Subjetividade relativa ou relativa subjetividade?!
Written by Daniel on 6 de maio de 2008 – 21:12 -Eu estava pensando outro dia sobre o modo de pensar e agir das pessoas (como sempre), certo e errado e demais assuntos relacionados. Foi então que me veio à cabeça o óbvio, tudo é relativo, tudo é subjetivo; Até mesmo a relativa é subjetiva e a subjetividade é relativa, ao inverso contrário do oposto.
Todo valor imposto por alguém é totalmente relativo e subjetivo, nada pode ser afirmado como bom ou ruim porque o bom para um pode ser o ruim para outro. Isso me faz lembrar das afirmações de Nietzsche em ‘Humano, demasiado humano’, onde ele afirmava que conceitos não poderiam ser definidos como certo ou errado simplesmente pelo fato de estes conceitos advirem de pensamentos/idéias e não de algo cientificamente explicado e comprovado. Platão também dividiu do mesmo pensamento em ‘A república’, no entanto o modo como este colocou foi de forma mais subjetiva, ficou mais nas entrelinhas.
Os dois são relativos e subjetivos, podem fazer sentido para eu, porém pode não fazer sentido para você leitor. Ai é que esta a graça da relatividade e da subjetividade, podemos ser drasticamente diferentes, no entanto nunca podemos ser iguais, mesmo subjetivamente, e isso também é relativo.
Com isso eu me pego novamente pensando, como seria o mundo caso não houvesse subjetividade? Estaríamos fadados a uma linha de pensamento/raciocínio padrão?!
Seríamos sempre o mesmo default e isso impediria drasticamente no modo evolutivo pessoal e do grupo?! Creio eu que certamente, porém isso também é subjetivo, pois é baseado em idéias.
Existe um pensamento que diz, ‘tudo é relativo’. Creio eu que nele também poderia ser adicionado o seguinte trecho, ‘tudo é subjetivo’. Ou estaria eu errado? Relativo e subjetivo não é mesmo?!
A subjetividade é relativa, a relativa é subjetiva, ao inverso contrário do oposto.
Tags: comportamente, contrário, idéias, inverso, lados, oposto, pensadores, pensamentos, pessoas, relatividade, relativo, subjetividade, subjetivo, valor
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Saiba conviver com a sua dor
Written by Daniel on 23 de abril de 2008 – 2:01 -Um fato ocorrido com um amigo meu neste final de semana me fez pensar sobre isso, será que somos capazes de conviver apenas com a nossa própria dor ou a de um familiar? Ou sempre estaremos angariando parte da dor alheia para nós? A fim de fugirmos das nossas próprias dores!?
Penso que por não sabermos conviver corretamente com a nossa própria dor usamos deste artifício (angariar a dor alheia) para termos uma fuga e aliviarmos à alma. Contudo em todas as postagens que falei a respeito das ações humanas, em boa parte delas, se não todas, eu via as ações como uma fuga do próprio eu. Estamos preparados a viver com a dor? Aliás, estamos preparados para viver?
Todos temos os nossos fantasmas, isso é inerente a qualquer ser, todos conhecemos nossos medos (ou deveríamos conhecer) e até mesmo sabemos como sanar estes problemas, mas será que estaríamos prontos para isso? Será que teríamos coragem de viver em paz conosco? Seria possível alguém aguentar viver por longas épocas como se fosse a própria terceira pessoa de si? Eu particularmente ainda tento, eu fujo, contudo eu convivo.
Voltando ao meu amigo, ele assumiu a dor de cotuvelo da guria pela qual ele esta apaixonado. Ela acabou de terminar um namoro e como em boa parte dos casais ela esta sentindo um certo ódio pelo ex, meu amigo acabou assumindo este ódio, que antes era uma amizade. Até que ponto estaríamos dispostos a assumir a dor alheia? Será que isso valeria a pena, certos sacrifícios são válidos em casos semelhantes?
