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Amarras internas, você as conhece?

Written by Daniel on 29 de junho de 2008 – 11:50 -

PS: Rascunho feito à algumas semanas.

Durante estes poucos meses que venho blogando, tenho percebido que muitas vezes tive (e ainda tenho) atitudes medíocres. Generalizar conceitos e pessoas estão inclusas neste quesito, o lado bom disto é que desta forma, descobri minhas amarras internas, e tenho tentado melhorar.

Uma vez decidi alçar vôos mais altos, soltar amarras e ir além, hoje sou um pouco de tudo que já odiei e achei ridículo, ironias do destino; contudo nem todas as amarras foram soltas. Inicialmente liberatei-me das amarras musicais, deixei aquele espírito adolescente-metaleiro-revoltado e conheci artistas realmente muito interessantes fora do meio Heavy Metal. Eu ouço o que me agrada, e o que eu quero escutar.

FDR Memorial / I Hate War
Creative Commons License photo credit: chriswatkins

Ainda não estou totalmente liberto das amarras sociais, ainda tenho uma certa cautela ao lidar com pessoas, e geralmente sou mais frio que o necessário; Ainda ostento uma aurea tímida misturada com anti-socialismo-adolescente. Sorte que crescemos e evoluímos, saber diferenciar pessoas (mesmo que por cima) é um mal necessário para a manipulação do bem-estar pessoal, pode ser uma atitude rasa como diz o Peterson mas, será que conseguimos viver sem ela?

Julgar pessoas nos levam para caminhos distintos, a escolha nem sempre pode ser a mais correta, mais no momento em geral é a melhor, mais saudável diria um amigo.

As suas amarras internas estão ali, bem no início dos seus pensamentos, são o núcleo da maioria das suas idéias, objetivos e pensamentos. Depende de você querer continuar com elas ou mudar, melhorar.

Poderíamos pensar que seria inútil libertar-se de algumas amarras para pular dentro de outras, esta linha de pensamento não esta tão errada se analisada do ponto científico, mas do ponto filosófico existe dois lados da mesma moeda, e qual deles é melhor ou pior, só depende de VOCÊ.

Evoluir é necessário, será que você esta preparado para se queimar em sua própria chama? Ou você nem resurgiu das cinzas, ainda?

Entre a guerra e a paz, eternamente lutando.. assim você dirige a sua vida, escolha sempre o lado vencedor.

Obrigado pela inspiração pequeno Peterson.


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As pessoas do lado de fora

Written by Daniel on 28 de junho de 2008 – 11:11 -

Lendo esta postagem do Evandro lembrei de algo que a muito tempo eu pensava vez e outra.

O dia-a-dia ao qual estamos aprisionados nos deixa cada vez mais sem tempo para realizarmos todos os nossos desejos, mal temos conseguido dedicar um pouco de tempo para nós mesmos, quem dirá para fazer algo em prol de outrem; no final das contas, saímos perdendo sempre.

Já me peguei sentado na sacada de casa observando as pessoas passando na rua, os carros em alta velocidade na avenida e todo o restante da vida urbana, quem seriam essas pessoas, esses rostos e essas mentes? O que pensam e para onde vão?

Quantos e quais seriam os segredos que aquelas mentes ocultas escondem, o que guardam atrás dos largos sorrisos ou dos olhos cansados. Mistérios e mais mistérios, a vida tem suas peripécias.

what i know
Creative Commons License photo credit: kygp

A vida é feita de grandes e pequenos mistérios, cada um deles oculto dentro de cada profundo olhar. O ânseio pelo bem estar fez de nós seres frios, egoístas e mesquinhos. Somos cada vez mais individualistas que prestamos mais atenção no TER do que no SER.

Estaríamos tão vazios que já não somos mais capazes de perceber o ser humano do lado de fora? Ou será que apenas perdemos a percepção que as crianças têm?

Observe mais o seu redor, existem pessoas, existe vida fora do seu casulo. E todos eles estão lá, esperando você brilhar e dar com a cara no chão, mesquinhos e frios como você, apenas com corpos e pensamentos diferentes.

Se você puder, conquiste-os.

Ao som de Coldplay - Clock. EU NÃO SOU EMO PORRA.


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Virou modinha

Written by Daniel on 26 de junho de 2008 – 11:12 -

Nota 2.3×5: Iniciei esta postagem lá da empresa, salvei o rascunho no blog e por acidente cliquei em Publicar no Windows Live Writer, por isso vocês receberam este post em seus respectivos leitores de Feed.

