Dificuldades de um universitário para fazer uma viagem e visitar seus amigos virtuais/de outro estado
Posted by Darto" on
julho 18, 2008
Eu poderia dedicar essa postagem pras compatriotas de Venâncio Rock Aires, mas no final me lembrem de falar o motivo que tive para não fazê-lo.
Prólogo:
Aparentemente, meu gosto por geografia não se limita aos livros. Sempre gostei muito de viagens, e em muitas vezes a felicidade da expectativa superava a da consumação. Não é surpresa que universitários não tenham muitos recursos, e mais óbvio ainda é que isso suprime muitas das minhas viagens à expectativa.
Longas horas aquelas antes de definitivamente dormir, hã? Imagino n situações que possibilitariam minha viagem, n desenvolvimentos e n desfechos desta. E não me limito às situações plausíveis. Isso se intensifica quando estou naquele estado de quase sono, quando não sei se estou sonhando ou pensando…isso rendeu muitas pancadas na parede, “acordando” assustado. Imagino como realmente seriam as pessoas, e se não as idealizo demais. Chego à conclusão que não idealizo de modo algum. Afinal, eu as conheço, apenas não conheço.
Shatter Point:
Era um mês de junho comum[2007]. O Orkut tinha recém-implantado a ferramenta Sherlock Holmes, e eis que capturou uma “guria” sul-rio-grandense com um sobrenome peculiar, do meu ponto de vista. Minha personalidade inconveniente não me deixou outra saída: deixei um recado, e não foi daqueles “da próxima vez deixa um oizinho”. Devo ter feito uma piada ou trocadilho infame.E no dia 19/06 ela respondeu. Seu nome era Schuck Norris e sua idade era algo entre 0 e 230 anos.
Consequências:
Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Eu comecei a ler o blog da Rapunzel, e ela tinha o 21horas em seu blogroll. Comecei a lê-lo também. No blogroll do Wint estava o Orkuticídio, e comecei a lê-lo. No blogroll do Orkuticídio estava a Cabala Experimental, e comecei a lê-la. Comentava em todos eles, e surgiu a oportunidade de homenagear o aniversário do Orkuticídio participando de um post aqui no 21horas. Depois fui convidado a escrever aqui e, bem, cá estou.
Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Conheci o grupo das compatriotas. Sim, tenho muitas compatriotas, mas depois dessa denominação, tenho poucas, e aí que mora a graça. Dentre estas, estão a Rapunzel[aquela que joga as tranças do alto da torre],a Bela Adormecida[aquela que fura o dedo e dorme à espera de um príncipe], a Cinderela[aquela do sapatinho de cristal], a Chapeuzinho Vermelho (ou Vermelhinho Chapéu, como queiram :P)[aquela da touquinha vermelha] e a Branca de Neve[aquela dos anõezinhos enfileirados]. Etéreo é difuso? Eu mesmo não conheço boa parte dessas personagens, mas essa descrição, como diria o vocalista da banda Pedra Letícia, é para alguém, e esse alguém sabe quem. Rá, “conversando” com as compatriotas que apurei meu gosto por discórdia, ironia, inconveniência e análogos. Me comportei assim cada vez mais, e cada vez mais me diverti. O humor ácido e flexível é viciante…..e veja, isso é muito do que sou hoje, hehehehehe. Aprendi a me proteger contra magia negra, a não subestimar joaninhas, a tentar não ser tão facilmente manipulado sabendo que é impossível sair imune, a fazer cuca[ainda não fiz :P] e que “mijo rules”[não fui eu quem disse isso], entre outras coisas.
Desse shatter point em diante, muita coisa mudou: Eu conheci o discordianismo. Mais uma saraivada de humor irônico e ácido. As coisas se encaixam perfeitamente, em múltiplos de cinco ou relacionados.
Dificuldades:
Uma dificuldade bem legal é que não sabemos se existimos de verdade, e, se existimos, se não somos maníacos vasculhando a internet em busca de alvos ingênuos. Os mais velhos nos lembram disso toda hora. Tempo também é difícil de encontrar. Transporte compatível com a condição financeira, então…..
Tenho incitado amigos e parentes a viajarem comigo, o que facilitaria uito as coisas. Muitos nem cogitam a hipótese, outros levam como brincadeira e/ou ironia[esse é um problema que vem quando você é irônico quase o tempo todo], mas alguns se empolgam. E começamos a fazer planos, decidir como vamos[mochilão, carro, moto], por onde passaremos[cidades turísticas no caminho, cidades imprevistas] e quando vamos. Aí tem outro problema…..temos que fazer as férias coincidirem e o dinheiro brotar instantaneamente. Os que se empolgam são justamente os que fariam a melhor companhia.
Pseudo-conclusão:
Mas é claro, tenho em mente que sem dificuldades não haveriam prazeres, e quando você sabe que as dificuldades serão superadas, esse pensamento é absolutamente positivo e confortável. Algum dia nossas férias baterão. Vontade não falta
A internet separa ou une? Ah, ela separa e une, mas só separa depois de unir.
Desfecho real:
A ser formulado.
Merci et au revoir.
Dedicatória:
Se não dediquei esse post às compatriotas, foi porque se não as tivesse conhecido nem estaria escrevendo aqui hoje…..então todos os meus posts são, intrinseca e inatamente, dedicados às srtas..
Este pode ser considerado um post de comemoração por um ano de sobrevivência às macumbas lançadas pelas compatriotas.


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