Eu particularmente tento me manter afastado das dores alheias, muitas vezes tento me manter afastado das minhas próprias dores. A meu ver cada indivíduo deve conviver com a sua própria dor, sem que um terceiro assuma parte dela e acabe se envolvendo em cenários que antes eram de paz. É a velha estória, ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’.
Então, enquanto me viro nos lençóis
E novamente não consigo dormir
Saio pela porta e sigo pela rua
Olho as estrelas sob meus pés
Recordo de justos que tratei mal
Então, aqui vou eu
James Blunt - Same Mistake
Confuso? Nem tanto, ou talvez somente o bastante.
Tags: alheia, conviver, dor, eu, ódio, pessoas, vida, viver
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O normal sou EU
Written by Daniel on 14 de abril de 2008 – 22:57 -Durante muito tempo tenho lido, visto e ouvido acerca de que pessoas como eu são anormais na sociedade em que vivemos, que somos um grupo elitista e fora dos padrões do grupo em geral. Pois eu lhes digo, o normal sou eu, bem como minhas idéias e planos.
Quanto aos esportes
Garotos como eu não praticam muitos esportes e em geral não são experts nos que gostam de praticar. No entanto a sociedade tem padrões fixados de que somos sedentários, que vivemos plantamos sobre um computador e que em nossas estantes ao invés de medalhas de melhor atleta temos punhados de livros. Praticar esportes faz bem a saúde, agora dizer que em sua maioria os acéfalos corredores atrás de uma bola são a elite do bem-estar e progresso de uma sociedade é demasiado exagero. Para eu não interessa a quantia em euros paga pelo jogador tal, mas quanto de dinheiro sobrará do meu salário para poder comprar o livro X, investir na minha cultura é algo que eu faço sempre que posso e isso me traz felicidade, me faz um membro normal dessa sociedade que impõem padrões distorcidos do bem e do mal, do certo e do errado.
Quanto as gurias
Este é um ponto subjetivo, eu particularmente não namoro, não por falta de oportunidades, e no entanto não pretendo por um bom tempo. Sou um tanto impaciente para certos padrões femininos e suas necessidades de demonstração de sentimentos. No entanto somos julgados de forma que não gostamos de gurias, que seremos eternos virgens de boca e de sexualidade. O normal novamente sou eu, pois não saio por ai para ficar com 30 gurias em uma única noite, tento transar com todas elas em menos de uma hora e acho o máximo ser o maior dos idiotas que trocou o cérebro pela cabeça que esta localizada entre as pernas.
Quanto ao meio de locomoção
Em geral guris como eu preferem investir o dinheiro que possuem em algo de útil e não gastar este mesmo dinheiro em diversos acessórios e coisas pra fazer seu carro virar único mundialmente. Tunning é bonito, no entanto eu não vejo motivos satisfatórios para gastar R$20.000,00 para deixar o Gol 95 com uma cara diferente dos demais Gol’s 95. Por não fazermos parte destes mesmo padrões somos novamente taxados como geeks (antigo nerd)(eu gosto desse termo) sem uma vida social e punheteiros de plantão. No entanto eu vejo que investir em cultura, educação e lazer vale muito mais do que colocar em algum bem material, novamente o normal sou eu.
Quanto a vida social
Pessoas como eu tem a vida um tanto afastada dos acontecimentos da sociedade em que vivem, em geral procuram enxergar e buscar algo mais interessante para ser feito do que comentar que a filha de tal pessoa foi pega no motel fazendo sexo oral com outra tal pessoa da cidade. Pessoas como eu procuram pessoas com idéias e atitudes semelhantes, pois enxergam nessas pessoas que valham a pena ser exploradas na amizade. Eu sou normal, pois busco na vida e nas pessoas a felicidade, e não mais um bode expiatório.
