A válvula de escape - Livros
Posted by henriquewint on
May 30, 2008
É possível que existam várias postagens com o título ‘A válcula de escape - xxx’, onde analisarei e colocarei meu ponto de vista em cada um dos temas que estiver substituindo o xxx.
Muito embora eu compreenda que todos os que circulam por aqui procuram ter um conhecimento e cultura acima da média nacional; e também produzem conteúdo de qualidade, nós sempre precisamos de uma válvula de escape para aliviarmos o estresse que o dia-a-dia e a mesmice nos causam.
A necessidade de descanso do cérebro é inerente a qualquer pessoa, não exista ser que consiga estar sempre batendo na mesma tecla eternamente, a mudança de vez em quando se faz necessária em todos os aspectos que formos para para analisar.
Ontem li no novo-MUNDO a lista dos livros mais lidos no país.. Essa lista traz tanto livros bons quanto ruins (MINHA OPINIÃO), mas ei de concordar que a Bíblia estando em primeiro lugar faz este fato ficar mais preocupante ainda. O Brasileiro quase não lê, e quando o faz pega livros de histórias infantis e fábulas da Disney.
Consta nesta lista um certo número elevado de livros Brasileiros, muito de grandes escritores do passado e que até hoje são sinonimo de orgulho nacional e de literatura de qualidade. Lembre-se que nem tudo que é pop é ruim, e só porque o seu vizinho não sabe o quão ‘A República - Platão’ é magnífica não significa que ele seja um acéfalo funcional (talvez até seja). Nunca julgue um livro pela capa (faça o que eu digo, não o que eu faço).
Desta lista li apenas 1 e 1/2 livro, pois ‘O Segredo’ é demasiado ruim e eu não consegui chegar até a metade, assim como no filme. No ranking o livro ‘O Código da Vinci’ encontra-se em segundo lugar. Eu li e recomendo, achei um livro muito interessante e a história bastante divertida. Mas tenho que concordar com o Santaum, Dan Brown esta mais para roteirista/diretor de Hollywood que para escritor. O que mais posso exaltar sobre essa história é o filme e a trilha sonora que são realmente espetaculares, esta última inclusive encontra-se na ‘minha lista’ de melhores álbuns de todos os tempos.
Em qual ponto eu quero chegar com o parágrafo acima?
Quero dizer que todos nós precisamos - mesmo que somente de vez em quando - desligar-se da seriedade e das complexidades que buscamos nos livros (se todos fazem isso). Eu gosto muito de ler Nietzsche, acho os livros dele muito interessantes e de uma valia sem tamanho. Só que não é racional ficar o resto da vida em cima de Nietzsche’s, Schopenhauer’s, Kafka’s da vida. Uma hora ou outra teremos que descançar, aliviar.
O último livro que li* não era nenhuma grande obra de Sócrates, mas o único até hoje que eu li em um dia (260 páginas em PDF). É um romance comum mas que me fez ficar grudado a cada página, a simplicidade também sabe ser viciante. Não devemos ter preconceitos somente porque isso ou aquilo não tem um tema underground ou um autor que morreu alguns milênios A.C. (novamente, faça o que eu digo, não o que eu faço).
* O livro se chama EQM do Papa Ibrahim Cesar, chegou hoje e em breve farei uma resenha completa.
O ’serumano” precisa da sua dose diária de besteira.
5 bons livros e 1 que pode apodrecer na estante
Posted by henriquewint on
March 27, 2008
Indicado pelo Evandro Cesar do Parem o Mundo para este interessante meme, descreverei abaixo cinco livros que até então eu li e recomendo aos demais, e um (ou alguns) que poderiam apodrecer na estante, largado às traças. Na lista não colocarei obras de filosofia pura pois são livros que a pouco comecei a ler.

photo credit: hipsxxhearts
1 - A casa das Sete Mulheres - Letícia Wierzchowski (Não tente pronunciar o sobrenome)
Literatura tradicionalista gaúcha emocionante e envolvente de tamanhas proporções, causando diversas sensações com o decorrer da leitura. Como não poderia deixar de ser eu como um gaudério li e gostei muito da obra. Como li este livros a muitos anos, justamente na época em que a mini série estreou eu já não me lembro muito, porém a Wikipédia sim. ![]()
“Ao rebentar a Revolução Farroupilha, seu principal líder, Bento Gonçalves, já aclamado herói gaúcho, antes de partir para o campo de batalha, manda tirar mulheres e crianças de sua família do epicentro do conflito e os envia para o interior da província de São Pedro do Rio Grande. Na estância da Barra, de propriedade de sua irmã Ana Joaquina, um local protegido e de difícil acesso, eles estariam a salvo e longe dos horrores da guerra.
