Sensacionalismo capitalista, o BBB da vida real
Posted by henriquewint on
May 14, 2008
Antes de tudo, uma breve definição sobre sensacionalismo:
Sensacionalismo é geralmente o nome dado a um tipo de postura editorial adotada regular ou esporadicamente por determinados meios de comunicação, que se caracteriza pelo exagero, pelo apelo emotivo e pelo uso de imagens fortes na cobertura de um fato jornalístico.

Aviso legal:
Eu sei que poderão atirar pedras mas eu darei continuidade mesmo assim, e mesmo eu tendo tendências de mostrar somente o lado ruim do capitalismo, não erguerei a foice e o martelo de pedra.
Falando sobre sensacionalismo, assim como pornografia, o sensacionalismo vende, e vende muito e a um preço exagerado. Quem paga a conta com muita felicidade e principalmente curiosidade em demasia somos nozes, escravos salariados do estado e da sede de sangue fresco, e se esse sangue se tratar de um membro da sociedade a coisa melhora.
Todos assistiram atônitos (assistimos? e tão chocados assim?) ao caso daquela criança que foi arremessado de uma janela em São Paulo. Dia e noite as redes de televisão (as grandes deusas do sensacionalismo) nos bombardearam com matérias, fotos, fatos, documentos, provas, pistas e tudo que pudesse ser levantado sobre algo que tivesse relação com o assassinato. Tudo isso disfarçado sobre o pretexto de levar a informação até o telespectador. Não que informações sejam ruins, noticiar que uma menina foi jogada de uma janela em um prédio em São Paulo e dias depois noticiar que os pais da mesma foram presos pelo assassinato seria já suficiente; Porém não foi este o caso.
O capitalismo é o martelo que impulsiona todo o sensacionalismo, e as redes de televisão são as foices que cortam o cérebro e a capacidade de discernimento da população, deixando quase todos fadados aos seus controles.
Eu fico me perguntando, quantas das dezenas de pessoas que apareceram no dia da prisão do casal, bem como as outras dezenas que ficavam na frente da residência onde os dois permaneceram estavam lá por causa da curiosidade alarmada pelo sensacionalismo da mídia? Essa mesma mídia que gerou o ódio na população (que ódio mais sem justificativa plausível) irá pagar o estrago causado pelos curiosos nos carros da família?
Nenhuma daquelas pessoas realmente quer justiça, nenhuma delas (que não esta envolvida diretamente) quer que a verdade apareça. Eles apenas querem a satisfação do próprio ego. Um dos fatos que foi vinculado junto às matérias e que me chamou bastante atenção; é que casos como esses acontecem freqüentemente, no entanto nenhuma empresa de televisão vai lá divulgar, faz pressão social e jurídica.
Toda essa ponposidade tem tornado a vida de todo ser participante da sociedade um verdadeiro BBB, porém desta vez o assunto é sério, mas continua se tratando de seres com pouco/médio intelecto que estão sedentos por sangue e por vingança.
O Brasil se tornou um bode expiatório dos brasileiros, um país onde um presidente não consegue levantar seu machado de pedra comunista, mas também não sabe assumir uma postura capitalista para que o país cresça de forma ordenada em todas as áreas, principalmente na área social.
Um pouquinho de humor negro para terminar o post:
- O que passa pela rede mas não é gol?
- Isabela Nardoni
PS: E que venha os irritadinhos donos da razão que não tem um dedo de envolvimento na estória da menina dar lição de moral em mim.
tags: bbb, capitalismo, isabela nardoni, janela, morte, nardoni, país, pessoas, povo, são paulo, sensacionalismo, vida real
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Marketing multinivel - em breve um chato batendo a sua porta
Posted by henriquewint on
April 8, 2008
No século XXI surgiu um novo modelo de negócio baseado em redes, denominado marketing multinível, este modelo funciona da seguinte forma. Você é o cara A que se associa a rede de uma pessoa, investindo um determinado valor. Apos a associação você convida 2 amigos, o A1 e o A2 para entrar, formando assim a sua rede. O seu amigo A1 convida mais dois amigos, o A1-1 e o A1-2; e o seu amigo A2 convida outros dois amigos, o A2-1 e o A2-2, todos eles investindo o mesmo valor inicial que você investiu.
