Meu mundinho virtual
Written by Daniel on 23 de abril de 2008 – 1:41 -Depois de dias em que estive longe das postagens e da blogosfera aproveitando o feriadão para descansar de tudo que era possível, eu voltei e irei responder um meme que a Carol me convidou.
Meu mudinho virtual tem se criado constantemente desde o final de 2004, praticamente 2005. Logo que ganhei meu primeiro computador (a internet já me fascinava antes disso) eu me entreguei aos prazeres dos bits. Ficar o dia inteiro no Orkut era algo genial, passar noites conversando com os amigos no msn e ficar escutando música eram coisas que me davam mais prazer que sair com os amigos que saiam.
Creio que durante este curto tempo eu tenha perdido mais do que ganho (se analisado alguns lados), hoje em dia vejo as fotos dos meus amigos em momentos que eu gostaria tanto de ter participado, porém não estive presente pois estava muito ocupado com meu orkut e com a internet em geral, deixei de viver coisas reais e interessantes por algo irreal, contudo naquela época eu não via desta maneira.
A internet na minha vida não foi de todo ruim, muitas das coisas que eu conquistei e conquisto hoje se devem a ela; A mão que afaga também é a que bate.
Nos ultimos meses ‘conheci’ pessoas incríveis na internet, procurei e encontrei pessoas que de certa forma compartilham da mesma idéia e maneira de pensar, isso é um dos fatos legais e agradáveis da estória.
Atualmente tenho entrado no orkut por ser uma atitude rotineira, blogar se tornou algo tão agradável e gratificante que não penso em parar tão cedo. Porém hoje em dia não deixo de sair e aproveitar os meus amigos enquanto posso e me divertir sempre. Uma das vantagens que carrego da época em que eu era um dependete da internet são os amigos que fiz e que faço atualmente, infelizmente não tenho as condições financeiras que gostaria de ter para poder visitar todos eles.
Meu mundinho virtual tem se fundido de certa forma com minha redoma mental, se é que isso possa ser entendido.
Novamente obrigado Carol pela indicação do Meme e desculpe a demora em responde-lo.
Tags: amigos, mundinho, vida, virtual
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O normal sou EU
Written by Daniel on 14 de abril de 2008 – 22:57 -Durante muito tempo tenho lido, visto e ouvido acerca de que pessoas como eu são anormais na sociedade em que vivemos, que somos um grupo elitista e fora dos padrões do grupo em geral. Pois eu lhes digo, o normal sou eu, bem como minhas idéias e planos.
Quanto aos esportes
Garotos como eu não praticam muitos esportes e em geral não são experts nos que gostam de praticar. No entanto a sociedade tem padrões fixados de que somos sedentários, que vivemos plantamos sobre um computador e que em nossas estantes ao invés de medalhas de melhor atleta temos punhados de livros. Praticar esportes faz bem a saúde, agora dizer que em sua maioria os acéfalos corredores atrás de uma bola são a elite do bem-estar e progresso de uma sociedade é demasiado exagero. Para eu não interessa a quantia em euros paga pelo jogador tal, mas quanto de dinheiro sobrará do meu salário para poder comprar o livro X, investir na minha cultura é algo que eu faço sempre que posso e isso me traz felicidade, me faz um membro normal dessa sociedade que impõem padrões distorcidos do bem e do mal, do certo e do errado.
Quanto as gurias
Este é um ponto subjetivo, eu particularmente não namoro, não por falta de oportunidades, e no entanto não pretendo por um bom tempo. Sou um tanto impaciente para certos padrões femininos e suas necessidades de demonstração de sentimentos. No entanto somos julgados de forma que não gostamos de gurias, que seremos eternos virgens de boca e de sexualidade. O normal novamente sou eu, pois não saio por ai para ficar com 30 gurias em uma única noite, tento transar com todas elas em menos de uma hora e acho o máximo ser o maior dos idiotas que trocou o cérebro pela cabeça que esta localizada entre as pernas.
