A rotina cega…

Written by Daniel on 14 de agosto de 2008 – 1:44 -

É um fato um tanto concreto, mas passa desapercebido. A rotina nos cega de tal maneira que acabamos por não perceber o que, no início, causava surpresa.

No início da noite fui fazer a barba, e durante aquele momento de silêncio no banheiro, fique escutando às brigas dos vizinhos, comecei a notar que a muito tempo não os ouvia como era no começo e atualmente, mesmo os escutando, eu não os ouvia ou sabia por qual motivo eles estavam brigando.

Rua qualquer

É tão comum realizarmos comando padrões devidos a rotina, executamos sempre a mesma tarefa, como se fossemos uma máquina designada a fabricar tal peça. No entanto, a nossa peça é mais complexa, mas pode ser resumida em poucas palavras: nascer, brincar, crescer, trabalhar, casar, ter filhos, ficar velhos, aproveitar a vida e morrer. O estranho nisso tudo é que a melhor parte da vida fica para o fim dela, como afirma o ditado popular, apesar de que eu acho que em todas as fazes aproveitamos, de maneiras diferentes.

“Você deve quebrar mais a rotina”. Como diz um colega meu, o papel aceita tudo, aqui no caso o Wordpress aceita “tudo”. Dizer que devemos quebrar a rotina é realmente muito fácil, mas quem o faz? Temos tempo o suficiente para dar uma quebrada nela? Ou mais sutíl ainda, queremos quebrar a rotina? Temos ânimo para tal?

Eu particularmente não gosto de rotina, não me satisfaz ter que acordar todo dia demanhã para fazer sempre a mesma coisa de segunda a sexta-feira. Por isso, imagino que roadie seria uma profissão demasiadamente interessante, mas, após alguns dias, eu veria que eu estaria numa rotina novamente.

Rotinas, rotinas e rotinas, elas regem a nossa vida de maneira magestral e desastrosa, mas quem vive sem elas? Depois desses meses parado, eu percebi, que rotina boa, é aquela que não dá margem ao tempo, pois nela você cansa, e aproveita. Quando sua rotina é feita de muito tempo ocioso, você cansa de si mesmo e a vida acaba se tornando enjoada em demasia.

A rotina nos cega, mas também nos abre os olhos, para tal, basta olhá-la de um ângulo diferente.

Aproveite bem a sua rotina…

Creative Commons License photo credit: Lucas Braga


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Sobre a concepção de extraterrestres e nossa procura:

Written by Daniel on 2 de agosto de 2008 – 12:00 -

Tudo se resume à nossa deficiência em abstração: os melhores de nós são visionários, mas míopes.

Lá no noticiário:”Encontrado mais um planeta onde é possível encontrar água. Foi dado mais um passo para encontrar vida fora da Terra.”

E lá vem mais uma saraivada de condenações:

“Quem foi que disse que só onde tem água que é possível ter vida? Como esses pesquisadores são tão burros assim? Tão cegos?”

Sim, sim, eles são cegos, mas enxergam bem mais que eu. Eles sabem que pode existir vida sem água. Pode existir uma vida que não tenha nada de parecido com a nossa, é claro! Mas me digam os condenadores, como os cientistas procurariam por algo que não conhecem? A vida diferente pode ser invisível para nossos olhos, inaudível para nossos ouvidos e até intocável para a nossa matéria!

Eles são cegos, mas têm consciência disso. Sabem que a “única” escolha é restringir a busca para uma vida que já saibamos como funciona, ou como funcionou. E mesmo assim são grandíssimas as possibilidades de existência fora do nosso planeta.

“Mas como? Eles descobrem tanta coisa “nonada”, e não conseguem imaginar uma vida basicamente diferente da nossa?”

Me diga como os cientistas sabem que uma teoria está certa. Eles não sabem que ela está certa. Sabem que ela não está errada, e isso é muito diferente. Ela não está certa, só ainda não perceberam uma situação onde ela não se aplica. E olha que muitas das teorias que usamos não se aplicam em alguns pontos. As leis da mecânica clássica não se aplicam a partículas muito pequenas, e mesmo assim as usamos…..sabemos que ela está “certa” se restringirmos as situações.