No final disso você possui seis pessoas em sua carteira de negócios, todas elas pagando e você recebendo uma quantia de cada um, e quem esta acima de você recebe ainda mais. Conseqüentemente quanto mais pessoas você possuir na sua rede, mais dinheiro irá ganhar. O modelo de negócio é interessante, contudo a abordagem que seus membros fazem torna este negócio mais inconveniente que os eco-chatos que se encontram nas esquinas.
Na cidade onde resido existem milhares de pessoas ganhando a vida deste modo, tornando a mesma totalmente saturada a qualquer novo tipo de MMN. Vários tipos de MMN já passaram por aqui e deram certo para uns, creio que a abordagem destes não foi baseada em eufemismo exagerado, mas sim em explicação do modelo de negócio e os benefícios que ele poderia trazer a pessoa que participa, explicando de uma forma limpa e clara, e principalmente expondo a verdade sobre o negócio.
O MMN esta saturado de chatos eufóricos que a todo custo tentam fazer com que você entre para a rede deles, se analisado este fato é compreensível, visto que nas reuniões de apresentação do modelo o que não falta é empolgação, são típicas reuniões de empresas que promovem palestras de motivação aos funcionários. O motivo todos já sabem, quanto mais pessoas entrarem, maior será o lucro de cada associado.
Como em tudo, no MMN existe um status que diz quem é o master of puppets do grupo, em geral essa pessoa é a que possui o maior número de associados e também a que recebe o maior benefício, o valor muda conforme o MMN que você participa. Este também é usado em grandes eventos motivacionais, mostrando como é fácil conseguir o seu lugar ao sol e que em menos de cinco minutos você poderá se tornar o novo-rico da cidade.
Eu já participei de três redes de MMN, quando eu entrei as coisas na cidade já estavam bem saturadas e a grande parte que já havia participado recebeu promessas grandiosas e após assinar o contrato ficou a ver navios, ninguém quis ouvir-me a cerca de qualquer coisa que tivesse como pseudônimo ‘ganhe dinheiro trabalhando em casa’.
Muito se vê disso na internet, qualquer site de downloads tem milhares de banner’s anunciando pornografia e meios fantásticos de se ganhar dinheiro trabalhando em horário vago, fazendo com que as pessoas tirem conclusões precipitadas a respeito deste meio de negócio que em parte é feito por pessoas sérias.
A forma de abordagem que os associados vêm tendo é o que esta matando o modelo, segundo pesquisas, no Brasil apenas 2% da população participa de MMN e tiram seu sustento disto. No entanto, dos outros 98% boa parte tem conhecimento do modelo de negócio e não querem nem saber o nome quando alguém tenta puxar conversa sobre uma maneira fácil de ganhar dinheiro trabalhando em casa, pois segundo elas, já foram ludibriadas o suficiente por um conhecido que entrou no negócio, prometeu maravilhas e não conseguiu cumprir as promessas, gastaram dinheiro e não tiveram o retorno esperado.
Os associados das redes MMN devem saber que as pessoas querem a verdade e nada mais além dela, eles devem saber comunicar que não se fica rico do dia para noite apenas assinando um contrato e que o negócio exige muito mais que isso.
E você, já teve um MMN-chato batendo a sua porta lhe oferecendo uma maneira revolucionária de ganhar dinheiro do dia para a noite?
tags: chato, dinheiro, ganhar dinheiro, marketing multinivel, mmn, modelo, negócio, pessoa, população, povo, site
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Hora do almoço no banco
Posted by henriquewint on
February 8, 2008
Intervalo de apenas 1:30 horas entre o expediente da manhã e o da tarde, 3 bancos para ir e aposentados afoitos para receber a aposentadoria, resultado disso é sofrimento na certa, ainda mais com a agradabilíssima temperatura de mais de 30 graus.
