O dono da razão

Escrito por Daniel em 12 agosto, 2008

Pessoas chatas são chatas por natureza, ninguém as suporta até certo ponto, mas durante alguns minutos torna-se fácil conviver com pessoas com este defeito. No entanto, ninguém consegue conviver com aqueles que são donos da razão.

Geralmente não acompanhados de argumentos fortes e plausíveis, esses seres se ploriferam como coelhos em época de reprodução, consideram-se o centro do mundo e acham que todos devem atender às suas nescessidades e anseios.

king of silence

Jamais tente contrariar um ‘dono da razão’, eles têm certas tendências a não aceitar argumentos com bons fundamentos e podem tentar partir para violência. Para se manter saudável você deve apenas concordar, conspirando mentalmente contra esse ser que acha possuir o rei na barriga.

Se você tem conhecimento sobre seu oponente e sabe que ele não partirá para violência, ainda assim eu aconselho a não enfrentá-lo, essa disputa não renderá bons frutos, seu oponente não aceitará suas opiniões e no final irá se achar o campeão, e você pode apenas se estressar.

Por fim, mantenha distância de pessoas com este perfil, nós dois sabemos que isso é bem melhor para ambas as partes. Se você se encontrou ao ler esta postagem, aconselho a começar ouvir mais as pessoas, dar margem a opinião das mesmas e saber quando você está errado.

O rei não está em sua barriga, muito menos na minha. Mas podemos compartilhar de um reinado se sabermos compartilhar opinião e crescermos em conjunto, afinal, vivemos em sociedade e é nela que evoluímos.

Creative Commons License photo credit: giveawayboy

Auto Entrevista

Escrito por Daniel em 24 junho, 2008

O Evandro me passou um meme a algum bom tempo, com um certo atraso irei respondê-lo. Leiam e divirtam-se :)

1. Por que resolveu criar o blog?
Inicialmente eu só lia blogs, achava interessante e gostava de toda a áurea que envolvia a blogosfera. Aí larguei a faculdade e fiquei com tempo ocioso, então veio a idéia de criar o blog, que era pra suprir a minha falta de convívio social e por eu não ter minha gravata pixelizada. :P

2. O que te dá mais prazer em blogar?
Escrever, ler, e os comentários. Cada comentário novo é uma vitória nova. Também não posso negar que ao ver que tenho um leitor a mais no FEED ou meu ranking no Blogblogs subiu não me deixa feliz, isso é reconhecimento.

3. Indique um blog bom e um que você não gosta e por quê.
Como aqui não poderia de ser clichê, blogs que não gosto eu não leio, blogs que gosto estão no meu Blogroll, indico todos.

4. Qual tipo de música você ouve, e quais suas bandas favoritas?
Quanto a música sou bem sazonal, durante cerca de 2 ou 3 semana escuto muito de uma determinada banda, depois em outras 2 ou 3 semana escuto de outra determinada banda; Esta semana estou em Black Sabbath. Minha banda favorita é Nightwish, escuto a quase 4 anos. As composições do Tuomas me fascinam muito.

Quase fria em seu túmulo
Quase quente em minha cama
Aceitando um mero empate esta noite
Garota fantoche, suas cordas são minhas

5. Qual o assunto que você mais gosta de postar?
Cotidiano, pessoas, coisas mundanas ou o que vier na telha dessa cabeça doentia.

6. Seaquinevasseceusavaesqui?
Esqui é um esporte.

7. Você é: casado, solteiro, separado, enrolado, desquitado, chutado, viúvo ou outros?
Livre, leve e solto, porém sem as purpurinas e qualquer coisa de pluma.

8. Por que você deu este nome ao seu blog?
Quando eu o criei olhei para o relógio e vi, 21:00. Então pensei, 21horas é um bom nome.

9. Qual foi o último blog que você visitou?
Os blogs do meme que escrevi ontem.

10. Por que resolveu participar deste meme?
Alguém irá duvidar se eu disser que existe um pressão interna que sempre diz que você DEVE participar destes memes? Não que seja ruim, do contrário, eu particularmente gosto disso :D

Obrigado pelo meme Evandro, depois de muito eu respondi…

Um mundo de impossibilidades

Escrito por Daniel em 13 junho, 2008

Estive analisando certos detalhes da vida na infância que podem ter realação com as nossas frustrações atuais. Me diga apenas uma coisa, quantos NÃOS você acha que recebeu na sua infância? A alguns anos atrás eu tinha o resultado de uma pesquisa que foi feita justamente sobre isso, e posso lhes garantir, o número era de certa forma, assustador; Atualmente não me lembro corretamente destes números.

Quando pequenos qualquer atitude que venha do exterior, bem como ensinamentos e palavras são sinônimo de aprendizagem, automaticamente guardamos tudo no cérebro e processamos aquilo. O que a nossa maravilhosa massa cinzenta faz com cada informação eu não saberia dizer, mas com base em estudos, especialistas em psicologia infantil podem afirmar com certeza que existem sim fatos que podem causar traumas futuros. E nós sabemos disso, muito embora ignoremos ter preocaução; Até porque tê-la para qualquer detalhe seria frustrante.

red light
Creative Commons License photo credit: nualabugeye

E por que não considerar o fato da criança receber milhares de NÃOS na sua infância (principalmente na idade ‘bebê’) como causador de traumas e problemas/distúrbios na adolescência/fase adulta?

Imagina a cena:

Uma criança de 8 mêses que esta quase caminhando levanta-se do chão e tenta descer um degrau de 5 centímetros que esta logo a sua frente. A primeira atitude que um adulto terá é dizer um NÃO (muitas vezes em alto (bem alto) e bom som) e sair correndo para tirar a criança daquela situação de perigo.

Ao contrário de tomar essas atitudes, pais e educadores deveriam estar preparados e reavaliar a educação e o modo de agir que eles tem com as crianças. No caso acima, a criança pode levar um susto e aquilo de certa forma traumatizá-la, atrasando seu desenvolvimento em vários os sentidos. O correto no meu ponto de vista seria estimulá-la a isto. Mas os pais e educadores estão muito mais preocupados com os seus outros afazeres e/ou não possuem tempo em demasia para tais atitudes.

Ainda me lembro muito bem de um ponto de análise ‘Nietzschiano’ comentando que devaríamos nós estar prontos/preparados primeiramente, para depois podermos gerar outro ser, pois senão descontaríamos todas as nossas frustrações das nossas limitações no fruto gerado. Talvez por isso que hoje somos o que somos.

Certa vez alguém me disse que o NÃO poderia ser um dos motivos por não termos a capacidade de voar, a mente é uma caixinha de poderes e eu gosto de acreditar que usamos menos de 5% da nossa capacidade cerebral quando muito inteligêntes. E o restante, qual seria o motivo para não usarmos? Talvez por que nos imporam que não devemos a usar ou que não necessitamos usá-la, ou pior ainda, que NÃO SOMOS CAPAZES de usá-la.

As limitações são impostas a nós diariamente como algo corriqueiro (apesar de já o ser) e como cobaias sem saída apenas aceitamos quando nos dizem que somos imcapazes de cometer/fazer certas atitudes. Diariamente nós impomos limites facilmente transponíveis, quebráveis; contudo o nosso descaso conosco nos faz cair na preguiça e na acomodação.

Quantos NÃOS você recebeu hoje?

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