Humilhar o próximo é nossa especialidade
Posted by henriquewint on
July 28, 2008
Um pequeno porém antes de começar; este próximo no título da postagem não se refere a religião.
Estava eu assistindo ao programa Ridículos do Tom Cavalcante está noite e o que mais vi foram pessoas se auto humilhando e pessoas sendo humilhadas. Ok, não tem nada de diferente não é mesmo? Afinal de contas, humilhar o próximo é nossa especialidade e nosso maior hobby.
Diz um ditado que ‘pimenta no olho do outro é refresco’. Uma clara demonstração de como somos seres que tem como maior hobby humilhar a pessoa que está ao lado. Não se trata de uma questão de sobrevivência, pois assim seria perdoável, mas sim de uma mediocridade interna, da qual não conseguimos nos livrar, por ignorância ou má vontade, tanto faz.
Um exemplo clássico e que eu conheço bem, e tenho certeza de que os HOMENS leitores do blog também conhecem é o famoso ‘Sentir-se o macho superior’. Nós, homens, seres inferiores, quando estamos apaixonados (ou quando queremos pegar aquela guria que estamos afim) não nos contentamos em afirmar nossas qualidades, pelo contrário, acabamos denegrindo muito mais a imagem de uma terceira pessoa que esta junto no ambiente, e com maior intensidade se esta pessoa se tratar de outro homem, por puro prazer e/ou necessidade dependendo do caso.
A situação é mais decadente quando se trata daquele famoso ‘melhor amigo’, que parece esquecer toda a relação de amizade existente apenas no momento em que a ‘desejada’ se faz presente, após a saída da mesma, tudo volta ao normal, sinicamente.
A igreja pregava e prega humilhação em seus fiéis, apesar de que a forma como ela é feita tenha mudado através dos séculos.
Na noite de sábado para domingo cometi sem remorso algum tal ato, eu e mais alguns amigos incentivamos outro amigo a beber conhaque e vodka após um engradado de cerveja, o resultado foi óbvio, muita besteira, ele vomitando, vídeos que em breve estarão no Youtube e muita risada. Como disse anteriormente, não senti remorso e até agora não me sinto culpado ou com vergonha, mesmo sabendo que o humilhamos em demasia.
Afinal de contas, somos educados para humilhar sem nos sentir culpados. Tais atos são comportamentos cometidos em massa, não existe mudança fora dela, pelo menos não em curto prazo.
tags: apaixonados, domingo, educados, famoso, humilhar, igreja, pessoas, próximo, qualidades, remorso, vida, Youtube
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Respeitar o limite alheio faz bem a saúde
Posted by henriquewint on
July 22, 2008
Limites físicos são claramente percebidos por qualquer um, mas a questão que quero levantar com esta postagem se baseia nos limites mentais, aqueles onde a barreira entre a realidade e ficção podem se confundir de maneira a distorcer os fatos, enganar tanto o expectador quanto ao locutor.
Como seres humanos dotados de qualidades e defeitos (basicamente falando), cada um de nós têm um limite para variados aspectos, muitas vezes nem nós os conhecemos, e querer que os demais os respeitem vai além da necessidade própria, é questão de bom senso mútuo.
Digo isso, pois neste final de semana tive um claro exemplo de desrespeito dos limites alheios, e a pessoa que o cometia nem percebeu o quão leviano eram seus atos, até dizia ter razão neles, poderia dizer que se tratava de egoísmo, mas a intenção nem era essa, foi meio acidental mesmo.
Na minha opinião, esse excedimento por parte das pessoas ocorre pelo alto nível de individualismo que vivemos atualmente. Como já mencionei antes, os relacionamentos tem migrado para a Web e isto traz incovenientes desnecessários. A conseqüência disso é que perdemos a capacidade de perceber as pessoas ao nosso redor.
Nessa incapacidade que temos de enxergar as necessidades (anseios) alheios, também encontra-se a incapacidade de perceber que os demais também possuem limites, e que em muitos casos, quebrar esses limites não é tão simples quanto se julga.
Não sou especialista na área, mas creio que um dos grandes agravadores do ‘aumento das limitações’ é o stress. Essa imponência que a sociedade nos pressiona em “produzir, produzir, produzir, qualidade, números, qualidade, produzir números, estatísticas, números, trabalho, você não deve ter tempo” têm levado muitos ao desespero, relatos de tentativa de suicídio por causa de stress tem aumentado, talvez, à vida tenha chegado ao limite do suportável para tais pessoas. Neste caso, devemos respeitar o limite delas? Afinal de contas, o suicídio pode ser encarado tanto como um ato de coragem como de covardia, mas isto é assunto para uma outra postagem.
Apontar erros/defeitos das demais pessoas é de extrema simplicidade, contudo, encontramos limites (às vezes intransponíveis) para ajudar a resolver estes ‘problemas’, e nem aí percebemos os nossos próprios limites.
No nosso egoísmo raramente iremos perceber o limite alheio, talvez, nem conseguiremos perceber o nosso próprio limite. A ajuda de um terceiro para a análise do caso se faz necessário para tal entendimento.
photo credit: Diego Dalmaso
tags: coragem, covardia, defeitos, egoísmo, humanos, individualismo, limites, necessidade, pessoas, qualidades, saúde, simplicidade, suicídio
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Quer falar comigo? Deixa um recado no Orkut
Posted by henriquewint on
July 21, 2008
É esse o retrato dos relacionamentos atualmente, praticamente nada mais é feito pessoalmente. Já vi e ouvi muitas vezes coisas como, ‘quer ser meu amigo? Me adiciona no Orkut’.
Para onde foram as rodas de amigos comendo batata frita e tomando cerveja? Ou ainda o velho carteado em família com as piadas toscas do tio bêbado?