Quanto aos assuntos
Pessoas como eu não estão interessadas em saber quem foi a última beldade excluída do BBB ou qualquer coisa do gênero, em geral suas discussões baseiam-se em assuntos interessantes variando conforme a hora. Muito menos buscamos saber quem são tais pessoas que fizeram tais coisas na festa tal da cidade. Nós somos normais pois nos preocupamos conosco e não vivemos em prol das futilidades alheias.
Quanto a necessidades que eles tem de nos manter
Mesmo com toda a sua pomposa hipocrisia a sociedade tem a necessidade de nos manter, pois sabem que somos o motor que faz mover as grande engrenagens do poder e do crescimento. E eles, acabam tornando-se os peões do acaso e da mesmice. Acabam sendo o que sempre foram e sempre serão, dando continuidade a uma bestialidade que eles conhecem, no entanto não sentem a mínima vontade de mudança.
Quanto à música
Guris como eu escutam música de qualidade, tem um ‘paladar’ mais apurado pela mesma. Jovens como eu são considerados adoradores do demônio por gostarem de rock, mesmo que uma parte destes escutem algo relacionado a gospel. Somos considerados o mal da sociedade por não freqüentarmos e interagirmos com os demais membros que estão fora do nosso grupo.
Eu sou o membro normal dessa sociedade, a quem eles maltratam e depois veneram! E você, é normal* também?
*Cada um tem a sua maneira de enxergar a normalidade.
Tags: assuntos, esportes, eu, grupo, gurias, idéias, locomoção, meio, música, necessidade, normal, pessoas, sexualidade, sociedade, vida
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Resgatar a moral e a ética na sociedade e blá blá blá. Mas hein?
Written by Daniel on 10 de abril de 2008 – 3:07 -Frases como estas são mais comumente vistas em épocas de eleição, visita do papa ou qualquer coisa de qualquer igreja. Mas, resgatar a moral e a ética? Que moral? A ética eu entendo, é necessário e faz com que a sociedade caminhe de forma harmônica. Mas a moral?
Os defensores da moral defendem o que realmente? A alienação do ser humano em valores deturpados e a muito ultrapassados? Ou será que querem o aprisionamento do ser e limitá-lo a tomar atitudes conforme uma entidade diz? Creio que daria no mesmo.
Lá vem o Henrique com feminismo
Eu gosto de tratar deste assunto, é interessante e divertido, além de me fazer pensar mais sobre o tema em questão, mas vamos a ele.
Diz-se que à moral com relação a mulher é ela se manter pura até se entregar para um homem, que ela deve ser obediente ao marido e mais um monte de baboseiras. E no mesmo âmbito, por que esta regra não vale também para nós homens? Se você esta olhando para o mesmo ponto que eu, compreende que a moral foi construída a centenas de anos, que nesta época a mulher não passava de uma máquina de fazer filhos, máquina de lavar roupa, fogão multiuso e aspirador de pó; e que nesta mesma época ela também não tinha a força política que possui hoje e muito menos um papel importante na sociedade.
Por que muitas pessoas adoram taxar as mulheres que gostam de transar de vagabundas? Qual o problema de uma mulher solteira querer transar diariamente com um homem diferente? Qual o problema de uma mulher solteira poder sair toda noite e ficar com 20 homens na mesma noite? O homem faz isso dia após dia e nem por isso somos taxados de vagabundos, galinhas eu sei, mas não vagabundos. Porém não sofremos discriminação na sociedade por isso, bem pelo contrário, isso gera status e nos faz os machos dominantes.
São valores bem distorcidos estes que nos colocam à mesa diariamente e nos fazem engolir sem nem um pouco de lubrificante.
Vamos conspirar contra a igreja
AVISO: Eu não sou o filho do demônio e não fui apresentado a ele ainda, se você acha que eu quero acabar com a sua fé, leia até o fim e enfie o dedo no nariz.
