O Labirinto do Fauno

labirinto-do-fauno-poster11 O Labirinto do Fauno é um filme com autoria de Guillermo del Toro, foi produzido no México e lançado em 2006.

O início do filme começa narrando a história de uma princesa muito curiosa, que vivia num reino subterrâneo, e devido a sua curiosidade ela abandona o seu lar para conhecer o mundo dos humanos.

Após essa introdução, a garotinha aparece no filme como Ofélia (Ivana Baquero), uma menina de 10 anos apaixonada por livros e contos de fadas. No filme ela aparece como filha de Carmen (Ariadne Gil). Neste ponto, as duas dirigem-se para o campo onde o padrasto de Ofélia, Vidal (Sergi Lopez) encontra-se. Vidal é o capitão das forças fascistas do general Franco, um homem rude, sádico e que maltrata Ofélia, tendo como único interesse seu filho com Carmen que esta para nascer.

Ao redor de sua nova moradia, Ofélia encontra ma fada que a leva a um labirinto, lá ela encontra o Fauno, um ser metade humano e metade bode que a convence de que ela é a princesa que fugiu do seu reino; E que para ela voltar deve realizar três provas e provar ser mesmo a princesa.

Em meio à guerra, e aos medos da época Ofélia dispõe-se a enfrentar seu padastro e seus medos para salvar sua mãe humana e a seu futuro irmão, além de cumprir às provas que o Fauno lhe propõe para que então ela possa voltar ao seu reino.

A fábula mágica é muito bem produzida, cenas ricas em cores sombrias, suspense, emoção e um belo enredo fazem do filme uma bela viagem pela fantasia. Com um conteúdo fantástico e tiradas inteligentes o filme alcançou três Óscares e muitos outros prêmios.

Prêmios recebidos:

Óscares:

  • Melhor Direção de Arte
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Caracterização

Globo de Ouro:

  • Melhor filme estrangeiro

Bafta:

  • Melhor Filme Estrangeiro
  • Melhor Caracterização
  • Melhor Guarda-Roupa

Goya:

  • Melhor Revelação Feminina (Ivana Baquero)
  • Melhor Argumento Original
  • Melhor Caracterização
  • Melhor Som
  • Melhores Efeitos Especiais
  • Melhor Fotografia
  • Melhor Edição

Ganhou o Independent Spirit Awards de Melhor Fotografia, além de ser nomeado na categoria de Melhor Filme.

Quatro milhões para Bruna Surfistinha

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Creative Commons License photo credit: The Iglesia`s

A notícia é muito velha, mas como eu não assisto televisão, raramente leio alguma coisa dos grandes portais, e no final de semana soube através de amigos que o Ministério da incultura liberou quase R$4.000.000,00 para que a ex-prostituta Bruna Surfistinha lançasse seu filme baseado no próprio livro.

Segue abaixo um trecho da matéria postada no G1:

O Ministério da Cultura liberou esta semana o filme “O doce veneno do escorpião”, baseado no livro autobiográfico da ex-garota de programa Bruna Surfistinha, para captar R$ 3.998.621,65 por meio de mecanismo de renúncia fiscal. A decisão foi publicada no Diário Oficial de segunda-feira (16).

Eu realmente me surpreendi muito, mas muito mesmo com esta notícia. Penso, aonde andam nossos políticos ao liberarem tamanhas barbáries? Será que existe algo de cultural em contar as histórias de prostituição de uma forma sádica? O governo por um lado insiste tanto em fazer campanhas incentivando o uso da camisinha e a diminuição do sexo, todos os dias pesquisas mostram que os jovens estão cada vez mais promíscuos e o Ministério da incultura libera um filme desses, e dá essa verba? Para eu tal atitude soa totalmente contraditória.
O governo tem tomado atitudes cada vez mais questionáveis, e depois ainda reclamam quando os turistas afirmam que o Brasil é o país do carnaval e do sexo, mas como diria o Chávez, eles “fazem por onde”. A sociedade cada vez mais caminha para a ignorância incentivada pelos políticos que chama qualquer porcaria de cultura. Certamente, você leitor já deve ter recebido via spam do Orkut aquelas mensagens que falam sobre a cultura do Brasil, e eu realmente tenho que concordar. Qualquer livro com cerca de 10.000 exemplares vendidos é considerado best-seller e aclamado pela ‘crítica’, e se pensarmos na questão de leitores, aqui no Brasil ter este número de vendas é alto.

PS: Não, isso não são idéias retrógradas, apenas acho que dar toda essa grana pra fazer um filme ridículo desses não faz sentido nenhum, afinal de contas o que tem de tão cultural neste tipo de filme?

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