A saga de hoje começa as 11:45 horas, horário em que eu saio para o almoço, através da carona dos colegas me adianto em mais de 30 minutos entre a empresa e os bancos, porém, os aposentados tem mais tempo livre na hora do almoço e adoram sair na hora do rush para ir buscar a sua merecida aposentadoria.
Ao caminho do banco surge a agradável conversa sobre as pessoas que pedem ajuda no caixa eletrônico, meus pensamentos logo se voltaram para a situação em que eu previ que iria passar, dito e feito, chegando ao primeiro banco, uma fila enorme, 1 caixa para depósito, dois caixas multifuncionais e um deles sendo arrumado, maravilha, 15 minutos a mais de espera.
Se tem uma coisa que eu não gosto em fila de banco, é gente ignorante reclamando, geralmente não fazem a mínima questão de aprender como funcionam as coisas, mas reclamam que um funcionário não fique ali 100% do tempo para fazer tudo por eles, preguiçoso nessas horas me irrita em demasia.
Após ajudar uma pessoa a retirar sua aposentadoria, chega um atendente do banco, esta faz as operações para o cidadão reclamão que aguardava, ele esperou mais de 10 minutos na fila pra tentar tirar R$10,00. Frustrante foi ver que ele só tinha R$7,75 pra retirar, e ainda achou ruim que não iria conseguir tirar R$5,00 no caixa eletrônico, santa paciência dos demais que aguardavam.
Banco 1 resolvido, vamos ao banco 2, este já com mais do dobro de caixas eletrônicos, e cerca do triplo de pessoas. É meu dia de sorte, um caixa totalmente livre, só aguardando que eu o bolinasse e pegasse meu dinheiro. Creio que não era meu dia de sorte, ele conseguiu implicar na leitura do meu cartão, na senha. Nas letras, nos botões, e depois de uns bons minutos acariciando aquela máquina, ela resolve entregar meus trocados.
Banco 2 resolvido, então, sobraria só o último, o que mais me dava medo, a chegada foi extremamente desanimadora, uma fila de aposentados que dava voltas dentro do banco, e uma fila para pessoas físicas que dava duas voltas no banco e uma fila para o caixa eletrônico que dava cerca de 2 voltas dentro do banco. Depois de pouco mais de 1 hora sentindo cheiro de asa, perfumes doces (provavelmente peguei uma diabetes devido aos perfumes), excursões de famílias do interior vindo ao banco, só não trouxeram o cachorro, mas o restante veio, gente reclamando, chingando, batendo boca, ignorância nem se comenta, é nessas horas que vemos como as pessoas são realmente preguiçosas em aprender a manusear qualquer coisa que não seja uma televisão, e também pessoas inocentes.
Passados todo aquele vuco-vuco, libertei minha mente e pensei que poderia então aproveitar o X do banha, o X mais famoso e gostoso da cidade, pois além do tradicional recheio, você pode encontrar também pelos pubianos, pelos de cachorros e gatos, e se você tiver muita sorte, vem até um molhinho especial, que ninguém sabe a fórmula ainda, mas existem teorias nada ortodoxas afirmando que tal molho trata-se dos fluídos espermáticos do dono da lancharia.
Como estava lotado, e já passava das 13 horas e o expediente da tarde na empresa já havia começado, resolvi ir até uma lancharia mais vazia. Após comer um X de frango, pego uma bela long neek e me dirijo até o ponto de taxi para voltar ao trabalho.
Ir ao banco em início de mês é uma aventura e tanto, não há nada que pague sentir todo aquele calor humano, e mais ainda todo aquele agradável cheiro das pessoas que aderiram ao banho somente nos sábados. A melhor parte vem ao entregar todo teu dinheiro ao funcionário, aquele mesmo dinheiro que você passou dias para conseguir.
Existe um provérbio (será que pode ser chamado de provérbio?) popular que diz o seguinte: “Eu gostaria de ser pobre só um dia na vida, porque ser pobre todo dia é muito ruim”. A frase é um clichê tremendo, mas eu admito, faz muito sentido.
E você, conte suas experiências bancárias mais saudáveis. Pois você sabe que a desgraça nunca é pouca, e sempre alheia.
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