Bem casado com a uruguaia Caetana, Bento formava uma família-modelo que suscitava a admiração e inveja de seus amigos e inimigos. Quando sua família se reúne para refugiar-se na estância da Barra, Caetana segue com a filha mais velha, Perpétua, e os filhos pequenos. E são acompanhadas pela irmã mais nova de Bento, a amarga Maria, e suas três jovens filhas: Manuela, Rosário e Mariana.
É na estância que essas mulheres vão descobrir a dor e o prazer, a solidão e o amor, enfim, viver todas as angústias de uma guerra. É lá que elas vão esperar por seus homens - relacionamentos existentes e outros que ainda vão surgir -, e viver a amargura do abandono e a intensidade dos poucos momentos de alegria. É lá que elas vão fazer o impossível para mantê-los vivos e lutar por seus ideais. E viver de suas intuições e premonições com as quais tecem o fio condutor de suas vidas.
Entre tantos heróis envolvidos no conflito - como Onofre Pires, Antônio de Souza Neto, Afonso Corte Real e Davi Canabarro - está o italiano Giuseppe Garibaldi. No campo de batalha, em meio a tantos homens, se destaca uma mulher de fibra, Anita, a futura esposa do corsário Garibaldi, por quem deixa um casamento e parte em busca de aventuras e incertezas. Garibaldi desperta o amor da doce Manuela, numa história de amor e angústias.
Esta é a história desta revolução - o mais longo conflito civil do continente americano - sob o ponto de vista dessas mulheres. Com idades e temperamentos diferentes, elas enfrentam toda a sorte de privações, dificuldades, tentativas de invasão e saque sem jamais abrir mão dos seus sonhos, paixões e projetos de vida.”
A Wikipédia soube definir melhor que eu. ![]()
2 - Quando Nietzsche chorou - Irvin D. Yalom
Esta é uma obra no estilo ‘livro de cabeceira’, que deveria estar presente em todo lar para ser lido e relido diversas vezes. No romance, uma bela jovem procura o Dr. Josef Breuer suplicando-lhe que cure à loucura de um amigo e antigo namorado. Após muita insistência o paciente, Nietzsche resolve ir a procura do doutor. Em meio a consultas e discussões filosóficas sobre a vida do médico e do paciente ambos firmam um trato para que um cure o outro de sua doença. Com uma linguagem envolvente e um final brilhante o livro traz a tona muitos dos problemas vividos diariamente por milhares de pessoas.
3 - O Silêncio dos inocentes - Thomas Harris
Um policial direcionado a qualquer tipo de leitor, com linguagem simples e dinâmica, contendo boas passagens e uma boa descrição dos cenários, que fazem com que o leitor crie uma imagem fiel do ambiente que o autor tenta passar. O livro é dividido em pequenos capítulos e não contém muitas páginas. É o primeiro de uma trilogia muito bem desenvolvida, o personagem principal, Hannibal é tão bem desenvolvido na trama que em alguns momentos é possível pensar na existência do mesmo. O livro virou filme, bem como os outros dois seguintes da trilogia.
4 - Hannibal - Thomas Harris
Hannibal é o livro que da seqüência ao Silêncio dos Inocentes, neste mostrando já Hannibal fora da prisão, contando sua trajetória pela Europa e de volta aos EUA para encontrar Clarice Starling, agente que o entrevistou para que ele a ajudasse a desvendar os mistérios dos assassinatos do primeiro livro.
Assim como seu antecessor ele também ganhou as telas do cinema.
5 - O Código da Vinci - Dan Brown
O Código da Vinci é um livro que gerou polêmica na sociedade, tendo grande ascensão após a declaração de que o mesmo ganharia as telonas. O livro tem um texto bom e é bem desenvolvido, a narrativa é instigante e gera curiosidade no leitor. É um típico livro para aquele tipo de leitor casual, que não se interessa em demasia por questões mais sérias a respeito da vida e do universo, ser e ter. Como o Santaum já havia comentado aqui, Dan Brown esta mais para diretor hollywoodiano do que para escritor, e não há como discordar. PS: A trilha sonora do filme é a melhor que eu já escutei
E não menos importante, abaixo segue uma pequena lista de livros que por minha vontade, poderiam ficar apodrecendo nas estantes.
Paulo Coelho’s da vida poderiam ficar às traças que eu jamais tomaria qualquer atitude para tirá-los de lá. Não é o tipo de leitura que me agrada nem por casualidade.
Livros de pessoas escritos em finais de semana e autobiografias são coisas que eu vejo como se não fosse agregar nada de valor.
Indicados:
Blog do Lucho
Blogstoteles
Globalizando
Agradeço ao Evandro por ter me indicado neste Meme cultural.
tags: apodrecer, bons livros, cinco, livros, livros ruins, Meme
10 Comments
Lendo nas entrelinhas
Posted by henriquewint on
March 7, 2008

photo credit: spaceodissey
Até hoje, a maioria dos livros que eu li eram de dois tipos distintos. O primeiro largava a idéia de forma bruta e com a interpretação pronta, o leitor tinha apenas o trabalho de assimilar o que esta escrito naquelas linhas. O segundo entregava as idéias nas entrelinhas, de forma passiva e mais surpreendente e, para mim de forma mais agradável e que me fazia querer mais do livro.