Durante o meio dia de ontem eu (como sempre) estava no Orkut, quando atualizo a página inicial vejo que uma amiga havia atualizado o perfil. Fui ver as atualizações, e como eu sei que ela gosta de Amy Winehouse fui verificar os vídeos que ela tinha. Quando eu vi a descrição do primeiro vídeo da senhorita ‘Adega’ eu fiquei pensando, será que é isso mesmo? A descrição era a seguinte…

virou modinha mas a garota é boa.

Não posso afirmar que foi ela quem escreveu isso, até porque os vídeos já possuem descrições próprias quando inseridos no Orkut. Mas será que essa descrição é mesmo necessária? Modinha necessariamente passa a impressão de que é ruim?

Martin Pop. Angel 03
Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

Amy Winehouse realmente caiu no gosto popular, principalmente por causa dos últimos acontecimentos de sua vida pessoal, uma lástima perante ao talento da moça. Desde 2003 Amy lançou apenas dois CD’s, dois ótimos CD’s por sinal.

Eu já tive minha fase adolescente-metaleiro-rebelde (vulgo tr0000000000 para os mais familiarizados) e também achava um cúmulo minha banda favorita lançar um CD em que tivesse uma música comercial, isso era pecado. A banda jamais poderia ter uma música boa e ao mesmo tempo estar tocando em todas as rádios deste país. Mas o capitalismo foi muito mais forte que o meu egoísmo infantil, e eu tomei naquele lugar onde o sol não bate.

Quando escutei o CD Once - Nightwish pela primeira vez, cheguei a ficar irritado por nele constar a música Nemo e Wish I Had an Angel, logicamente eu estava sendo infantil; Que fã “verdadeiro” da banda iria gostar de ver uma música com o mesmo nome de um filme infantil e outra que tinha virado trilha sonora de um filme ruim? Eu não queria que meus “amigos” ouvissem o mesmo que eu, eu deveria ser único.

Martin Pop. Angel 01
Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

Naquela época eu não entendia a evolução que a banda estava tendo, a inserção de uma grande orquestra em um CD muda muita coisa, orquestra em banda de Heavy Metal atualmente é algo comercialmente explorado, e tem casado muito bem. São dois sons distintos e ao mesmo tempo complexos, talvez por isso combine de forma satisfatória pra quase tudo (Alguém já viu o Kiss Symphony? Ficou muito bom).

Os anos passaram e eu comecei a perceber que o que é associado a comercial nem sempre é ruim (não inclua funk ou rap neste quesito ;) ), existem coisas excelentes dentro do POP atual, e nisso se inclui a Miss Winehouse; é comercial mas faz um Jazz/Soul de excelente qualidade.

Até hoje sou ironizado por ter os dois CD’s do James Blunt (aquele que faz trilha sonora romântica para novela das 20horas [21horas]), ainda assim não me intimido em dizer que gosto, e naturalmente possuo os dois CD’s. Ele compõem músicas boas, músicas que são a trilha sonora perfeita (minha opinião, ok?) para o inverno, mas as pessoas não entendem (não querem entender pra falar a verdade) que ele não têm apenas You’re Beautifull e Same Mistake no seu plantel musical.

Se uma banda X acabou tendo um gosto maior pelo dinheiro, e ainda assim continua compondo músicas de excelente qualidade, não existe um motivo/explicação plausível para o fã ficar dando xiliques porque o single tocou na rádio local. Quanto maior o sucesso, melhor para a banda, e maior a possibilidade dela tocar em um local aonde você pode ir sem muita preocupação com gastos e locomoção.

Martin Pop. Angel 02
Creative Commons License photo credit: Pop Art by Martin Pop

O comercial ainda está entranhado na mente dos rockeirinhos como sendo de péssima qualidade, eu que sou desse mundo sei que a grande maioria é como cavalo, só olha para frente; não encherga ao seu redor e na maioria das vezes não o quer, literalmente sem noção.

Layla, o Coldplay não ficou melhor depois do sucesso na tua opinião?

Nietzsche é o POP da filosofia, todos o amam e nem por isso os livros dele são ruins. Não existe argumento plausível para afirmar que Nietzsche é ruim só porque meu vizinho que escuta funk adora suas obras. Ou alguém poderia me citar algum?

Lembre-se, nem sempre o que têm grande apelo comercial é ruim, a estória pode ser bem outra! Alguém consegue ouvir os três primeiros CD’s do Tristania um dia inteiro sem ficar irritado? Eu sabia, nem eu, é tr0000 demais para minha cabeça. Justamente por isso que a ‘nova’ banda do Morten não sai da garagem da casa dele.