Quanto ao meio de locomoção
Em geral guris como eu preferem investir o dinheiro que possuem em algo de útil e não gastar este mesmo dinheiro em diversos acessórios e coisas pra fazer seu carro virar único mundialmente. Tunning é bonito, no entanto eu não vejo motivos satisfatórios para gastar R$20.000,00 para deixar o Gol 95 com uma cara diferente dos demais Gol’s 95. Por não fazermos parte destes mesmo padrões somos novamente taxados como geeks (antigo nerd)(eu gosto desse termo) sem uma vida social e punheteiros de plantão. No entanto eu vejo que investir em cultura, educação e lazer vale muito mais do que colocar em algum bem material, novamente o normal sou eu.
Quanto a vida social
Pessoas como eu tem a vida um tanto afastada dos acontecimentos da sociedade em que vivem, em geral procuram enxergar e buscar algo mais interessante para ser feito do que comentar que a filha de tal pessoa foi pega no motel fazendo sexo oral com outra tal pessoa da cidade. Pessoas como eu procuram pessoas com idéias e atitudes semelhantes, pois enxergam nessas pessoas que valham a pena ser exploradas na amizade. Eu sou normal, pois busco na vida e nas pessoas a felicidade, e não mais um bode expiatório.
Quanto aos assuntos
Pessoas como eu não estão interessadas em saber quem foi a última beldade excluída do BBB ou qualquer coisa do gênero, em geral suas discussões baseiam-se em assuntos interessantes variando conforme a hora. Muito menos buscamos saber quem são tais pessoas que fizeram tais coisas na festa tal da cidade. Nós somos normais pois nos preocupamos conosco e não vivemos em prol das futilidades alheias.
Quanto a necessidades que eles tem de nos manter
Mesmo com toda a sua pomposa hipocrisia a sociedade tem a necessidade de nos manter, pois sabem que somos o motor que faz mover as grande engrenagens do poder e do crescimento. E eles, acabam tornando-se os peões do acaso e da mesmice. Acabam sendo o que sempre foram e sempre serão, dando continuidade a uma bestialidade que eles conhecem, no entanto não sentem a mínima vontade de mudança.
Quanto à música
Guris como eu escutam música de qualidade, tem um ‘paladar’ mais apurado pela mesma. Jovens como eu são considerados adoradores do demônio por gostarem de rock, mesmo que uma parte destes escutem algo relacionado a gospel. Somos considerados o mal da sociedade por não freqüentarmos e interagirmos com os demais membros que estão fora do nosso grupo.
Eu sou o membro normal dessa sociedade, a quem eles maltratam e depois veneram! E você, é normal* também?
*Cada um tem a sua maneira de enxergar a normalidade.
Tags: assuntos, esportes, eu, grupo, gurias, idéias, locomoção, meio, música, necessidade, normal, pessoas, sexualidade, sociedade, vida
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Auto-conhecimento?!
Written by Daniel on 30 de março de 2008 – 18:30 -Você já se olhou por dentro nos últimos dias? Você se conhece tão bem e melhor quanto conhece à vida do ganhador do BBB?
Questões como estas me abordaram a pouco, e eu fiquei pensando em qual seria o real motivo para que as pessoas temam e demorem tanto para responder questões extremamente simples, como ‘quais seus defeitos e qualidades?’ Esses detalhes eu venho notando desde a época do colégio, quando nas aulas de ensino religioso, ainda na época do ensino fundamental a professora pedia para que escrevêssemos quais eram os nossos maiores defeitos e as nossas melhores qualidades.
Boa parte da turma, incluso eu não sabiam o que iriam escrever, não tinham um autoconhecimento sobre si mesmo e passavam ali durante minutos pensando sobre o assunto, posso estar errado, mas creio que mais de 90% da turma colocava os defeitos e qualidades que primeiro lhes vinham à cabeça, sem pensar em si como um ser com tais defeitos e qualidades.
Essa trajetória seguiu-se adiante e segue até hoje, eu particularmente mudei, os livros nos ensinam coisas muito interessantes e ampliam o nosso olhar a um horizonte mais amplo e claro sobre questões diversas. Porém ainda noto perfeitamente os traços de falta de conhecimento sobre si no rosto das pessoas, está impregnado de forma suja e abstrata em cada ser.