Esse modo de provar teorias é resultado da nossa falha em abstração. Mas me diga, como abstrair totalmente? Isso é válido? Não sei. Dizem que Einstein abstraia imaginando experimentos[de impossível realização factual] e seus resultados. Assim elaborou suas teorias. E ele acertou! Será?

De qualquer modo, nem todos são Einstein. Se a busca é restrita para algo que sabemos que é possível[porque vimos acontecer], então as chances de engano e “esforço perdido” são menores. E mesmo com essa restrição são grandes as chances de sucesso. Tá, não sucesso na procura…..mas são muito grandes as possibilidades de existirem seres basicamente iguais a nós no universo.

Depois de ter xingado muito os cientistas, de ter conversado com meu professor de química geral e pensado um pouco, me senti envergonhado. Quando vejo algo que pareça estúpido vindo de alguém que deve ser brilhante, sempre duvido muito. Depois de mais um tempo pensando, mudei mais um pouco. Sempre que vejo algo que pareça estúpido vindo de alguém que pareça estúpido, duvido muito. Primeiro porque mesmo os “estúpidos” são intrincados; segundo porque gente muito inteligente costuma querer parecer idiota.

Lá nos relatos:”Ah, eu vi, era pequeno, verde, dois olhos vermelhos, dois braços finos, cabeça grande…..”

Por que dois braços? Por que braços? Por que dois olhos vermelhos? Por que olhos? Por que cabeça grande? Por que cabeça?

Me parece simples…..o relator[buraco negro de atenção ou esquizofrênico] não tem capacidade de pensar em nada muito diferente de nós. Ele não sabe abstrair. Nem seu subconsciente[(talvez)no segundo caso] sabe.

Estamos muito presos a certos pressupostos. Falo, falo, mas sempre acabo no mesmo lugar. Irônico como não consigo me livrar deles.


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Humilhar o próximo é nossa especialidade

Written by Daniel on 28 de julho de 2008 – 13:37 -

Um pequeno porém antes de começar; este próximo no título da postagem não se refere a religião.

Estava eu assistindo ao programa Ridículos do Tom Cavalcante está noite e o que mais vi foram pessoas se auto humilhando e pessoas sendo humilhadas. Ok, não tem nada de diferente não é mesmo? Afinal de contas, humilhar o próximo é nossa especialidade e nosso maior hobby.

Diz um ditado que ‘pimenta no olho do outro é refresco’. Uma clara demonstração de como somos seres que tem como maior hobby humilhar a pessoa que está ao lado. Não se trata de uma questão de sobrevivência, pois assim seria perdoável, mas sim de uma mediocridade interna, da qual não conseguimos nos livrar, por ignorância ou má vontade, tanto faz.

Um exemplo clássico e que eu conheço bem, e tenho certeza de que os HOMENS leitores do blog também conhecem é o famoso ‘Sentir-se o macho superior’. Nós, homens, seres inferiores, quando estamos apaixonados (ou quando queremos pegar aquela guria que estamos afim) não nos contentamos em afirmar nossas qualidades, pelo contrário, acabamos denegrindo muito mais a imagem de uma terceira pessoa que esta junto no ambiente, e com maior intensidade se esta pessoa se tratar de outro homem, por puro prazer e/ou necessidade dependendo do caso.

A situação é mais decadente quando se trata daquele famoso ‘melhor amigo’, que parece esquecer toda a relação de amizade existente apenas no momento em que a ‘desejada’ se faz presente, após a saída da mesma, tudo volta ao normal, sinicamente.

A igreja pregava e prega humilhação em seus fiéis, apesar de que a forma como ela é feita tenha mudado através dos séculos.

Na noite de sábado para domingo cometi sem remorso algum tal ato, eu e mais alguns amigos incentivamos outro amigo a beber conhaque e vodka após um engradado de cerveja, o resultado foi óbvio, muita besteira, ele vomitando, vídeos que em breve estarão no Youtube e muita risada. Como disse anteriormente, não senti remorso e até agora não me sinto culpado ou com vergonha, mesmo sabendo que o humilhamos em demasia.

