Amarras internas, você as conhece?

PS: Rascunho feito à algumas semanas.

Durante estes poucos meses que venho blogando, tenho percebido que muitas vezes tive (e ainda tenho) atitudes medíocres. Generalizar conceitos e pessoas estão inclusas neste quesito, o lado bom disto é que desta forma, descobri minhas amarras internas, e tenho tentado melhorar.

Uma vez decidi alçar vôos mais altos, soltar amarras e ir além, hoje sou um pouco de tudo que já odiei e achei ridículo, ironias do destino; contudo nem todas as amarras foram soltas. Inicialmente liberatei-me das amarras musicais, deixei aquele espírito adolescente-metaleiro-revoltado e conheci artistas realmente muito interessantes fora do meio Heavy Metal. Eu ouço o que me agrada, e o que eu quero escutar.

FDR Memorial / I Hate War
Creative Commons License photo credit: chriswatkins

Ainda não estou totalmente liberto das amarras sociais, ainda tenho uma certa cautela ao lidar com pessoas, e geralmente sou mais frio que o necessário; Ainda ostento uma aurea tímida misturada com anti-socialismo-adolescente. Sorte que crescemos e evoluímos, saber diferenciar pessoas (mesmo que por cima) é um mal necessário para a manipulação do bem-estar pessoal, pode ser uma atitude rasa como diz o Peterson mas, será que conseguimos viver sem ela?

Julgar pessoas nos levam para caminhos distintos, a escolha nem sempre pode ser a mais correta, mais no momento em geral é a melhor, mais saudável diria um amigo.

As suas amarras internas estão ali, bem no início dos seus pensamentos, são o núcleo da maioria das suas idéias, objetivos e pensamentos. Depende de você querer continuar com elas ou mudar, melhorar.

Poderíamos pensar que seria inútil libertar-se de algumas amarras para pular dentro de outras, esta linha de pensamento não esta tão errada se analisada do ponto científico, mas do ponto filosófico existe dois lados da mesma moeda, e qual deles é melhor ou pior, só depende de VOCÊ.

Evoluir é necessário, será que você esta preparado para se queimar em sua própria chama? Ou você nem resurgiu das cinzas, ainda?

Entre a guerra e a paz, eternamente lutando.. assim você dirige a sua vida, escolha sempre o lado vencedor.

Obrigado pela inspiração pequeno Peterson.

Mutação

 

 É disso que trata um dos mais antigos livros da Terra: I-Ching.

Beware, bit traveler: you’re about to enter a Oceanus Procellarum site.

Segundo a lenda, o imperador chinês Fu Hsi estava passeando à beira de um lago, quando um dragão submergiu daquelas águas…..o tal dragão tinha, desenhado em suas costas, o Bagua, ou Taichi, ou Taegeuk, ou o Yin Yang com oito trigramas [combinação de três traços, ininterruptos ou segmentados] em sua volta, que seriam a base de todos os outros 64 vindouros.

Ao ver aquilo, o imperador teve uma brainstorm: viu que aquela era a resposta para tudo no universo[e Einstein perdendo tempo procurando a Teoria de Tudo, quando ela já estava lá desde sempre, hehehehehe].Dado o pontapé inicial, acredita-se que houveram mais três autores que colaboraram com o livro. Entre eles, Kung Fu Tsé, latinamente conhecido como Confúcio. Alguns dos autores eram objetivos; o último deles, subjetivo ao extremo, deixando a leitura [mais] árdua e multifacetada.

Combine isso ao fato de que o chinês usado no livro é hoje arcaico: nem os chineses sabem a tradução correta.

Este livro é um símbolo extremamente forte[depois citarei como ele está presente na minha vida a cada dia], e sobreviveu a crises e pontos de mutação:houve a época em que místicos-filósofos eram contratados para aplicar os ensinamentos e mensagens ‘biscoitonho da sorte’ na administração dos impérios; houve a época em que o martelo e a foice quase extinguiram o livro que atuava como um prisma, onde qualquer luz incidente se transforma num leque de luzes dissidentes, sugerindo que não há verdade absoluta, mas sim mutação constante[o livro sobreviveu na clandestinidade até que uma nova versão foi impressa, e a foice do ceifador sinistro aquietou-se];assim como houve a época em que Gottfried Leibniz viu seu sistema binário aplicado nos trigramas: simples, objetivo, elegante e fundamental; há a época onde o conhecimento é mais valorizado do que em qualquer outra era, e quase qualquer um pode ler as informações do tal livro e ver onde elas se aplicam em sua vida diária.

