A arte de ser malandro

Written by Daniel on 17 de julho de 2008 – 17:51 -

Quer um bom exemplo de um aglomerado de malandros? Ande nas ruas de sua cidade. Você verá que estamos infestados deste sub-gênero de seres.

Não faço acima referências as malandragens referidas pelo samba, mas sim das malandragens no sentido pejorativo da palavra, aquela que até nós exercemos sem a mínima vergonha.

A arte de ser malandro está dentro de cada ser, entranhada na genética que evoluiu de forma insatisfatória (do ponto de vista ético), mas que nos traz ótimos benefícios quando bem executada.

Essa pequena arte é muito comumente exercida pela juventudo, ávida por aventuras e risco. Jovens roubam e se arriscam freqüentemente em busca de sua malandragem. Como já mencionei em outra oportunidade, quanto mais malandro, maior o status.

Shadowy Figures

Som alto, roupa de marca, quantidade de gurias por festa, quantidade de cerveja, tipo de carro. Status, malandragem. Analisando certos pontos, são dois atributos que andam juntos, cooperando entre si para a degeneração pessoal do indivíduo que faz uso intenso deles.

No final das contas, ir contra este modus operandi da vida também pode ser prejudicial, afinal de contas, quem gostaria de não ser o melhor do time de futebol ou a chefe de torcida?

Creative Commons License photo credit: Kamal H.


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As pessoas do lado de fora

Written by Daniel on 28 de junho de 2008 – 11:11 -

Lendo esta postagem do Evandro lembrei de algo que a muito tempo eu pensava vez e outra.

O dia-a-dia ao qual estamos aprisionados nos deixa cada vez mais sem tempo para realizarmos todos os nossos desejos, mal temos conseguido dedicar um pouco de tempo para nós mesmos, quem dirá para fazer algo em prol de outrem; no final das contas, saímos perdendo sempre.

Já me peguei sentado na sacada de casa observando as pessoas passando na rua, os carros em alta velocidade na avenida e todo o restante da vida urbana, quem seriam essas pessoas, esses rostos e essas mentes? O que pensam e para onde vão?

Quantos e quais seriam os segredos que aquelas mentes ocultas escondem, o que guardam atrás dos largos sorrisos ou dos olhos cansados. Mistérios e mais mistérios, a vida tem suas peripécias.

what i know
Creative Commons License photo credit: kygp

A vida é feita de grandes e pequenos mistérios, cada um deles oculto dentro de cada profundo olhar. O ânseio pelo bem estar fez de nós seres frios, egoístas e mesquinhos. Somos cada vez mais individualistas que prestamos mais atenção no TER do que no SER.

Estaríamos tão vazios que já não somos mais capazes de perceber o ser humano do lado de fora? Ou será que apenas perdemos a percepção que as crianças têm?

Observe mais o seu redor, existem pessoas, existe vida fora do seu casulo. E todos eles estão lá, esperando você brilhar e dar com a cara no chão, mesquinhos e frios como você, apenas com corpos e pensamentos diferentes.

Se você puder, conquiste-os.

Ao som de Coldplay – Clock. EU NÃO SOU EMO PORRA.


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