As pessoas em geral têm como costume uma filosofia de vida que ensina que a vida alheia é mais interessante, passando este costume de geração em geração, que o conhecimento dos defeitos e qualidades do outrem valem mais do que conhecer a si próprio. Devemos mudar este pensamento e colocar em prática que é necessário analisar os pontos onde existem a necessidade de mudanças e aplicar si próprio, para que então a pessoa possa se tornar melhor e um membro mais digno de si na sociedade.
O que percebo é que a maioria tem medo de se conhecer, pois tem conhecimento da ponta do iceberg que lhes aflige, e tem como preceito afirmar que seria muito mais fácil enfrenta isto apenas o ignorando, não batendo de frente como muitos declaram ser a melhor forma. Qual seria a melhor forma? A meu ver bater de frente, enfrentar seus medos e ter um autoconhecimento mais amplo para que desta forma a pessoa livre-se das aflições que vem sofrendo e das aflições futuras.
Será que temos medo de nos conhecermos? Temos medo de olhar no fundo de nossos olhos e dizer para nós mesmos: Eu sou um ser humano com defeitos e qualidades? Eu posso enfrentá-los de cabeça erguida e orgulhar-me de todos eles?
Ou devemos nos esconder ainda mais atrás dos outros?
Tags: aflições, auto conhecimento, folosofia, pessoas, saber, vida, viver
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Tenha um filho, plante uma árvore e escreva um livro
Written by Daniel on 20 de março de 2008 – 23:00 -Essa frase que já teve inúmeras mudanças desde que eu a conheço vem se tornando uma espécie de filosofia de vida de muitas pessoas. A frase é como uma conotação na vida básica de cada ser, mais ou menos como se descrevesse cada fase da vida humana, não de forma ordenada, pois cada um segue a ação descrita de forma que achar melhor.
Toda menina quando criança brinca de casinha, logo cedo ela é colocada no papel de dona de casa, mesmo que ainda de forma singela. Desde cedo ela aprende que ela será mãe, cuidará do marido, dos filhos e da casa, enquanto ainda crianças elas são doutrinadas a ser o que as mulheres eram antigamente. Em algumas oportunidades sempre surgem às brincadeiras de profissões, mas essas já são mais comuns entre os meninos.
Já o homem brinca de profissões mais perigosas, já são colocados na aventura e no trabalho braçal, aprendendo que eles deverão garantir o sustento da família, visto que eles futuramente terão casa, filhos e mulher para sustentar, essencialmente nesta ordem.
Com o passar dos anos ambos os sexos percebem que a vida não segue estes rumos e que a mulher tem independência e que é capaz de se sustentar de maneira magnífica sem um homem, já o homem sempre precisará de uma mulher, mesmo que seja para manter a casa dele de maneira organizada.
Os filhos, todos sonham em ter, principalmente as mulheres em sua infância. Após o casamento ou o famoso ‘ajuntamento’ ambos começam a ter as suas proles, aqueles que irão dar continuidade a vida humana na Terra e que levarão os genes dos pais ao infinito e além. Quando isso acontece ambos podem dizer que já cumpriram boa parte das três ‘tarefas básicas’ do ser humano.
Com o aumento da consciência ambiental logo cedo nas escolas plantamos ao menos uma árvore, e sem nos darmos por conta já cumprimos mais uma parte da nossa trajetória pela Terra. Plantamos a esperança de um mundo melhor, mais limpo e agradável aos nossos futuros filhos. Afinal não queremos deixar um mundo ruim para quem amamos.
Creio que a última das três tarefas seja a mais difícil, pelo menos para eu é a que mais pesa. Muitas pessoas escrevem livros diariamente, alguns excelentes, outros legais e outros que não merecem nem comentários. Mas ainda assim essas pessoas cumprem todas as metas básicas da sua passagem pela Terra e para nós mesmo.