 

Estava eu, há alguns anos, aproveitando a programação paga recém adquirida[com muito esforço]:programa sobre artes marciais. Vi o Tai Chi Chuan, onde a força do oponente transforma-se em seu pior algoz; vi a modalidade de Kung Fu onde todos os movimentos eram feitos pisando-se nos trigramas imaginários; vi yoga; vi a busca constante de equilíbrio.

Estava eu, há alguns anos, tendo meu primeiro contato com a Física: aprendi como todas as forças vêm em pares, com seu oposto equivalente.

Estava eu, há alguns anos, na casa de amigos:lá foi comentado a prática de Taekwondo, e foi assim que comecei a aplicar mais energicamente alguns ensinamentos do I-Ching em minha vida, sem perceber.

Estava eu, há alguns anos, vivendo e descobrindo o mundo:cheguei à conclusão, para a minha surpresa, que o mau não era, de todo, mau. Sem ele, como eu poderia saber o que é bom e aproveitar isso? Cheguei à conclusão de que o certo e o errado eram relativos. Relativos demais. Nem perto da certeza absoluta, inabalável e irremovível que eu achava reinante.

E estava eu, semana passada, pensando sobre os símbolos para fazer um post no 21horas. Foi nesse shatter point que tudo começou a se encaixar perfeitamente: os taeguks do Taekwondo[análogos a katas do Karate ou katis do Kung Fu], não por acaso, começam e terminam com o praticante no mesmo ponto. Não por acaso, têm esse nome. A bandeira da Coréia do Sul, não por acaso, tem o taegeuk vermelho e azul em seu centro, com os trigramas representantes do céu, terra, fogo e água[ou Paraíso, Terra, Sol e Lua; ou harmonia, simetria, equilíbrio e circulação; ou virtude, justiça, cortesia e sabedoria; e por aí vai]. O dobok do Taekwondo [análogo ao Kimono do Karate e Judo] é branco, e isso não representa só a pureza; já que o praticante de Hapkido[arte irmã, torção que usa a força do oponente] tem dobok preto, e ele não é impuro; o branco[yang] simboliza o sol, o movimento, a força, o masculino, o calor, a rapidez: o Taekwondo é rápido e agressivo, treinos físicos pesados, chutes explosivos; o preto[yin] simboliza o estático, a maciez, a conservação, o feminino, a noite: o Hapkido é circular e suave, ataca pontos críticos e usa a força do adversário…..alguém que pratica as duas artes tem possibilidades de atacar incessantemente quando necessário, e se defender de oponentes muito mais fortes quando preciso. No Taekwondo, o atacante definitivamente machucará seu oponente, e talvez se machucará no processo; no Hapkido, o praticante deixa a escolha para seu oponente: mexa-se mais um centímetro e romperá seus próprios ligamentos. Uma junção das duas? Ideal e necessária.

 

-O equilíbrio emocional foi decisivo em muitos pontos da minha existência: na hora de prestar vestibular; na hora de priorizar um futuro bom em detrimento de uma vida boêmia em função de status[ruim, diga-se de passagem]; na hora de abaixar[ou levantar] a cabeça e reconhecer que o tão buscado equlíbrio emocional permaneceu por tempo demais confundido com inação e, de certa forma, insensibilidade; na hora de ignorar atitudes prejudiciais tomadas por outrem para me atingir, ou atingir quem eu amo, e não buscar vingança[tá, talvez o que tenha tido grande contribuição para me convencer a optar pela inação mais uma vez foi a certeza de que o equilíbrio seria reestabelecido, de uma forma ou de outra; eu não precisaria sujar minhas mãos para tal, muita gente o faz por impulso, em toda oportunidade(inclusive o outrem citado anteriormente, capisce?); e acho, sinceramente, que não conseguiria(mesmo que quisesse) vingar-me seguindo o modus operandi do outrem: com a sutileza de um trem desgovernado]

Essas são apenas algumas vertentes das aplicações infindáveis do Livro das Mutações.

-Acontece que até o equilíbrio deve ser equilibrado. Eu demoraria muito para me expressar sobre isso, e teve alguém que já o fez bem melhor do que eu jamais faria:”Sempre que alguém afirma que dois e dois são quatro e um ignorante lhe responde que dois e dois são seis, surge um terceiro que, em prol da moderação e do diálogo, acaba por concluir que dois e dois são cinco…” [José Prat]

Mindfucking Brainstorm! Ahn, not that much.