A igreja (católica QUASE sempre) surge diariamente com uma nova ladainha que cada vez mais fica sem sentido. Não satisfeitos em já ter dominado o mundo por quase 2000 anos eles tentam distorcer fatos, reinventar alguns e criar novos sem o menor consentimento com o mundo atual, além de seguir um livro que já não tem mais cabimentos nos dias atuais. Quer saber como conquistar uma mulher com dicas bíblicas? Leia ISSO.
Para a igreja católica a mulher ainda é um objeto que o homem pode fazer o que bem entender, ela continua sendo somente a máquina multiuso que “sempre foi” e mantém sua postura machista; tentando impor valores que a muito não combinam com a sociedade. Aliás, muitos dos valores que se ouve por ai já não fazem mais sentido serem preservados, pois senão continuaremos a viver numa sociedade retrógrada.
Agora é com você leitor. Você acha que aquela sua amiga super gente boa que adora dar transar diariamente com quem ela quiser é uma vagabunda ou ela esta apenas exercendo um direito dela? Que ela esta fazendo algo normal, saudável e que agrade a mesma?
Tags: bíblia, defender, ética, feminismo, idéias, igreja, machismo, moral, mulheres, pessoas, sexo, valores
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Auto-conhecimento?!
Written by Daniel on 30 de março de 2008 – 18:30 -Você já se olhou por dentro nos últimos dias? Você se conhece tão bem e melhor quanto conhece à vida do ganhador do BBB?
Questões como estas me abordaram a pouco, e eu fiquei pensando em qual seria o real motivo para que as pessoas temam e demorem tanto para responder questões extremamente simples, como ‘quais seus defeitos e qualidades?’ Esses detalhes eu venho notando desde a época do colégio, quando nas aulas de ensino religioso, ainda na época do ensino fundamental a professora pedia para que escrevêssemos quais eram os nossos maiores defeitos e as nossas melhores qualidades.
Boa parte da turma, incluso eu não sabiam o que iriam escrever, não tinham um autoconhecimento sobre si mesmo e passavam ali durante minutos pensando sobre o assunto, posso estar errado, mas creio que mais de 90% da turma colocava os defeitos e qualidades que primeiro lhes vinham à cabeça, sem pensar em si como um ser com tais defeitos e qualidades.
Essa trajetória seguiu-se adiante e segue até hoje, eu particularmente mudei, os livros nos ensinam coisas muito interessantes e ampliam o nosso olhar a um horizonte mais amplo e claro sobre questões diversas. Porém ainda noto perfeitamente os traços de falta de conhecimento sobre si no rosto das pessoas, está impregnado de forma suja e abstrata em cada ser.
As pessoas em geral têm como costume uma filosofia de vida que ensina que a vida alheia é mais interessante, passando este costume de geração em geração, que o conhecimento dos defeitos e qualidades do outrem valem mais do que conhecer a si próprio. Devemos mudar este pensamento e colocar em prática que é necessário analisar os pontos onde existem a necessidade de mudanças e aplicar si próprio, para que então a pessoa possa se tornar melhor e um membro mais digno de si na sociedade.
O que percebo é que a maioria tem medo de se conhecer, pois tem conhecimento da ponta do iceberg que lhes aflige, e tem como preceito afirmar que seria muito mais fácil enfrenta isto apenas o ignorando, não batendo de frente como muitos declaram ser a melhor forma. Qual seria a melhor forma? A meu ver bater de frente, enfrentar seus medos e ter um autoconhecimento mais amplo para que desta forma a pessoa livre-se das aflições que vem sofrendo e das aflições futuras.
Será que temos medo de nos conhecermos? Temos medo de olhar no fundo de nossos olhos e dizer para nós mesmos: Eu sou um ser humano com defeitos e qualidades? Eu posso enfrentá-los de cabeça erguida e orgulhar-me de todos eles?
Ou devemos nos esconder ainda mais atrás dos outros?
Tags: aflições, auto conhecimento, folosofia, pessoas, saber, vida, viver
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