Símbolos
Posted by Darto" on
May 11, 2008

Muitos são os que têm aversão a eles. Dizem que tem gente que se prende muito aos símbolos e esquece de onde vieram[ou essa gente nunca quis saber?]. Vão atrás dos símbolos para passarem uma imagem falsa. Bom, muitos realmente fazem isso…mas não condene o trigo pela existência do joio!
Símbolos são muito necessários. Ao vermos um deles, lembramos de toda a ideologia que o gerou…ele simplifica, reúne, acumula, er…simboliza. Economiza espaço. Chega uma hora em que codifica.
Claro que tem gente que atribui mais significado que o necessário. Vemos coisas absurdas por aí. Não se contentam com o que foi, aumentam, multiplicam, inserem, ‘exponenciam’, er…banalizam. Triste, muito triste. Vide ramificações da arte moderna[excrémentss de artiste].
Alguns ostentam sem saber o que é. Alguns o fazem de propósito. Quem sabe o lado bom e o aproveita raramente se preocupa com estes ‘alguns’.
Os bons símbolos que saltam-me à vista podem lembrar-me de coisas concretas e ideologias milenares, e ao mesmo tempo remetem-me à mil divagações…um professor disse que a beleza está na simplicidade. Acho bem mais bela aquela simplicidade que guarda todas as complexidades. Talvez fosse isso que ele quis dizer, e eu simplesmente não percebi de imediato.
Continua desprezando símbolos? Bom, eles estão até no trânsito, não é? Mas aqueles são simples símbolos que avisam onde atitudes simples devem ser tomadas. Muitos não têm paciência nem para esses.
Ah, você não precisa de símbolos? Eles são completamente vis e execráveis? São balelas, usados só por status? Bom, a escrita é feita deles, fundamentalmente. Você nunca gostou de português, mesmo? Do que são compostos os algarismos indo-arábicos, então? O que eles são?
Talvez seja por isso que eu goste tanto de inglês…ele me parece bem mais simbólico. Hum, o latim também…ah, qualquer língua que não seja padrão[a principal, a que eu aprendi primeiro], qualquer língua que me escape…o inglês já não escapa mais.
É por isso que gosto de brasões! De nomes de famílias! De história, desenhos, títulos, hierarquias, convenções, unidades, marcas não vazias!
Parece que aprecio cada vez mais as dificuldades, o desequilíbrio, que é necessário para que haja movimento em direção ao equilíbrio, inalcançável…e o que simboliza isso, o desconhecido, o desafio? Ah, por isso amo também as incógnitas, os códices, as entrelinhas, os paradoxos!
E minha singela homenagem[após a belíssima Cerimônia Comemorativa do Dia das Mães do Capítulo Demolay Juventude de Catanduva, nº44] ao mais importante de todos os símbolos na minha vida: mãe!
Você agrega informação de tudo que é bom, de tudo que é certo, de tudo que é perfeito, sagrado, indispensável, seguro, resistente, perseverante, lapidado, ininterrupto, altruísta, incondicional, infinito! E mesmo que o mundo todo desista de lutar pelas boas virtudes, que o mundo todo caia no caminho fácil e destrutivo, e mesmo que tudo lute contra a perpetuação dos bons sentimentos, eu não desistirei nem perderei a esperança, mãe…porque eu te conheci!
[Claro que nunca existirão símbolos para tudo...mas talvez tudo seja símbolo.]
Hum, agora tenho que treinar os Taegeuks pro Taekwondo…abraço!
Postagens relacionadas:
%RELATEDPOSTS%
tags: amor, começo, comemoração, discordianos, Filosofia de banheiro, mãe, mães, paradoxo, paralelo, pessoa, pessoas, shatter point, símbolo
8 Comments
Paradoxo
Posted by Darto" on
April 18, 2008

Quando eu era mais novo não gostava de nada que não fizesse sentido. Odiava, por exemplo, quando um filme acabava e coisas ficavam sem explicação. Pensava: “Se for pra fazer desse jeito, até eu consigo! Criam um mistério e não o resolvem, não mostram de onde veio? Ficam só com a parte fácil…”[não vi nenhuma graça no 'Bruxa de Blair', quando o assisti, há tempos].