Trechos do I-Ching:

“As leis naturais não são forças externas às coisas, mas representam a harmonia e o movimento inerente às próprias coisas”

“Ao término de um período de decadência sobrevém o ponto de mutação.
A luz poderosa que fora banida ressurge.
Há movimento, mas este não é gerado pela força…
O movimento é natural, surge espontaneamente.
Por essa razão, a transformação do antigo torna-se fácil.
O velho é descartado e o novo é introduzido.
Ambas as medidas se harmonizam com o tempo, não resultando daí, portanto, nenhum dano.”

 Hum, I think that’s it…..farewell, my friends.

“In times of adversity, be not without hope, for crystal rain falls from black clouds.” [Nizami]

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Paradoxo

Quando eu era mais novo não gostava de nada que não fizesse sentido. Odiava, por exemplo, quando um filme acabava e coisas ficavam sem explicação. Pensava: “Se for pra fazer desse jeito, até eu consigo! Criam um mistério e não o resolvem, não mostram de onde veio? Ficam só com a parte fácil…”[não vi nenhuma graça no 'Bruxa de Blair', quando o assisti, há tempos].

Odiava palhaços. Os de circo, mesmo. Sonhava que precisava de informações, e tudo que eles sabiam fazer era ficar pulando de lá pra cá, gastando energia e tempo sem nenhuma finalidade significativa.

Odiava não saber o que estava se passando. Odiava ter que esperar para puxar a corda e dar os nós, ter que aguardar para que tudo se resolvesse.

Pois bem,o tempo passou, e veja só…

Comecei a jogar RPG com meus primos de São Paulo, durante as férias. Quando começávamos a estória, ela era muito envolvente e queríamos chegar logo ao fim, para ver “do que se tratava tudo aquilo”. A pressa não ajudava e “morríamos” no meio do jogo…perguntávamos o que aconteceria se chegássemos ao final, para o elaborador da estória. Ele respondia: “Vocês morreram e não têm como descobrir”. Se fosse pelas minhas antigas preferências, pararia de jogar. Acharia que criar o começo era muito fácil, e que ele não devia nem ter pensado no final. Acontece que eu acreditava e ainda acredito na capacidade dele em criar estórias com explicações coerentes e criativas. E mesmo não as tendo achado, só fiquei mais curioso e com mais vontade de jogar.

Pensei que talvez meu interesse tinha se mantido por minha crença na existência da explicação, e que foi minha falta de capacidade a culpada por não tê-la encontrado.

Fui ler um livro de contos Stephen King[em outra brecha no período letivo, na casa dos meus primos, em São Paulo], um renomado escritor de suspense, pois nenhum filme do gênero que assisti, durante anos, tinha conseguido me assustar. Percebi que muitos dos contos não tinham nenhuma explicação para os fatos decorridos…droga! Mas espere um minuto…achei um que tem! Li, alvoroçado, até o final, e onde esperava achar um deus explicando todos os pormenores complexos que permitiram a ocorrência da estória[até num nível subatômico] encontrei, bem…um ser humano. Pensei: “Só isso?”…e esse pensamento foi infinitamente mais decepcionante que o antigo.

Conheci em aulas do ensino médio e superior, sem contar na internet, incontáveis paradoxos científicos…comecei com o Paradoxo do Avô[sobre viagem no tempo], depois vi os Paradoxos dos Irmãos Gêmeos, de Monty Hall, do Quebra Cabeça do Quadrado Perdido, de Informação no Buraco Negro, da Força Irresistível, de Mpemba, do Gato de Schrödinger[explicado anteriormente por meu amigo Daniel, de Goiânia, que está cursando Engenharia Elétrica aqui na Unesp de Ilha e não tinha citado o nome do paradoxo...agora entendo o nome do blog, e tentarei lê-lo mais], da Onipotência, da Predestinação, do Mentiroso, de Petronius, de Zeno e de Galileu, entre outros, até o mais recente: Paradoxo do Empuxo[graças ao professor Edinilton, Física II]. Posso passar horas discutindo qualquer um deles, e eles levam o título de paradoxo justamente pelo fato de que ninguém, até agora, os solucionou[e provavelmente nem eu o faria]. Pelas minhas antigas preferências, eu manteria muita distância destes assuntos…

Li livros de Isaac Asimov onde eram discutidas a natureza e constituição do Universo:nem ele tinha certezas. De fato, uma das grandes habilidades dele foi mostrar várias possibilidades, seus pontos fracos e fortes, e me deixar escolher, lidando com minhas incertezas.

E pasmem: me tornei um grandíssíssimo palhaço.

Parece que comecei a tomar gosto pelos mistérios inexplicáveis, em todos os níveis. Desde aqueles que aparecem em estórias de livros infantis até aqueles que regem o nosso universo, passando pelos presentes nos livros de história e em cada pronunciamento feminino[que trazem sempre infinitas entrelinhas, desconfio que propositalmente]. Não preciso dizer, dentre os mistérios listados, qual é o mais interessante…tampouco preciso dizer que minha mudança de preferências constitui, bem…um paradoxo.