7up close
Creative Commons License photo credit: twatson


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Acabou? Mas por quê?

Written by Daniel on 29 de abril de 2008 – 2:25 -

Um sábado à noite com serração e ninguém a fim de ficar mais doente do que já estava. A boa pedida é ir para o apartamento de Mariana olhar algum filme, comer uma pipoca e tomar um vinho aproveitando o frio. Conversa vai, conversa vem até que o Jhonny exclama: ‘Guerra de almofadas!’. No entanto as gurias já estavam dormindo e decidimos que não iríamos incomodá-las. Então o Jhonny continuou comentando sobre como ele e a irmã brincavam de guerra de almofadas e coisas parecidas até pouco tempo atrás. Até que o Murilo levanta a questão, ‘acabou, mas acabou por quê?’.

Nessa questão não estávamos enquadrando relacionamentos de um casal, mas sim de coisas que sempre fazíamos e que eram divertidas, e em nossas lembranças ainda a são, mas que por algum motivo não aparente simplesmente acabou, saiu da rotina.

Freqüentemente deixamos hábitos agradáveis e corriqueiros de lado para nos entregar a outros hábitos que se tornam corriqueiros, e estes novos hábitos acabam suprindo toda a necessidade, certamente de forma mais satisfatória, do que as velhas ações e atitudes supriam. Contudo as velhas ações deixam saudades e boas lembranças e por vezes forçam a tentativa da retomada, muitas vezes sem o sucesso satisfatório.

Existem dezenas de lembranças na mente de cada um, dezenas de acontecimentos que poderiam ser facilmente retomados atualmente, no entanto parece-me que existe uma incerteza quanto à retomada destes. Ou talvez, as pessoas acham que é melhor que elas fiquem apenas no passado, como uma boa lembrança de uma época distante.

Ainda me lembro das jantas em família, das noites no cemitério com os amigos (sim eu ia :P), das brincadeiras de pega-pega com minha irmã e ademais coisas do passado que poderiam ser facilmente retomadas. Porém, não a são.

Em tudo existe um começo, um meio e um fim. Nossa rotina temporal não poderia ser diferente e talvez possamos dizer, não deve ser diferente. A vida também termina.

Então, quais são as suas coisas do passado que poderiam ser facilmente retomadas atualmente no entanto continuam no passado?


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Saiba conviver com a sua dor

Written by Daniel on 23 de abril de 2008 – 2:01 -

Um fato ocorrido com um amigo meu neste final de semana me fez pensar sobre isso, será que somos capazes de conviver apenas com a nossa própria dor ou a de um familiar? Ou sempre estaremos angariando parte da dor alheia para nós? A fim de fugirmos das nossas próprias dores!?

Penso que por não sabermos conviver corretamente com a nossa própria dor usamos deste artifício (angariar a dor alheia) para termos uma fuga e aliviarmos à alma. Contudo em todas as postagens que falei a respeito das ações humanas, em boa parte delas, se não todas, eu via as ações como uma fuga do próprio eu. Estamos preparados a viver com a dor? Aliás, estamos preparados para viver?

Todos temos os nossos fantasmas, isso é inerente a qualquer ser, todos conhecemos nossos medos (ou deveríamos conhecer) e até mesmo sabemos como sanar estes problemas, mas será que estaríamos prontos para isso? Será que teríamos coragem de viver em paz conosco? Seria possível alguém aguentar viver por longas épocas como se fosse a própria terceira pessoa de si? Eu particularmente ainda tento, eu fujo, contudo eu convivo.

Voltando ao meu amigo, ele assumiu a dor de cotuvelo da guria pela qual ele esta apaixonado. Ela acabou de terminar um namoro e como em boa parte dos casais ela esta sentindo um certo ódio pelo ex, meu amigo acabou assumindo este ódio, que antes era uma amizade. Até que ponto estaríamos dispostos a assumir a dor alheia? Será que isso valeria a pena, certos sacrifícios são válidos em casos semelhantes?

Eu particularmente tento me manter afastado das dores alheias, muitas vezes tento me manter afastado das minhas próprias dores. A meu ver cada indivíduo deve conviver com a sua própria dor, sem que um terceiro assuma parte dela e acabe se envolvendo em cenários que antes eram de paz. É a velha estória, ‘faça o que eu digo, não o que eu faço’.

Então, enquanto me viro nos lençóis
E novamente não consigo dormir
Saio pela porta e sigo pela rua
Olho as estrelas sob meus pés
Recordo de justos que tratei mal
Então, aqui vou eu
James Blunt - Same Mistake

Confuso? Nem tanto, ou talvez somente o bastante.


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