Afinal de contas, somos educados para humilhar sem nos sentir culpados. Tais atos são comportamentos cometidos em massa, não existe mudança fora dela, pelo menos não em curto prazo.


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Quer falar comigo? Deixa um recado no Orkut

Written by Daniel on 21 de julho de 2008 – 13:59 -

É esse o retrato dos relacionamentos atualmente, praticamente nada mais é feito pessoalmente. Já vi e ouvi muitas vezes coisas como, ‘quer ser meu amigo? Me adiciona no Orkut’.

Para onde foram as rodas de amigos comendo batata frita e tomando cerveja? Ou ainda o velho carteado em família com as piadas toscas do tio bêbado?

Esta estória de relacionamentos terem migrado para internet está atingindo o limite do aceitável. Eu já pratiquei isso e sei da diferença que é ter um relacionamento normal de um vivído na internet.

Matt & Emily 01

Virtualmente podemos ser um Brad Pitt e uma Juliana Paes sem o menos problema, quem está do outro lado aceitará, ele(a) poderá até desconfiar, mas só até você enviar aquela foto do artista que você diz ser que não apareceu na Playboy ou revista de nú masculino que colará direitinho.

As redes sociais existentes atualmente são praticamente infinitas, chute uma árvore (virtual é claro) e você verá cair dezenas, bem como pessoas com atitudes mencionadas acima. Será que em breve sexo também será virtual? Como no filme do Van Dame (ou Stalone?).

Uma imagem projetada por raios catódicos (ah você é burguês e têm um monitor LCD) ou um painel fino não pode ser mais relevante que alguma pessoa feita de carne e osso, a menos que sua vida seja tão insignificante e vazia que pessoas de carne e osso são totalmente dispensáveis.

Matt & Emily 05

Pense bem, a sua oportunidade de ter uma vida de verdade pode estar a um botão de distância.

Creative Commons License photo credit: stephenHUBBARD

Creative Commons License photo credit: stephenHUBBARD


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Saber discernir é fundamental

Written by Daniel on 10 de julho de 2008 – 2:41 -

Saber diferenciar conteúdo bom de ruim é essencial para a sobrevivência de uma mente pensante atualmente (lembrando que o conceito de bom e ruim é relativo), e mesmo nas massas existe muita gente que pensa e produz, as vezes de forma melhor que quem está fora desse aglomerado massificado.

2008-05-IHateWires
Creative Commons License photo credit: mvongrue

Refleti sobre isso pois ultimamente tenho olhado novelas, coisas antes incomuns, pois eu achava que as mesmas eram geradoras de conteúdo para conglomerar a maioria e implantar idéias; Sim, a idéia ainda me parece ser realmente esta, porém saber se você quer ou não que aquilo seja implantado em você é que faz a diferença. Nem só de assuntos polêmicos e atualidades é que se faz uma trama, mesmo que essa sugue 90% da totalidade do programa, sempre existirá o momento de descontração; é este o foco que tem me atraído.

No meio de todo conteúdo lixo, sempre exestirá aquele programa (ou pequena parte dele) que poderá te chamar atenção, ser interessante, te fazer refletir sobre algo ou qualquer outra coisa relevante, que num segundo momento pode acabar virando em conteúdo de qualidade.

Até tenho aberto meu S2 para BBB’s da vida, não irei enviar uma fita de eu dançando a dança do créu para tentar participar do próximo programa, mas possivelmente não irei ver ele com os mesmos olhos que olhei as versões anteriores. Certamente haverá pessoas que não saberão diferenciar esquerda de direita, que agradecerão a Deus por nunca terem lido algum livro ou algo relacionado com as opções citadas acimas, mas possivelmente exestirá aquele(a) que dirá algo de útil, algo que poderá virar um post interessante aqui.

A programação da TV aberta é variada, e está disponível para qualquer um. Saber o que você vai aceitar ou não é um problema somente seu. Se você deixar-se influenciar por qualquer bestialidade, mas que ainda assim torne sua vida melhor, boa sorte e felicidades.

A informação é sempre é mesma, a percepção é que muda conforme o receptor.


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