“…You’ve got somethin that I understand
Hold it in tightly, call on command
Leap of faith, do you doubt?
Cut you in I just cut you out…”

Nonetheless, Darto will be back.

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Indagações Bizarras - 1

Na vida sempre existiram e certamente sempre existirão curiosidades e dúvidas com respeito a muitas coisas. Hoje inaugurei uma nova categoria que tem o mesmo nome da postagem. A intenção? Justamente postar curiosidades bizarras para ver se os leitores têm as respostas para às dúvidas, mesmo que as mesmas sejam tão bizarras quanto podem ser.

1 - Mãe, o céu vai até aonde?

Filho, até milhares de metros de altura, depois tudo é espaço infinito.

Infinito? Mas infinito até aonde? Até quando? E com qual sentido?

2 - Como podem surgir adorações por coisas tão banais?

Quer um exemplo simples e prático? RELIGIÃO. As pessoas se agarram tanto e a veneram tanto e no fundo eu não entendo o real motivo para isso, seria medo?! A fé remove montanhas, o medo remove planetas.

3 - Aonde iremos parar?

A tecnologia evoluiu a tal ponto que a curva gráfica esta praticamente inclinada a 90 graus e subindo, até onde iremos parar? Será que nos destruiremos antes de ver tudo, ou quase nada?

4 - Buracos negros?

Aonde eles nos jogariam? Sobreviveríamos a eles? Iríamos para outro universo ou um universo paralelo?

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A necessidade da auto-afirmação

Postado em Conspirações, o conteúdo desta postagem é crítico, e pode ferir o ego de alguém.

Toda sociedade ou grupo de pessoas necessita de um líder, fato este já consumado. Todos necessitam de alguém que denomine as ações de cada indivíduo dentro de um determinado local, todos somos de certo modo submissos a outrem. Problemas surgem quando um líder é denominado devido aos seus valores, sendo que estes valores são em grande parte ruim, e são todos amparados pela sociedade. A auto-afirmação é inerente ao ser humano, cabendo apenas a cada um ter o controle.

A auto-afirmação tem se tornado mais freqüente em vários locais da sociedade, geralmente protagonizada por jovens irresponsáveis ou com idéias deturpadas sobre o ser, ter e viver. Durante as últimas décadas temos visto a diminuição do machismo, e um aumento do feminismo. Por longos séculos homens se auto afirmavam senhores do poder e do mundo, mas a sociedade evoluiu e este sentimento hoje em dia se da de forma silencioso. Desde cedo as crianças aprendem que homem não chora, que deve ser forte e que jamais deve levar um desaforo para casa. Esta última é de fácil compreensão e aceitação.

Com o crescimento da criança e durante longos anos escutando as mesmas frases machistas, ao chegar à juventude este déficit de ideais é mais largamente visível e explorável. É na juventude que vemos os quase adultos impondo como autoridades máximas os seus carros tunados, fazendo dos mesmos uma máquina de desrespeito aos demais e uma forma de auto-afirmação machista. São esses mesmos carros que exibem a máxima do déficit de boas idéias, geralmente mostradas em pegas nas vias urbanas e como forma de ‘pegar minas’.

A televisão local Gaúcha e Catarinense tem exibido há vários dias propagandas com atrizes famosas falando sobre a violência no trânsito. São propagandas que atingem de certa forma a fundo o status de ‘macho dominante’ e a cabeça de ervilha dos jovens que enxergam em um volante o santo graal da vida. Não creio que essas propagandas tenham algum efeito significativo, afinal de contas as pessoas são ensinadas a pensar de tal maneira desde a infância, e mudar tal pensamento já na juventude é algo que me soa meio utópico, vide a sociedade em que vivemos.

O status de ’sou o macho dominante’ garante poder a pessoa que prega e tem tal status. Tal poder que a meu ver, raramente é empregado de forma consciente e saudável. O status na sociedade de hoje tem dado poder excessivo as pessoas, poder que a grande maioria anseia em ter, porém nem todos tem a chance de alcançá-lo. A sociedade obriga as pessoas a buscarem tal poder, mas coloca barreiras intransponíveis a certos indivíduos, e muitos não conhecem e conseguem viver em contradição.

O caminho para uma sociedade saudável todos conhecemos, investir em educação é preciso, porém pelo que eu tenho notado nossos governantes não estão interessados em investir em educação, afinal, fechar bibliotecas públicas e escolas tem se tornado uma prática comum.

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