Esta estória de relacionamentos terem migrado para internet está atingindo o limite do aceitável. Eu já pratiquei isso e sei da diferença que é ter um relacionamento normal de um vivído na internet.
Virtualmente podemos ser um Brad Pitt e uma Juliana Paes sem o menos problema, quem está do outro lado aceitará, ele(a) poderá até desconfiar, mas só até você enviar aquela foto do artista que você diz ser que não apareceu na Playboy ou revista de nú masculino que colará direitinho.
As redes sociais existentes atualmente são praticamente infinitas, chute uma árvore (virtual é claro) e você verá cair dezenas, bem como pessoas com atitudes mencionadas acima. Será que em breve sexo também será virtual? Como no filme do Van Dame (ou Stalone?).
Uma imagem projetada por raios catódicos (ah você é burguês e têm um monitor LCD) ou um painel fino não pode ser mais relevante que alguma pessoa feita de carne e osso, a menos que sua vida seja tão insignificante e vazia que pessoas de carne e osso são totalmente dispensáveis.
Pense bem, a sua oportunidade de ter uma vida de verdade pode estar a um botão de distância.
photo credit: stephenHUBBARD
photo credit: stephenHUBBARD
tags: comportamento, internet, pessoal, pessoas, relacionamento, sexo, vida, virtual
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Mãe, eu não quero um Balina
Posted by henriquewint on
July 15, 2008
Assistindo ao comercial da Havaianas do casal de idosos e da Juliana Paes lembrei de uma atitude tão comum nos adolescentes e muitos adultos desta era. As vítimas do consumismo das marcas, seres que já existem desde que eu me conheço por gente, porém a quantidade de adeptos parece não mudar, só a forma como agem.
As pessoas já não se contentam mais apenas em ter tal produto, elas nescessitam ter o produto de determinada marca e em certas vezes, de determinada cor e modelo. Existe uma imposição de que marcas reconhecidas dão status ao utilizador, um ato que todos parecem aprovar.
Muitas vezes essas atitudes nem se tratam de preferência por determinada marca, pois esse ato é mais comumente aplicável em produtos alimentícios e de limpeza.
Já ouvi relatos de casais que se separaram pois o marido consumia todo o seu salário em acessórios para o carro e em roupas de grife; Os acessórios deviam ser de determinada marca, pois os genéricos o fariam perder status, bem como as roupas.
Este modus operandi das pessoas têm levado muitos a falência, todo dia somos bombardeados com ofertas de dezenas de produtos dos quais, muitas vezes nem necessitamos, consumimos apenas pelo status gerado por ele.
Relacionamentos não se constroem em cima de marcas, mas em cima de laços de companheirismo e confiança. Eu jamais seria um AMIGO de alguma pessoa que ficaria ao meu lado somente por eu possuir determinado produto de determinada marca, muito menos eu teria esta atitude.
Devemos aprender a valorizar mais o lado humano das pessoas, deixando de lado o quesito status. No entanto, se você acha que está é a melhor maneira de aproveitar a sua vida, boa sorte.
E o título? Balina era a marca de um chinelo marca diabo que esteve no mercado durante certo tempo, usar um chinelo desses na minha época de pré-adolescente era vergonhoso. Sorte que evoluímos.
photo credit: Paul Watson
photo credit: BGLewandowski
tags: balina, comportamente, pessoal, pessoas, propaganda, status
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Amarras internas, você as conhece?
Posted by henriquewint on
June 29, 2008
PS: Rascunho feito à algumas semanas.
Durante estes poucos meses que venho blogando, tenho percebido que muitas vezes tive (e ainda tenho) atitudes medíocres. Generalizar conceitos e pessoas estão inclusas neste quesito, o lado bom disto é que desta forma, descobri minhas amarras internas, e tenho tentado melhorar.
Uma vez decidi alçar vôos mais altos, soltar amarras e ir além, hoje sou um pouco de tudo que já odiei e achei ridículo, ironias do destino; contudo nem todas as amarras foram soltas. Inicialmente liberatei-me das amarras musicais, deixei aquele espírito adolescente-metaleiro-revoltado e conheci artistas realmente muito interessantes fora do meio Heavy Metal. Eu ouço o que me agrada, e o que eu quero escutar.

photo credit: chriswatkins
Ainda não estou totalmente liberto das amarras sociais, ainda tenho uma certa cautela ao lidar com pessoas, e geralmente sou mais frio que o necessário; Ainda ostento uma aurea tímida misturada com anti-socialismo-adolescente. Sorte que crescemos e evoluímos, saber diferenciar pessoas (mesmo que por cima) é um mal necessário para a manipulação do bem-estar pessoal, pode ser uma atitude rasa como diz o Peterson mas, será que conseguimos viver sem ela?
Julgar pessoas nos levam para caminhos distintos, a escolha nem sempre pode ser a mais correta, mais no momento em geral é a melhor, mais saudável diria um amigo.
As suas amarras internas estão ali, bem no início dos seus pensamentos, são o núcleo da maioria das suas idéias, objetivos e pensamentos. Depende de você querer continuar com elas ou mudar, melhorar.
Poderíamos pensar que seria inútil libertar-se de algumas amarras para pular dentro de outras, esta linha de pensamento não esta tão errada se analisada do ponto científico, mas do ponto filosófico existe dois lados da mesma moeda, e qual deles é melhor ou pior, só depende de VOCÊ.
Evoluir é necessário, será que você esta preparado para se queimar em sua própria chama? Ou você nem resurgiu das cinzas, ainda?
Entre a guerra e a paz, eternamente lutando.. assim você dirige a sua vida, escolha sempre o lado vencedor.
Obrigado pela inspiração pequeno Peterson.