Eu considero estes dois tipos de leitura muito bons, agradáveis como os que sempre busquei. O primeiro por fazer a idéia ficar clara e límpida, fazendo com que o leitor entendesse claramente e facilmente a idéia que o autor quis passar. O segundo por sua magnitude em fazer o leitor pensar no momento da leitura e interpretar cada frase, retirar das entrelinhas a magia de todo aquele parágrafo e refletir sobre as substâncias ocultas.
Ler nas entrelinhas me parece despertar a criatividade que existe no leitor e não aprisioná-lo a certas possibilidades de pensamentos, a entender os vários raciocínios que estão ocultos e assimilar estes mesmos de forma mais rápida e fácil. Pelo menos é isto que percebo nestes tipos de livros.
Romances também são leituras agradáveis, eu particularmente gosto de dar aquela quebrada no clima e deixar a filosofia um pouco de lado. Mesmo sendo clichê, o livro ‘O código da Vinci’ é muito interessante (a trilha sonora é melhor ainda), foi um dos romances que mais gostei de ler. Existem nas entrelinhas deste livro algumas idéias muito interessantes que podem facilmente passar despercebidas se não lidas com atenção.
Você, leitor do 21horas. Qual o tipo de leitura prefere? Os que entregam o pensamento ou os que te fazem buscar o pensamento que esta escondido atrás das frases? Se quiserem fazer disto um ‘meme’, à vontade, a idéia surgiu-me repentinamente, mas não gostaria de ser injusto.
tags: entrelinhas, leitor, leitura, livros
4 Comments
A arte de gastar
Posted by henriquewint on
January 31, 2008
Mas gastar de forma saudável.
Depois de muito sentir saudades da leitura, e ficar mais animado após o post do Santaum sobre algumas dicas de leitura, fui a caça. Durante à tarde pesquisei alguns títulos que me interessariam, procurei na internet, haviam bons preços.. mas eu queria algo para JÁ, para hoje, não gostaria de ficar esperando alguns dias até que a encomenda chegasse aqui nos confins do RS.
Fiz uma listinha e fiquei aguardando com ansiedade o final do expediente, pois então eu iria comprar meus livros novos, saciar minha fome de leitura e com isso, poderia ter novas idéias revolucionárias para postar aqui.
Ao chegar na papelaria, peço a moça que verifique os livros que eles dispunham, para minha surpresa e do mesmo modo, desânimo, somente 1 dos 6 livros e mais um autor que eu selecionei, tinham na loja. Esse é um dos grandes problemas de se morar em uma cidade pequena, raramente se encontram coisas ditas ‘de nicho’. Creio eu que Schopenhauer e Nietzsche não sejam nicho, pelo menos não para mim.
O livro pelo qual mais me interessei foi ‘O apanhador no campo de centeio’, livro que achei por volta de R$25,00 em alguns sites, mas que aqui na cidade custavam R$44,00 e somente sob encomenda, o que acarretaria em ver a disponibilidade, mais alguns dias até a entrega, e minha paciência já terminou por ai.
A cada novo livro que ela verificava no sistema, eu somente recebia um: ’só via encomenda’. Até que uma alma perdida havia na estante. ‘O principe - Maquiavel’.. Algo pelo menos se salvou… minha outra alternativa foi andar algumas quadras a mais e ir até a biblioteca pública municipal. Pelo menos desta vez, alguns títulos a mais eles tinham, o problema era que estavam emprestados. Acabei ficando somente com ‘Crítica da Razão - Kant’..
Recorrendo desta vez a uma pequena livraria quase escondida, as respostas foram as mesmas, somente via encomenda, já que estava muito afim de livros, comecei a vasculha a unica parede que o local possuía. Dessa vez achei alguns títulos interessantes, como ‘A república - Platão’ e ‘A arte da guerra - Sun Tzu’..
Após retornar ao lar me pego pensando sobre a qualidade da leitura dos brasileiros.. Seria ótimo que todos cultivassem este bom hábito, porém a maioria odeia.. E os que gostam, estão lendo o que? Será que pessoas que leêm livros de filosofia são um nicho tão pequeno que não vale a pena manter livros ‘consagrados’ em prateleiras? Será que as pessoas interessam-se somente por livros com menos de100 páginas e que tragam uma linguagem extremamente fácil de ser interpretada? Ou isso é apenas um problema de uma pequena cidade do interior gaúcho?!
Gastei R$30,00 em 3 livros, um bom empreendimento pessoal, quando um consumista experimenta a ‘arte de gastar’ consigo mesmo, a satisfação é imensa, somente consumistas entendem do que eu falo.
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