito tempo tenho lido, visto e ouvido acerca de que pessoas como eu são anormais na sociedade em que vivemos, que somos um grupo elitista e fora dos padrões do grupo em geral. Pois eu lhes digo, o normal sou eu, bem como minhas idéias e planos.


Creative Commons License photo credit: donjohann

Quanto aos esportes
Garotos como eu não praticam muitos esportes e em geral não são experts nos que gostam de praticar. No entanto a sociedade tem padrões fixados de que somos sedentários, que vivemos plantamos sobre um computador e que em nossas estantes ao invés de medalhas de melhor atleta temos punhados de livros. Praticar esportes faz bem a saúde, agora dizer que em sua maioria os acéfalos corredores atrás de uma bola são a elite do bem-estar e progresso de uma sociedade é demasiado exagero. Para eu não interessa a quantia em euros paga pelo jogador tal, mas quanto de dinheiro sobrará do meu salário para poder comprar o livro X, investir na minha cultura é algo que eu faço sempre que posso e isso me traz felicidade, me faz um membro normal dessa sociedade que impõem padrões distorcidos do bem e do mal, do certo e do errado.

Quanto as gurias
Este é um ponto subjetivo, eu particularmente não namoro, não por falta de oportunidades, e no entanto não pretendo por um bom tempo. Sou um tanto impaciente para certos padrões femininos e suas necessidades de demonstração de sentimentos. No entanto somos julgados de forma que não gostamos de gurias, que seremos eternos virgens de boca e de sexualidade. O normal novamente sou eu, pois não saio por ai para ficar com 30 gurias em uma única noite, tento transar com todas elas em menos de uma hora e acho o máximo ser o maior dos idiotas que trocou o cérebro pela cabeça que esta localizada entre as pernas.

Quanto ao meio de locomoção
Em geral guris como eu preferem investir o dinheiro que possuem em algo de útil e não gastar este mesmo dinheiro em diversos acessórios e coisas pra fazer seu carro virar único mundialmente. Tunning é bonito, no entanto eu não vejo motivos satisfatórios para gastar R$20.000,00 para deixar o Gol 95 com uma cara diferente dos demais Gol’s 95. Por não fazermos parte destes mesmo padrões somos novamente taxados como geeks (antigo nerd)(eu gosto desse termo) sem uma vida social e punheteiros de plantão. No entanto eu vejo que investir em cultura, educação e lazer vale muito mais do que colocar em algum bem material, novamente o normal sou eu.

Quanto a vida social
Pessoas como eu tem a vida um tanto afastada dos acontecimentos da sociedade em que vivem, em geral procuram enxergar e buscar algo mais interessante para ser feito do que comentar que a filha de tal pessoa foi pega no motel fazendo sexo oral com outra tal pessoa da cidade. Pessoas como eu procuram pessoas com idéias e atitudes semelhantes, pois enxergam nessas pessoas que valham a pena ser exploradas na amizade. Eu sou normal, pois busco na vida e nas pessoas a felicidade, e não mais um bode expiatório.

Quanto aos assuntos
Pessoas como eu não estão interessadas em saber quem foi a última beldade excluída do BBB ou qualquer coisa do gênero, em geral suas discussões baseiam-se em assuntos interessantes variando conforme a hora. Muito menos buscamos saber quem são tais pessoas que fizeram tais coisas na festa tal da cidade. Nós somos normais pois nos preocupamos conosco e não vivemos em prol das futilidades alheias.

Quanto a necessidades que eles tem de nos manter
Mesmo com toda a sua pomposa hipocrisia a sociedade tem a necessidade de nos manter, pois sabem que somos o motor que faz mover as grande engrenagens do poder e do crescimento. E eles, acabam tornando-se os peões do acaso e da mesmice. Acabam sendo o que sempre foram e sempre serão, dando continuidade a uma bestialidade que eles conhecem, no entanto não sentem a mínima vontade de mudança.

Quanto à música
Guris como eu escutam música de qualidade, tem um ‘paladar’ mais apurado pela mesma. Jovens como eu são considerados adoradores do demônio por gostarem de rock, mesmo que uma parte destes escutem algo relacionado a gospel. Somos considerados o mal da sociedade por não freqüentarmos e interagirmos com os demais membros que estão fora do nosso grupo.

Eu sou o membro normal dessa sociedade, a quem eles maltratam e depois veneram! E você, é normal* também?

*Cada um tem a sua maneira de enxergar a normalidade.

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