Partindo da tarefa mais fácil a mais complicada, eu já plantei inúmeras árvores tanto na escola quanto no bairro, já fiz curso de Bonsai e cultivei-os durante alguns anos. Esta é uma atividade prazerosa que eu tento retomar a todo inverno, o único período do ano que tenho vontade e paciência para tudo e todos.
Eu seria um que jamais lançaria algum livro sem muitos anos de leitura e sem um profundo conhecimento de causa sobre o tema abordado. Se eu lançasse um livro, a intenção é de que ele fosse tão bom quanto às obras de grandes filósofos da história, eu não me sentiria satisfeito em ter um ‘Código da Vinci’ nas prateleiras, mesmo sabendo que o livro tornou-se um sucesso de crítica e vendas. Ao contrário do Canedo, eu jamais conseguiria escrever algum capítulo sem revisá-lo inúmeras vezes, retirar, corrigir e acrescentar coisas, nem mesmo aqui no blog eu consigo fazer isto. Como um bom indeciso nunca me sinto satisfeito com o primeiro rascunho, admiro muito quem consegue escrever uma obra-prima na primeira tentativa, essa virtude é algo que eu não tenho. Mesmo que o único que ache o texto uma obra excelente seja o próprio autor.
Já pensei em me casar, encontrei a guria dos meus sonhos e já planejei ter quatro filhos, todos eles já com nomes escolhidos. Mas a questão é que crescemos e mudamos diariamente. A guria dos meus sonhos ainda continua sendo a perfeição em que eu buscava numa mulher, ela estava e creio que ainda esteja acima de eu em muitos sentidos, para eu ela ainda continua sendo a guria mais perfeita que eu encontrei. Porém o meu narcisismo e o exemplo próprio e dos amigos me fizeram perceber que eu não devo mais perder uma excelente amizade em troca de um ‘talvez amor’. Os filhos ainda continuam nos planos, mas já não sei mais a quantia que pretendo ter em um futuro distante.
Só o futuro dirá.Eu cumpri boa parte das minhas ‘tarefas’? E você já esta com sua cota completa?
Tags: árvore, filho, livro, metas, pensamentos, vida
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Fluorescência no dia-a-dia
Written by Daniel on 13 de janeiro de 2008 – 14:26 -A alguns dias estava eu sentado em frente a minha casa, esperando a carona dos colegas para a janta de final de ano da empresa. Enquanto aguardava, fiquei olhando televisão (coisa rara), e observei um notícia que me chamou muita atenção. Falava sobre cientista japoneses (ou chineses) que criaram por meio de modificação genética um gato que brilhava no escuro, ou seja, um gato fluorescente.
Naquele momento eu fiquei de queixo caído, pois não sabia se eu achava aquilo bizarro ou absurdo, visto que existem tantas doenças para ser curadas, e os caras dos olhos puxados ficam se preocupando em fazer bixanos clubbers (o apelido para os gatos foi dado pelo Kilmister), contudo, aceitei a idéia e resolvi deixar isso de lado. Fotos dos bixanos abaixo
Depois de ver os bixanos, o que poderiamos pensar de tal? Eles poderiam animar as tão frequentadas raves? Ou apenas mais um objeto de desejo dos clubber?! Agora do reino animal é claro.
Passado alguns dias, estava eu me preparando pra sair e fui tomar meu banho, ao entrar no banheiro verifico que só havia restos de sabonete, voltei e fui ao balcão e peguei um sabonete novo, ao abrí-lo que veio-me a surpresa, como se não bastasse termos gatos clubber, agora temos sabonetes clubber.
A supresa foi tamanha ao ver que o sabonete era muito verde limão, e que possivelmente ele poderia ser visto no escuro (não fiz o teste, ainda).
Pelo que ando percebendo, a moda do verde limão fosforescente esta voltando, e parece que desta vez foi emcabeçado por todos os setores da ecnomonia.
Possivelmente, em breve, você poderá comprar nas raves mais badaladas da sua região, o extase fuorescente, quem sabe você também não fique iluminado?!
Tags: comportamento, fluorescência, gatos, idéias, japoneses, pessoas, vida
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