Odiava palhaços. Os de circo, mesmo. Sonhava que precisava de informações, e tudo que eles sabiam fazer era ficar pulando de lá pra cá, gastando energia e tempo sem nenhuma finalidade significativa.
Odiava não saber o que estava se passando. Odiava ter que esperar para puxar a corda e dar os nós, ter que aguardar para que tudo se resolvesse.
Pois bem,o tempo passou, e veja só…
Comecei a jogar RPG com meus primos de São Paulo, durante as férias. Quando começávamos a estória, ela era muito envolvente e queríamos chegar logo ao fim, para ver “do que se tratava tudo aquilo”. A pressa não ajudava e “morríamos” no meio do jogo…perguntávamos o que aconteceria se chegássemos ao final, para o elaborador da estória. Ele respondia: “Vocês morreram e não têm como descobrir”. Se fosse pelas minhas antigas preferências, pararia de jogar. Acharia que criar o começo era muito fácil, e que ele não devia nem ter pensado no final. Acontece que eu acreditava e ainda acredito na capacidade dele em criar estórias com explicações coerentes e criativas. E mesmo não as tendo achado, só fiquei mais curioso e com mais vontade de jogar.
Pensei que talvez meu interesse tinha se mantido por minha crença na existência da explicação, e que foi minha falta de capacidade a culpada por não tê-la encontrado.
Fui ler um livro de contos Stephen King[em outra brecha no período letivo, na casa dos meus primos, em São Paulo], um renomado escritor de suspense, pois nenhum filme do gênero que assisti, durante anos, tinha conseguido me assustar. Percebi que muitos dos contos não tinham nenhuma explicação para os fatos decorridos…droga! Mas espere um minuto…achei um que tem! Li, alvoroçado, até o final, e onde esperava achar um deus explicando todos os pormenores complexos que permitiram a ocorrência da estória[até num nível subatômico] encontrei, bem…um ser humano. Pensei: “Só isso?”…e esse pensamento foi infinitamente mais decepcionante que o antigo.
Conheci em aulas do ensino médio e superior, sem contar na internet, incontáveis paradoxos científicos…comecei com o Paradoxo do Avô[sobre viagem no tempo], depois vi os Paradoxos dos Irmãos Gêmeos, de Monty Hall, do Quebra Cabeça do Quadrado Perdido, de Informação no Buraco Negro, da Força Irresistível, de Mpemba, do Gato de Schrödinger[explicado anteriormente por meu amigo Daniel, de Goiânia, que está cursando Engenharia Elétrica aqui na Unesp de Ilha e não tinha citado o nome do paradoxo...agora entendo o nome do blog, e tentarei lê-lo mais], da Onipotência, da Predestinação, do Mentiroso, de Petronius, de Zeno e de Galileu, entre outros, até o mais recente: Paradoxo do Empuxo[graças ao professor Edinilton, Física II]. Posso passar horas discutindo qualquer um deles, e eles levam o título de paradoxo justamente pelo fato de que ninguém, até agora, os solucionou[e provavelmente nem eu o faria]. Pelas minhas antigas preferências, eu manteria muita distância destes assuntos…
Li livros de Isaac Asimov onde eram discutidas a natureza e constituição do Universo:nem ele tinha certezas. De fato, uma das grandes habilidades dele foi mostrar várias possibilidades, seus pontos fracos e fortes, e me deixar escolher, lidando com minhas incertezas.
E pasmem: me tornei um grandíssíssimo palhaço.
Parece que comecei a tomar gosto pelos mistérios inexplicáveis, em todos os níveis. Desde aqueles que aparecem em estórias de livros infantis até aqueles que regem o nosso universo, passando pelos presentes nos livros de história e em cada pronunciamento feminino[que trazem sempre infinitas entrelinhas, desconfio que propositalmente]. Não preciso dizer, dentre os mistérios listados, qual é o mais interessante…tampouco preciso dizer que minha mudança de preferências constitui, bem…um paradoxo.
“…You’ve got somethin that I understand
Hold it in tightly, call on command
Leap of faith, do you doubt?
Cut you in I just cut you out…”
Nonetheless, Darto will be back.
Postagens relacionadas
%RELATEDPOSTS%