Hora do almoço no banco
Written by Daniel on 8 de fevereiro de 2008 – 15:21 -Intervalo de apenas 1:30 horas entre o expediente da manhã e o da tarde, 3 bancos para ir e aposentados afoitos para receber a aposentadoria, resultado disso é sofrimento na certa, ainda mais com a agradabilíssima temperatura de mais de 30 graus.
A saga de hoje começa as 11:45 horas, horário em que eu saio para o almoço, através da carona dos colegas me adianto em mais de 30 minutos entre a empresa e os bancos, porém, os aposentados tem mais tempo livre na hora do almoço e adoram sair na hora do rush para ir buscar a sua merecida aposentadoria.
Ao caminho do banco surge a agradável conversa sobre as pessoas que pedem ajuda no caixa eletrônico, meus pensamentos logo se voltaram para a situação em que eu previ que iria passar, dito e feito, chegando ao primeiro banco, uma fila enorme, 1 caixa para depósito, dois caixas multifuncionais e um deles sendo arrumado, maravilha, 15 minutos a mais de espera.
Se tem uma coisa que eu não gosto em fila de banco, é gente ignorante reclamando, geralmente não fazem a mínima questão de aprender como funcionam as coisas, mas reclamam que um funcionário não fique ali 100% do tempo para fazer tudo por eles, preguiçoso nessas horas me irrita em demasia.
Após ajudar uma pessoa a retirar sua aposentadoria, chega um atendente do banco, esta faz as operações para o cidadão reclamão que aguardava, ele esperou mais de 10 minutos na fila pra tentar tirar R$10,00. Frustrante foi ver que ele só tinha R$7,75 pra retirar, e ainda achou ruim que não iria conseguir tirar R$5,00 no caixa eletrônico, santa paciência dos demais que aguardavam.
Banco 1 resolvido, vamos ao banco 2, este já com mais do dobro de caixas eletrônicos, e cerca do triplo de pessoas. É meu dia de sorte, um caixa totalmente livre, só aguardando que eu o bolinasse e pegasse meu dinheiro. Creio que não era meu dia de sorte, ele conseguiu implicar na leitura do meu cartão, na senha. Nas letras, nos botões, e depois de uns bons minutos acariciando aquela máquina, ela resolve entregar meus trocados.
Banco 2 resolvido, então, sobraria só o último, o que mais me dava medo, a chegada foi extremamente desanimadora, uma fila de aposentados que dava voltas dentro do banco, e uma fila para pessoas físicas que dava duas voltas no banco e uma fila para o caixa eletrônico que dava cerca de 2 voltas dentro do banco. Depois de pouco mais de 1 hora sentindo cheiro de asa, perfumes doces (provavelmente peguei uma diabetes devido aos perfumes), excursões de famílias do interior vindo ao banco, só não trouxeram o cachorro, mas o restante veio, gente reclamando, chingando, batendo boca, ignorância nem se comenta, é nessas horas que vemos como as pessoas são realmente preguiçosas em aprender a manusear qualquer coisa que não seja uma televisão, e também pessoas inocentes.
Passados todo aquele vuco-vuco, libertei minha mente e pensei que poderia então aproveitar o X do banha, o X mais famoso e gostoso da cidade, pois além do tradicional recheio, você pode encontrar também pelos pubianos, pelos de cachorros e gatos, e se você tiver muita sorte, vem até um molhinho especial, que ninguém sabe a fórmula ainda, mas existem teorias nada ortodoxas afirmando que tal molho trata-se dos fluídos espermáticos do dono da lancharia.
Como estava lotado, e já passava das 13 horas e o expediente da tarde na empresa já havia começado, resolvi ir até uma lancharia mais vazia. Após comer um X de frango, pego uma bela long neek e me dirijo até o ponto de taxi para voltar ao trabalho.
Ir ao banco em início de mês é uma aventura e tanto, não há nada que pague sentir todo aquele calor humano, e mais ainda todo aquele agradável cheiro das pessoas que aderiram ao banho somente nos sábados. A melhor parte vem ao entregar todo teu dinheiro ao funcionário, aquele mesmo dinheiro que você passou dias para conseguir.
Existe um provérbio (será que pode ser chamado de provérbio?) popular que diz o seguinte: “Eu gostaria de ser pobre só um dia na vida, porque ser pobre todo dia é muito ruim”. A frase é um clichê tremendo, mas eu admito, faz muito sentido.
E você, conte suas experiências bancárias mais saudáveis. Pois você sabe que a desgraça nunca é pouca, e sempre alheia.
Tags: almoço, banco, horário, lotação, povo, sicredi
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