A arte de ser malandro
Written by Daniel on 17 de julho de 2008 – 17:51 -Quer um bom exemplo de um aglomerado de malandros? Ande nas ruas de sua cidade. Você verá que estamos infestados deste sub-gênero de seres.
Não faço acima referências as malandragens referidas pelo samba, mas sim das malandragens no sentido pejorativo da palavra, aquela que até nós exercemos sem a mínima vergonha.
A arte de ser malandro está dentro de cada ser, entranhada na genética que evoluiu de forma insatisfatória (do ponto de vista ético), mas que nos traz ótimos benefícios quando bem executada.
Essa pequena arte é muito comumente exercida pela juventudo, ávida por aventuras e risco. Jovens roubam e se arriscam freqüentemente em busca de sua malandragem. Como já mencionei em outra oportunidade, quanto mais malandro, maior o status.
Som alto, roupa de marca, quantidade de gurias por festa, quantidade de cerveja, tipo de carro. Status, malandragem. Analisando certos pontos, são dois atributos que andam juntos, cooperando entre si para a degeneração pessoal do indivíduo que faz uso intenso deles.
No final das contas, ir contra este modus operandi da vida também pode ser prejudicial, afinal de contas, quem gostaria de não ser o melhor do time de futebol ou a chefe de torcida?
Tags: arte, atributos, cerveja, degeneração, malandro, roupa, ser, som, status
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Mãe, eu não quero um Balina
Written by Daniel on 15 de julho de 2008 – 18:48 -Assistindo ao comercial da Havaianas do casal de idosos e da Juliana Paes lembrei de uma atitude tão comum nos adolescentes e muitos adultos desta era. As vítimas do consumismo das marcas, seres que já existem desde que eu me conheço por gente, porém a quantidade de adeptos parece não mudar, só a forma como agem.
As pessoas já não se contentam mais apenas em ter tal produto, elas nescessitam ter o produto de determinada marca e em certas vezes, de determinada cor e modelo. Existe uma imposição de que marcas reconhecidas dão status ao utilizador, um ato que todos parecem aprovar.
Muitas vezes essas atitudes nem se tratam de preferência por determinada marca, pois esse ato é mais comumente aplicável em produtos alimentícios e de limpeza.
Já ouvi relatos de casais que se separaram pois o marido consumia todo o seu salário em acessórios para o carro e em roupas de grife; Os acessórios deviam ser de determinada marca, pois os genéricos o fariam perder status, bem como as roupas.
Este modus operandi das pessoas têm levado muitos a falência, todo dia somos bombardeados com ofertas de dezenas de produtos dos quais, muitas vezes nem necessitamos, consumimos apenas pelo status gerado por ele.
Relacionamentos não se constroem em cima de marcas, mas em cima de laços de companheirismo e confiança. Eu jamais seria um AMIGO de alguma pessoa que ficaria ao meu lado somente por eu possuir determinado produto de determinada marca, muito menos eu teria esta atitude.
Devemos aprender a valorizar mais o lado humano das pessoas, deixando de lado o quesito status. No entanto, se você acha que está é a melhor maneira de aproveitar a sua vida, boa sorte.
E o título? Balina era a marca de um chinelo marca diabo que esteve no mercado durante certo tempo, usar um chinelo desses na minha época de pré-adolescente era vergonhoso. Sorte que evoluímos.
photo credit: Paul Watson
photo credit: BGLewandowski
Tags: balina, comportamente, pessoal, pessoas, propaganda, status
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